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Lava Jato atrai atenção de promotores de 31 países em quatro continentes

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Mapa de Andorra

Com 31 países autores de pedidos de informações ou de adoção de medidas judiciais, a Operação Lava Jato é o caso que mais gerou interesse oficial de autoridades estrangeiras na história dos inquéritos de Brasil.

Compreende-se que os políticos desejem, sempre, “estancar a sangria”, na famosa frase que Romero Jucá soltou na gravação com Sérgio Machado. A tal “sangria” pôs à luz do dia, só no caso relatado por “El País”, US$ 200 milhões .

Na sexta-feira 03 de novembro em reunião na manhã d, na Casa Rosada, em Buenos Aires, os presidentes argentinos, Mauricio Macri, e do Peru, Pedro Pablo Kuczynski, haviam voltado a dizer sua preocupação com relação à crise na Venezuela.

A operação chamou a atenção no exterior pois empreiteiras de Brasil, em especial a Odebrecht, utilizaram estruturas de geração e repasse de dinheiro ilícito com muitas companhias offshore e bancos de vários países, e porque contratos da Petrobras com provedoras estrangeiras estão sob inquérito.

A estrutura financeira ilícita da Odebrecht para pagar propinas tinha geralmente quatro níveis de offshores e contas bancárias fora do Brasil, segundo executivos que atuaram na divisão da companhia especializada no repasse de suborno, intitulado internamente setor de operações estruturadas.

Segundo a Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, as autoridades de 31 países mandaram no total 139 pedidos de colaboração à Lava Jato, número rlembrepara um só caso.

Já a força-tarefa da operação fez 201 requerimentos a autoridades de 41 países.

Delatores De o total de países solicitantes de colaboração , nove de a América Latina e dois de a África mencionaram eles de a Odebrecht como locais onde a empreiteira pagou propinas a agentes públicos , segundo acordo fechado com o Departamento de Justiça dos EUA e autoridades suíças , em dezembro de 2016.

A empreiteira revelou subornos que adicionaram US$ 788 milhões nesses territórios. Além do Brasil, o acordo sinaliza o repasse de propinas a autoridades angolas, da Argentina, da Colômbia, da República Dominicana, do Equador, da Guatemala, do México, de Moçambique, do Panamá, do Peru, que realçou-se por ter inquéritos com ordens de prisão contra dois ex-presidentes, Alejandro Toledo, que está foragido nos EUA, e da Venezuela. , e Ollanta Humala, já detido.

Agora Pedro Pablo Kuczynski também é alvo de questionamentos, após o jornalismo local ter informado que o empresário Marcelo Odebrecht relatou a procuradores peruanos que a companhia contratou Kuczynski como consultor na década passada, após ele deixar uma posição no governo de Toledo. Pedro Pablo Kuczynski é o atual presidente de Peru.

Alan García, por sua vez, sempre negou ser o “AG” indicado nos apontamentos do empresário.Fontes que presenciaram o interrogatório e foram mencionadas pelo diretor do IDL, Gustavo Gorriti, alegaram que Odebrecht garantiu que o dinheiro para pagar Kuczynski veio de “caixa dois”, onde estavam os fundos para financiar as campanhas políticas e pagar subornos.

Marcelo Bahia Odebrecht é um engenheiro civil e empresário brasileiro.

No Equador, Jorge Glas está preso sob suspeita de ter recebido suborno da empresa brasileira. Jorge Glas é o vice-presidente da República.

As autoridades de Argentina também governam inquéritos sobre obras da Odebrecht. Para as próximas semanas, estão agendados testemunhos judiciais de investigados pela suposta ligação com negócios ilícitos da firma.

Já em Angola e Moçambique o jornalismo relata que há omissão das autoridades em relação aos subornos mencionados pela empreiteira.

São 12 os países europeus que encaminharam pedidos à Lava Jato, a maioria em razão doauutilizaçãode instituições financeiras locais pelas empreiteiras bde Brasil

Às vezes Principado dos Vales de Andorra, é um pequeno país europeu localizado na cordilheira pirenaica entre o nordeste espanhol e o sudoeste da França.

Nesse grupo estão autoridades de Andorra, Dinamarca, Espanha, França, Holanda, Itália, Liechtenstein, Noruega, Portugal, Reino Unido, Suécia e Suíça.

No setor de propinas da Odebrecht, o executivo Luiz Eduardo da Rocha Soares tinha a tarefa de procurar bancos no exterior e instituir novas estruturas com companhias fictícias para o programa de pagamentos paralelos.

Em seus depoimentos de cooperação premiada, Soares mencionou a utilização de sete bancos situados em Andorra, Suíça, Áustria, Malta e na Ilha da Madeira .

O delator também contou que gerou-se a maior parte de o dinheiro utilizado para abastecer o esquema por meio de operações e contratos fraudulentos feitos fora de o Brasil, principalmente em a Venezuela, em o Panamá, em a República Dominicana e em Angola.

Alguns políticos já receberam, como se comprova pelas malas cheias de dinheiro que circularam para baixo e para cima. Os que não receberam esperam receber algum dia. E, claro, há meia dúzia de honestos que não entram no jogo.

Procurada pela Folha, a Odebrecht alegou que “a característica e a efetividade da cooperação da Odebrecht vêm sendo confirmadas dia a dia, e têm sido instrumento precioso para a ação da Justiça de Brasil e dos países em que a companhia atua”.

Esta reportagem contou com informações de integrantes do projeto internacional de imprensa colaborativo Investiga Lava Jato, do qual participam 21 profissionais de 11 países da América Latina e da África. O grupo tem a coordenação de profissionais da Folha e do portal Convoca, do Peru.

Cooperaram ADÉRITO CALDEIRA, CHRISTIAN ZURITA, EMILIA DELFINO E ÓSCAR LIBÓN.

A companhia de Holguín SBM é suspeita de pagar subornos para obter contratos com a Petrobras Suíça e Andorra Delator da Odebrecht mencionou a utilização de contas em bancos dos países no esquema para repassar propinas O vice-presidente Jorge Glas está preso desde o começo de outubro em razão da suspeita de ter recebido propina A Justiça determinou a prisão dos ex-presidentes Alejandro Toledo e Ollanta Humala . SBM é provedora de plataformas de petróleo. Marcelo Odebrecht declarou também ter contratado o atual presidente, Pedro Pablo Kuczynski, para consultoria

Juízes do país aguardam a execução de testemunhos e perícias relativas a obras governadas pela Odebrecht, apesar de executivos da Odebrecht terem confessado o suborno de agentes públicos locais

PROJETO, como a do soterramento da Linha Sarmiento em Buenos Aires

Angola e Moçambique

Jornalistas locais assinalam a omissão das autoridades INVESTIGA LAVA JATO

A reportagem faz parte do Projeto Colaborativo Investiga Lava Jato. Jornalistas e meios de comunicação participantes:

Fontes: Secretaria de Cooperação Internacional do Ministério Público Federal, Departamento de Justiça dos EUA e Projeto Investiga Lava Jato

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Netherlands, Brazil, Argentina, Angola, United States, United Kingdom, Spain, Portugal, Peru, Panama, Norway, Mozambique, Mexico, Malta, Liechtenstein, Italy, Dominican Republic, Denmark, Colombia, Austria, Andorra

Cities: Toledo, Panama, Mocambique, Mexico, Franca, Buenos Aires

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Lava Jato atrai atenção de promotores de 31 países em quatro continentes
>>>>>Capitalismo mafioso faz do Brasil uma triste república bananeira – November 10, 2017 (FolhaGeneric)
>>>>>Odebrecht confirma que financiou campanhas de Ollanta Humala e Keiko Fujimori – November 10, 2017 (EfeGeneric)
>>>>>Kuczynski foi assessor da Odebrecht e recebeu doações em 2011, afirma portal – (EfeGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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