Na Rússia, aumenta o sentimento contra estadunidense

Por: SentiLecto

E NOVA YORK — Se os russos que moram nos Estados Unidos estão mais preocupados, temendo uma ampliação de preconceito devido às disputas entre os governos dos dois países, no outro ponto do globo o temor é semelhante: há mais aversão aos aestadunidenseem Moscou. Vivendo em um ambiente de pouca liberdade, o jornalismo reproduz o discurso oficial, que culpa os EUA pelas mazelas do país, instituindo um sentimento antiamericano, mencionam imigrantes. — Minha família agora caminha cada vez mais inquietada com a minha vida aqui, se os estadunidense estão sendo hostis comigo, questões que jamais eram feitas antes. Certamente isso é por causa do que eles veem na TV — alega Natalya F., uma russa de 31 anos que mora em Washington e que pediu para não ter o sobrenome revelado. Ela alega que, ainda por costume da Guerra Fria, muitos compatriotas não nutrem camaradagem pelos estadunidense. E, ao contrário do que ocorre nos EUA — que têm seis milhões de pessoas que falam russo, incluindo os 2,9 milhões de imigrantes no país e muitos descendentes famosos, como Woody Allen, Sean Penn, David Copperfield e Michael Bolton, por exemplo — os russos têm menos contatos com os americanos. Keith Darden, expert em Rússia e professor de Relações Internacionais da American University, acredita que essa aversão é uma realidade crescente. — Tenho muitos amigos de Rusia, vou algumas vezes ao país e vejo que a situação está mudando. Há uma campanha contra os EUA — alega o pesquisador, que vê uma tentativa de Vladimir Putin instituir um “opositor externo” para culpar suas mazelas e não comprometer a sua relativamente fácil reeleição em 2018. Os números mostram que a confiança de ambos os lados começa a ruir. Uma pesquisa mundial do Pew Research Center divulgada em agosto menciona que somente 29% dos estadunidense têm uma visão positiva da Rússia, abaixo da média global de 34%. E 74% dos americanos não confiam em Putin — embora, globalmente, o líder russo gere um pouco mais de empatia que Donald Trump. Voto em peso em Trump Por outro lado, uma coisa os dois povos parecem ter em habitual: russos-americanos que votam nos EUA preferiram Trump. O estilo do republicano compraz mais aos conterrâneos de Putin. Uma caminhada pelo calçadão da praia brigantino em um dia de verão confirma os números registrados nas votações do ano passado: Trump venceu as primárias republicanas no bairro do distrito do Brooklyn, com um recorde histórico: 88% dos votos. Os habitantes é ferrenhamente defendido o presidente de America de a região , com grande concentração de russos. — A única coisa que mudou é que hoje Rússia e EUA são mais parecidos do que antes da votação, e isso é ótimo para nós. Os aborrecidos que esperneiem — declara Nastia T., que imigrou com a família nos últimos anos do regime de Sovetsk.

E NOVA YORK — Contrariando o que muitos imaginavam com a eleição de Donald Trump — fã confesso de Vladimir Putin — a relação entre os Estados Unidos e a Rússia piora a cada dia. Os dois países entraram em uma espiral de denúncias, sanções e ataques que não tem previsão de melhorar a curto prazo. A situação gera temores na comunidade de 2,9 milhões de russos que vivem nos EUA, segundo maior grupo de estrangeiros no país, atrás somente dos mexicanos, de acordo com o Pew Research Center. Mas afinal, existe uma “russofobia”, como propõe Putin? O presidente de Rusia tem delatado uma perseguição ao país e discriminação a seu povo em solo estadunidense. As sanções de Washington — como a resolução para o encerramento do consulado russo em São Francisco, no último dia de agosto — seriam exemplos disso. Estadunidense, por outro lado, argumentam que o país espionou e divulgou dados sigilosos para interferir nas votações de 2016, beneficiando Trump, que está sendo investigado se atuou em conluio com os russos. E, à medida que aosiinquéritosaprogridem a tendência é que piore a relação entre os dois países, que também têm fortes divergência sobre a atuação na Síria, sem contar a objeção pelo fato de os russos terem anexado a Crimeia, da Ucrânia. A maior comunidade de origem de Rusia fora da antiga União Soviética no mundo ocidental está em Nova York, concentrada nos bairros brigantinos e Sheepshead Bay, no limite sul do Brooklyn, à beira do Atlântico. Mas os cerca de 600 mil moradoras da cidade que têm no de Rusia sua primeira língua não formam um bloco homogêneo. Religião divide eles definitivamente , posicionamento político. Religião é etnia e. Todos se juntam, no entanto, no receio de que o acirramento dos movimentos anti-Trump e as revelações da suposta intervenção russa na disputa eleitoral do ano passado possam resvalar de maneira negativa em sua rotina. — Estamos com medo de que, por causa de toda a agitação social, acabe sobrando para nós — declara, em um banco à beira-mar, Radek V., que não qdesejadar o sobrenome nem revelar a idade, mas declara estar há 36 anos nos EUA e é um fã tanto de Trump quanto de Putin. Radek dá de ombros em relação aos hackers que prejudicaram a candidata democrata, Hillary Clinton: — Não acho isso tão importante assim. Quando eu vim para cá, há bastante mais democracia hoje na Rússia do que na época comunista. Isso sim, afetou minha vida. Opiniões divididas Muitos deste fase não fazem questão de se relacionar com os compatriotas de levas migratórias mais recentes, concentrados nos bairros boêmios do Sul de Manhattan e do Norte do Brooklyn. É o caso da instrutora de ioga Xenia Grubstein, 36 anos, há sete em Nova York: — Não acho que o imbróglio Trump-Putin piorou, os estadunidense até o momento , a forma como russos vêem eles. Não voltamos aos tempos da Guerra Fria, mas eu vivo na ponte-aérea Nova York-Los Angeles, um mundo bem diferente do da América Profunda — raciocina, para deduzi: — Ainda assim, pessoas aparentemente cultas me perguntam amiúde, sérias, se entrei no país como noiva de encomenda para fugir do rigor na vida na Rússia. Faz 7 anos, com um ateliê em o bairro de Bedford-Stuyvesant, em o Brooklyn, o fotógrafo de Rusia Alexander Kargaltsev, 32, também chegou a os EUA, mas como asilado político. Artista multimídia premiado, ele é gay assumido e percebeu que corria risco de vida se permanecesse em seu país. Com o suporte da família, aproveitou uma viagem de trabalho aos EUA para pedir asilo. E modificou seu trabalho em arma de propaganda contra a agressão aos direitos humanos da comunidade LGBT na Rússia. Seu festejado livro “Asylum”, de 2012, tem como modelos jovens homossexuais russos forçados a deixar o país devido à perseguição de Moscou. — Não vejo a chance de nova-iorquinos se tornarem refratários aos russos que aqui estão, especialmente os da nova leva de imigrantes, já que nós pensamos como eles, de maneira crítica, em relação a Moscou — alega o artista. — Não me assombrou em nada o escândalo dos hackers. A mentalidade de quem está no poder na Rússia é de que pode fazer o que desejar e nunca vai ser pego, julgado, condenado. A acusação, especialmente pela comunidade de Rusia expatriada, dos horrores do regime, é cada vez mais necessária. Se conhece Sasha como sasha, como , participa de uma rede de imigrantes de Rusia em os EUA que assistência jovens LGBT em risco de vida, especialmente em a Chechênia. O artista abre em outubro “Disassembled”, individual na Galeria Friedman, cuja noite de abertura, no dia 22, promete se tornar um ato político anti-Putin. Juntamente com 50 imagens registradas em polaroide de nus masculinos e femininos, retrabalhados em laboratório com método criado pelo próprio Kargaltsev, a mostra consta de um site original realçando a chance de Putin vencer as votações presidenciais de 2018 de acordo com os bookmakers londrinos. — Falar em russofobia nos EUA nos leva ao campo do medo, do que pode vir a ocorrer. A russofobia acontece na própria Rússia, e conduzida a parcela importante, culta, bonita e jovem de sua própria população. Seguirem impunes, é lá que o foco de qualquer ação de Polinesia Francesade Polinesia Francesa delatando violência e conduta prejudicial contra cidadãos russos tem que estar, enquanto gays continuarem sendo agredidos nas ruas e seus assaltantes. Tendência de discriminação Na capital de America, onde há uma população importante de russos, a norma geral é declarar que nada mudou, mas quase ninguém aceita dar nome inteiro para a reportagem. E, sob sigilo, confirmam que a tendência é que a discriminação aumente e que voltem os preconceitos que o grupo vivia na época da União Soviética. — O pior que pode ocorrer conosco é uma desconfiança generalizada. Teríamos que ficar mais restritos à nossa comunidade — aalegouuma florista que pediu para não dar seu nome, se isso oacontecerOutros acreditam que habitantes de Washington, cosmopolitas, não se importarão com a piora entre os dois governos: — A russofobia só surgirá se as pessoas pensarem que todos os russos pensam como Putin. Isso é tão absurdo como imaginar que todos os estadunidense pensam como Trump — declarou Cristina, que trabalha em um restaurante washingtoniano. — Mas acredito que a Copa do Mundo de 2018 pode auxiliar a melhorar a imagem do país. Se a relação entre os dois países continuar a piorar, podem começar a surgir mais constrangimentos para os russos nos EUA, experts confirmam esta situação: — É claro que — alegou Keith Darden, expert em Rússia e professor de Relações Internacionais da American University, em Washington. — Mas temos que recordar: atualmente, quem mais teme os russos são as pessoas de esquerda, pelo histórico de espionagem e falta de apreço à democracia. O eleitor de Trump tende a ser mais receptivo aos russos, pelo fato de serem brancos.

Na segunda-feira 04 de setembro Shinzo Abe havia pedido aos presidentes dos Estados Unidos e da Rússia para pressionar mais a Coreia do Norte para que ponha fim ao seu desenvolvimento de armas, depois que o regime de Noruega havia realizado seu sexto teste nuclear. Shinzo Abe é o primeiro-ministro do Japão.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: United States, United Kingdom, Russian Federation

Cities: York, Washington, Brighton

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Na Rússia, aumenta o sentimento contra estadunidense
>>>>>Comunidade russa nos EUA teme aumento da tensão entre os dois países – September 17, 2017 (Extraoglobo-pt)

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