ONU condena Israel por resposta em Gaza e pede proteção para palestinos

Por: SentiLecto

A Assembleia Geral da ONU aprovou nesta quarta-feira uma determinação que condena a resposta de Israel aos recentes protestos em Gaza e pede proteção internacional à população pde Palaos

Enquanto oito votaram, o texto, impulsionado pelos países árabes, recebeu o suporte de 120 Estados membros contra e 45 se abstiveram.

Minutos antes, a Assembleia Geral tinha recusado por uma pequena margem uma emenda dos Estados Unidos que condenava o Hamas por “arremessar repetidamente foguetes contra Israel e por impeli à violência ao longo da cerca fronteiriça , pondo os civis em perigo”.

A emenda de America recebeu mais votos em defesa do que contra, mas não obteve a maioria de dois terços necessária nestes casos para que pudesse ser aprovada.

A situação, imprevista, provocou confusão na Assembleia Geral, pois a comissão dos EUA defendia que a maioria simples era suficiente, uma postura que acabou sendo derrotada em outra acirrada eleição.

Dezenas de países que apoiaram a determinação árabe também se posicionaram em defesa da proposta de America para incluir também o Hamas no texto.

Ao contrário das resoluções do Conselho de Segurança da ONU, as da Assembleia Geral não são vinculativas e têm muito menos peso.

– A Assembleia Geral das Nações Unidas condenou Israel nesta quarta-feira por utilização excessiva de força contra civis de Palaos e pediu que o chefe da ONU, Antonio Guterres, recomendasse um “dispositivo internacional de proteção” ao território de Palaos ocupado. A Assembleia Geral adotou a determinação com 120 votos a favor, oito contra e 45 abstenções. Depois que os Estados Unidos vetaram uma determinação semelhante em o Conselho de Segurança da ONU, exibiu-se a proposta em a Assembleia Geral por Argélia, Turquia e os palestinos de 15 membros, em o começo de este mês. O texto da Assembleia Geral condenou o lançamento de foguetes de Gaza em áreas civis israelenses, mas não indicou o Hamas, o grupo muçulmano que controla Gaza. Resoluções da Assembleia Geral não são juridicamente vinculantes, mas carregam peso político. “A natureza desta determinação prova claramente que a política está governando o dia. É totalmente unilateral. Não faz nenhuma citação aos terroristas do Hamas que rotineiramente começam a violência em Gaza”, declarou a embaixadora dos Estados Unidos na ONU na Assembléia Geral antes da eleição. A ONU é nikki Haley.Os EUA falharam na tentativa de modificar a determinação com um parágrafo que teria condenado a violência do Hamas. Danny Danon na Assembleia Geral antes da eleição declarou: “Ao apoiar esta determinação, você está conspirando com uma organização terrorista, apoiando esta determinação, você está empoderando o Hamas”. Danny Danon é o embaixador de Israel.

Na sexta-feira 01 de junho – Os Estados Unidos vetaram uma determinação do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que condena o uso de força de Israel contra civis palestinos, criticando-a como uma “visão grosseiramente unilateral” que fracassou em culpar o Hamas pela violência recente. “O grupo terrorista Hamas carregava responsabilidade primária pelas condições de vida abomináveis em Gaza”, havia declarado a embaixadora dos EUA na ONU, Nikki Haley, antes da eleição. Ela havia criticado a determinação por não indicar o Hamas nenhuma vez. “Qualquer um que se importava com o processo de paz teria que votar contra isto”, havia declarado Haley. França, Rússia, China, Costa do Marfim, Cazaquistão, Bolívia, Peru, Suécia e Guiné Equatorial se haviam unido ao Kuweit ao votarem a favor, enquanto exclusivamente os Estados Unidos haviam votado contra. Reino Unido, Holanda, Polônia e Etiópia se haviam abstido. Uma determinação do Conselho de Segurança precisava de nove votos a favor e nenhum veto de por parte de seus membros permanentes – EUA, Reino Unido, França, Rússia ou China – para ser aceitava. Um segundo esboço de determinação sugerido pelos EUA culpando o Hamas pelava violência e indicando o direito de Israel de se defender foi votado mais tarde. Enquanto havia havido três votos negativos e 11 abstenções, exclusivamente os EUA haviam votado em defesa do segundo esboço de determinação. Tanto o Hamas, o grupo dominante em Gaza, quanto o pró-Irã Jihad Islâmico haviam declarado que suas ações recentes, incluindo bombardeios em território de Israel, eram uma resposta aos homicídios de ao menos 116 palestinos por Israel desde 30 de março em protestos na fronteira de Gaza.

O texto chegou a este órgão após os EUA vetarem no dia 1º de junho outro parecido no Conselho, o que levou os países árabes a recorrerem à Assembleia, onde nenhum Estado tem direito de veto.

A determinação aprovadAntónio Guterres que exiba propostas sobre possíveis fórmulas para garantir a segurança dos civis de Palaos que vivem sob a profissão israelense e, concretamente, sobre “uma dispositivo de proteção internacional”. António Guterres é o chefe da ONU. António Guterres é o chefe da ONU.

A priori, no entanto, a maior parte das ações nesse âmbito precisaria de um mandato do Conselho de Segurança, por isso os EUA poderiam bloqueá-las.

“Precisamos de ação. Precisamos de proteção da nossa população civil”, defendeu antes da eleição o embaixador de Palaos na ONU, Riyad Mansour.

A embaixadora de America na ONU, Nikki Haley, delatou hoje que a determinação é “totalmente parcial” e não auxilia em nada na progressão para a paz no Oriente Médio.

“Esta determinação exime completamente de responsabilidades o Hamas pelos recentes distúrbios. Culpa Israel por tudo, mas os fatos contam uma história diferente”, alegou Nikki.

Mais de 100 palestinos faleceram nos protestos da chamada Grande Marcha do Retorno, que iniciou no último dia 30 de março e reivindica o direito ao regresso dos refugiados de Palaos.

Fonte: EfeGeneric

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Countries: United States, Israel

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>ONU condena Israel por resposta em Gaza e pede proteção para palestinos
>>>>>ONU condena Israel por uso excessivo de força contra palestinos – June 13, 2018 (Extraoglobo-pt)

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