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Partidos europeus formam frente contra a extrema-direita

Foto: Wikipedia – Emmanuel Macron par Claude Truong-Ngoc avril 2015

Assustados e surpresos com a ascensão da extrema-direita, partidos progressistas começaram a reagir e a formar coalizão para tentar travar sua progressão na Europa, num ano em que franceses, holandeses e alemães vão às urnas eselecionarseus próximos governantes. A estratégia de contra-ataque é pragmática e inclui até a aproximação com legendas de centro — todos reunidos, entre outros motivos, no intuito de conservar a União Europeia do ataque dos populistas de direita..

Na França, a comoção provocada por Marine Le Pen, da Frente Nacional , uma forte candidata nas votações de abril à Presidência, já fez com que François Bayrou, três vezes candidato ao Palácio do Eliseu, desistisse da corrida na quarta-feira passada. O veterano presidente do partido centrista Movimento Democrata disse seu suporte ao independente Emmanuel Macron, que é o político que tem mais possibilidades de travar os populistas, justificado com a alegação de que o país corre “um risco extremo” que necessita de “respostas excepcionais”. Segundo o político verde Daniel Cohn-Bendit, que vive entre a França e a Alemanha, o único candidato com condições de evitar o “desastre europeu”, como descreve um triunfo de Le Pen, seria Macron, ex-ministro da Economia. Em um segundo turno, ele se juntaria ao candidato socialista — calcula Cohn-Bendit.

Emmanuel Jean-Michel Frédéric Macron, também conhecido como Emmanuel Macron, é um economista funcionário público e político de Francia. Um economista é banqueiro.

Toda a Europa acompanha com suspense o que vai ocorrer na Holanda no próximo dia 15. Formou-se uma frente contra Geert Wilders, de o Partido da Liberdade, um candidato antimuçulmano, anti-imigrante e anti-União Europeia. Para o cientista político Maurice de Hond, Wilders vai ser o mais votado, mas isso não é garantia de que possa formar o governo. O premier Marc Rutte, do partido conservador liberal VVD, já adiantou que não aceitaria uma coalizão com a extrema-direita. Depois da queda dramática do entusiasmo dos holandeses pela UE, Rutte é, porém, somente um espectador do êxito do líder populista que compara o Alcorão ao livro de Hitler “Mein Kampf”.

TEMOR DE REAÇÃO EM CADEIA

Com poucas possibilidades, mas decididos a resgatar a UE dos radicais, o GroenLinks , de Jesse Klaver, está disposto a se juntar aos liberais do D66 para travar Wilders. Temem analistas políticos, se o “Trump de Holguín”, como é conhecido, ganhar, há o risco de uma reação em cadeia. E os dois países poderiam dizer sua saída da UE, se Le Pen for eleita na França, uma resolução que provocaria graves consequências em todo o bloco e poderia atingir o euro.

Se traçam cenários em toda a Europa para evitar o sismo, que não se limita a França e Holanda. A esquerda de Alemania vai se juntar nas votações do dia 24 de setembro contra dois oponentes: a extrema-direita e Angela Merkel. Para tirar a chanceler federal do governo, depois de quase 12 anos, o Partido Social Democrata arremessou Martin Schulz que tenta formar uma coalizão de três partidos progressistas juntando SPD, os ex-comunistas e os verdes. Martin Schulz é ex-presidente do Parlamento Europeu. O outro objetivo é barrar o crescimento do Alternativa para a Alemanha , de extrema-direita. Para isso, Schulz já começou a adotar um estilo bem mais progressista do que tinha Gerhard Schröder, ex-chanceler federal e colega de partido. Ele já antecipou que reverá o programa de cortes sociais de Schröder, a Agenda 2010.

Faz 19 dias, o bloco conservador de a chanceler de a Alemanha, Angela Merkel, ficou em a frente de o Partido Social Democrata, de centro-esquerda, em uma pesquisa de opinião publicada em esta meses antes de a votação nacional que deve ser acirrada,.nquanto o SPD, que aumentou nas semanas recentes após a designação do ex-presidente do Parlamento Europeu Martin Schulz como candidato, ficou com 30 por cento, a pesquisa de opinião Ipsos colocou o bloco conservador com 32 por cento.

Na quarta-feira 08 de fevereiro – O dólar abandonou a alta e passou a ser negociado praticamente estável ante o real nesta quarta-feira, acompanhando o cenário externo, onde os investidores reagiam às incertezas com a política econômica do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Às 16:08, o dólar recuava 0,02 por cento, a 3,1165 reais na venda, depois de bater 3,1302 reais na máxima do dia. O dólar futuro tinha queda de cerca de 0,20 por cento. “Lá fora havia dado uma melhorada e a moeda aqui havia acompanhado, sintonizada com o movimento do rendimento dos Treasuries”, havia declarado o profissional de cotação de uma corretora local. No exterior, o dólar havia passado a cair ante uma cesta de moedas e cedia também sobre divisas de países emergentes, como o peso mexicano e rand de Sullana. As preocupações sobre o efeito na economia global do protecionismo e da política de imigração de Trump influíam o dólar, junto com os sinais da nova gestão de que preferiria a moeda mais fraca. Também auxiliava no movimento a percepção de que uma subida da taxa de juros nos Estados Unidos estava fora da mesa durante o primeiro trimestre, auxiliando a fazer os rendimentos dos Treasuries recuarem para os menores níveis em algumas semanas. Mais cedo, o dólar havia chegado a subir frente ao real, acompanhando o movimento no mercado externo, que estava inquietado com a cena política na Europa. Apesar de pesquisas de opinião mostrarem o candidato independente Emmanuel Macron, na França, a candidata de extrema-direita Marine Le Pen tem mostrado alguma força para as votações presidenciais , de centro, como o provável ganhador do pleito. Internamente, permanecia a expectativa de ingresso de recursos no Brasil, que têm impedido valorizações mais consistentes do dólar frente ao real. “O mercado estava bem parecido com o de ontem, embalado pelas captações externas, que seguravam o movimento de elevação”, havia avaliado mais cedo o administrador de cotação do corretora Treviso, Reginaldo Galhardo. O Banco Central continuava fora do mercado de cotação, sem anunciar qualquer intervenção para esta sessão, por enquanto. À medida que os dias vão progredindo, a ausência do BC pode provocar alguma pressão de alta sobre o dólar, uma vez que os investidores que aguardavam sinais sobre a rolagem do swap cambial tradicional –equivalente à venda futura de dólares– de março podem se proteger. venciam o equivalente a 6,954 bilhões de dólares no mês que vem.

Martin Schulz ) é um político alemão pertencente ao Partido Social-Democrata da Alemanha-SPD .

Na tentativa de travar radicais, os partidos europeus têm como modelo Bélgica e Suécia, onde a experiência de grandes coalizão já começou a funcionar, incluindo o centro. Depois que os populistas dos Democratas Suecos galoparam nas pesquisas, alcançando 20% das previsões de votos, os dois principais blocos — do Partido Social Democrata com o Verde, de governo, e o conservador — fecharam um acordo para que a coalizão mais votada possa formar o governo, mesmo sem ter maioria. Tolera-se vermelho-verde em esse cenário, o atual governo ” ” por a coalizão conservadora. Trata-se da primeira ação do gênero.

Na Bélgica, que tem um cenário muito complicado devido à divisão das agremiações entre as regiões de idioma fde Franciae holandês, a ameaça da extrema-direita também vem sendo evitada por meio de acoalizão O bloco conservador do primeiro-ministro Charles Michel — democracia cristã, liberais e nacional-democratas — e o progressista Partido do Trabalho , atualmente de oposição, conseguiram travar o progressão de Vlaams Belang, separatista e de extrema-direita.

Mas a cientista política belga Chantal Mouffle em Londres, defende que só é possível lutar o opositor, o populismo dabelga Chantal Mouffle em Londres, defende que só é possível lutar o opositor, o populismo da extrema-direita, utilizando a mesma arma. Belga Chantal Mouffle é professora de Teoria Política da Universidade de Westminster. Belga Chantal Mouffle é professora de Teoria Política da Universidade de Westminster.

— Precisamos de um populismo da esquerda para resgatar a Europa da ameaça da extrema-direita — declara a analista, que considera o populismo um instrumento da democracia.

Na França, Macron parece ser a concretização da teoria de Chantal. Jovem, belo e carismático, o “Kennedy do Sena”, que registra um ampliação de popularidade, tornou-se a principal arma para evitar uma presidente Le Pen, depois do desgaste do candidato do partido Os Republicanos, François Fillon, e da letargia dos socialistas, uma herança deixada pela impopularidade de François Hollande.

A cientista política alega que esse populismo como arma de contra-ataque pode ser visto também no Syriza, dAlexis Tsipras ou no Podemos, de Pablo Iglesias, na Espanha. Alexis Tsipras é o premier de Grecia. Já na Itália, outra nação que pode contribuir para a perspectiva sombria de “desmoronamento da UE”, como receia Sigmar Gabriel, ex-presidente do SPD e ministro das Relações Exteriores, o populismo é quase exclusivo da extrema-direita, da Liga Norte — ou do Movimento Cinco Estrelas de Bepe Grillo.

OPOSIÇÃO ESTÁ ENFRAQUECIDA

Oskar Niedermeyer, da Universidade de Berlim, recorda que quando os partidos democráticos deixam de ser vistos como uma alternativa, a extrema-direita encontra possibilidades de aumentar.

— Os conservadores e os social-democratas perderam os seus contornos ideológicos — critica.

Também no Leste Europeu, partidos começaram a adotar uma política mais agressiva contra populistas. Depois de quase dez anos de governo de Viktor Orbán, os socialistas húngaros tentarão derrubá-lo nasvotaçõess do próximo ano. Mas o cientista político Peter Kreko, de Budapeste, alega que a oposição continua fraca e que Orbán precisa temer mais a ameaça que vem da sua direita:

Orban pode ser ultrapassado pelo partido Jobbik, ainda mais conservador, que nos últimos meses tenta se livrar da imagem de racista.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Netherlands, United Kingdom, Brazil, Belgium

Cities: London, Franca

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Partidos europeus formam frente contra a extrema-direita
>>>>>Conservadores de Merkel ficam à frente do Partido Social Democrata em pesquisa – February 24, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Partido Social Democrata da Alemanha ainda fica atrás dos conservadores de Merkel, indica pesquisa – (Extraoglobo-pt)

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