Venezuela debate com a ONU a ampliação de colaboração no campo humanitário

Por: SentiLecto

Jorge Arreaza debateu na segunda-feira com António Guterres as chances de ampliar a colaboração de seu governo com as Nações Unidas no campo humanitário, a fim de apoiar a população do país. Jorge Arreaza é o ministro das Relações Exteriores da Venezuela. António Guterres é o secretário-geral da ONU.

Arreaza, ao deixar a reunião com Guterres, em Nova York, explicou que sugeriu ao secretário “o aprofundamento da colaboração das várias agências da ONU na Venezuela”.

Declarou: “É necessário que o multilateralismo supere qualquer efeito do unilateral e possamos colaborar com uma força bastante maior”.

De acordo com o chanceler, isso significa “receber colaboração e até permitir que o próprio Estado de Venezuela invista em projetos concebidos pelas Nações Unidas ou por diferentes agências para a alimentação, saúde e necessidades das pessoas”. Nas últimas semanas, a ONU, que sempre assinalou que, para isso, precisa da aprovação e colaboração do governo, reiterou que está pronta para ampliar suas ações humanitárias na Venezuela, tendo em vista o efeito que a crise está tendo sobre a população , mas

A organização já está presente na Venezuela, onde forneceu assistência e trabalha com o governo de Nicolás Maduro em programas de desenvolvimento.

Por outro lado, o líder inimigo – que se autoproclamou presidente encarregado da Venezuela por considerar que Maduro “usurpa” o poder ao vencer as votações classificadas de “fraudulentas”- anunciou na semana passada, que em Cúcuta , Brasil e uma ilha do Caribe seriam os centros de coleta para esta assistência.

Na segunda-feira 04 de fevereiro as Nações Unidas não irão tomar parte de nenhuma das iniciativas sugeridas por diferentes países, para tentar solucionar a crise na Venezuela, havia informado o secretário-geral da organização, António Guterres.

Ao mesmo tempo, agências como o Programa Mundial de Alimentos das Nações Unidas também apoiam os de Venezuelade Venezuela que deixaram o país.

Questionado sobre o atual confronto entre o governo e a oposição em relação à entrada da aassistênciahumanitária ocoordenadapelos EUA e por outros países copostosao governo de Maduro e rrecusadapor este, a ONU insistiu em que o importante é que a questão seja “despolitizada” e que atendam as necessidades do povo.

Porta-voz Farhan Haq isse: “Todos os necessitados têm que ter acesso à aassistênciahumanitária”,.

“Eles reforçaram a presença militar na fronteira com o Brasil. Restringem o trânsito e realizam buscas detalhadas em veículos, buscando assistência humanitária”, declarou no Twitter, especificando que a presença militar foi reforçada na estrada de Santa Elena de Uairen, no estado de Venezuela boliviano, no sul do país.ORDAZ, Venezuela – Na Venezuela, os Pemon, povo indígena que vive na fronteira com o Brasil, estão determinados a permitir a entrada de qualquer assistência estrangeira que chegue ao país, mesmo que isso signifique bater de frente com as forças de segurança venezuelanas e o governo do presidente Nicolás Maduro. Em meio à hiperinflação e a uma economia em colapso, o que tem resultado em casos de dsubnutriçãoe no êxodo de milhões de pessoas, a aassistênciahumanitária se tornou um dos pontos críticos em uma cada vez mais grave crise política. Seis líderes da comunidade Pemon que vive no município de Grand Sabana, na fronteira com o Brasil, declararam à Reuters que a população em necessidade dtem que ignorarqualquer politização da aassistênciahumanitária. A área de Gran Sabana, composta por campos planos com imensos chapadões dispersos e que fica no sul do estado boliviano, abriga a única via pavimentada que liga o Brasil e a Venezuela. Emilio Gonzales na Reuters declarou: “Estamos fisicamente preparados – sem armas – e dispostos a abrir a fronteira para receber a assistência humanitária”. Emilio Gonzales é o prefeito de Gran Sabana.”Nem a Guarda Nacional nem o governo podem parar isso.” As comunidades indígenas gozam de um grau maior de autonomia em relação a outros grupos na Venezuela. O governador de Bolívar e o chefe militar para a região de Guayana, que engloba os estados de Bolívar e Amazonas, não estavam disponíveis para comentar sobre o tema. Jorge Perez, conselheiro regional para as comunidades indígenas declarou: “Somos os nativos de Gran Sabana e não permitiremos que alguns generais de fora decidam por nós”. “Somos as autoridades lícitas.” Perez declarou que faz visitas diárias aa clínica local, onde pacientes e médicos se desesperam juntos pela falta de medicamentos. “Para qualquer emergência eles estão nos levando para o Brasil – é vergonhoso. A clínica de Boa Vista está repleto de pacientes de Venezuela”, declarou. Nos últimos anos, a capital de Roraima tem sido o destino de dezenas de milhares de venezuelanos que escapam da crise em seu país. O Monte Roraima, de 2,8 mil metros de altitude e que fica encravado na fronteira, é território sagrado para os Pemon e considerado um emblema espiritual por muitos de Venezuela. O prefeito Gonzalez declarou que as autoridades no Brasil ainda não o informaram sobre uma data precisa para a chegada de carregamentos de assistência humanitária na fronteira. Uma representante do governo de Brasil não desejou comentar sobre assistência humanitária, mas confirmou que o transporte via terrestre até Gran Sabana é uma chance. Até o momento, a oposição de Venezuela confirmou a chegada exclusivamente de assistência em Cúcuta, na fronteira com a Colômbia, onde os carregamentos estão sendo armazenados após as autoridades de Venezuelade Venezuela deixarem claro que não vão permitir a entrada no país. Juan Guaidó, o auto-proclamado presidente interino da Venezuela, prometeu a chegada de assistência humanitária à população e negociou o envio de mremédiose alimentos com Estados Unidos, Canadá, Brasil, Colômbia e outros países da região. Maduro, no entanto, nega a autorização para entrada de assistência e esta semana declarou que os de Venezuela não são “pedintes. O governo de Venezuela fechou a fronteira com a Colômbia para impedir a passagem de caminhões.Depois que parte da assistência humanitária destinada ao país começou a ser armazenada na cidade limítrofe de Cúcuta, a Venezuela tem uma “presença reforçada” na fronteira com a Colômbia , alegou nesta segunda-feira o ministro da Defesa de Venezuela, Vladimir Padrino.

Após a reunião, a ONU emitiu um breve comunicado onde se restringiu a explicar que Guterres reafirmou ao ministro de Venezuela que “sua oferta de boas profissões para as duas partes segue disponível para uma negociação que auxiliará o país a sair do confronto atual para vantagem dos venezuelanos”.

Fonte: EfeGeneric

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Cities: York

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Venezuela debate com a ONU a ampliação de colaboração no campo humanitário
>>>>>Militares reforçam fronteira entre Venezuela e Brasil, diz deputado opositor – (EfeGeneric)
>>>>>Ajuda humanitária cruzará fronteira de Venezuela com Brasil, promete povo indígena Pemon – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Venezuela reforça presença militar na fronteira após chegada de ajuda – (EfeGeneric)

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