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Vitória dá respaldo para reformas de Macri e ressalta crise do peronismo

Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Presidente Macri en el Sillon de Rivadavia (cropped)

Desde 1928, um presidente de Argentina não peronista não consegue concluir seu mandato. Até pouco tempo atrás, Mauricio Macri que fundou e lidera o partido Mudemos , conduzia com essa aparição pairando sobre a CMauricio Macri que fundou e lidera o partido Mudemos , conduzia com essa aparição pairando sobre a Casa Rosada. Mauricio Macri é o atual chefe de Estado do país. Mauricio Macri é o atual chefe de Estado do país. Mas as votações legislativas de domingo passado derrubaram definitivamente a especulações sobre uma eventual crise de ingovernabilidade, consolidaram o partido de governo como a principal força política do país, provocaram a maior crise já enfrentada pelo peronismo desde seu surgimento, em meados da década de 1940 e, de quebra, instalaram a sensação de que Macri tem grandes possibilidades de buscar um segundo mandato nas presidenciais de 2019. Na segunda-feira, após comemorar o triunfo da legenda em 12 das 24 províncias argentinas — muitas conduzidas pelo peronismo — e na capital, o presidente anunciou que utilizará-se o respaldo obtido em as urnas para progredir em a aprovação de profundas reformas.

A votação não tem que mudar o equilíbrio das forças do Congresso, mas vai servir para medir o suporte do presidente Mauricio Macri, e seu plano para progredir na abertura econômica começada por ele há dois anos.Ao ser questionado se pretende aprofundar essas progressões ou fazê-los demaneiraa progressiva, o chefe de Estado argentino foi taxativo.O mapa do novo Congresso mostra a aliança de Macri com a maior bancada, mas somente enquanto o peronismo continue se exibindo de maneira dividida, como está agora, em distintos blocos: Partido Justicialista, kirchneristas, Frente Renovadora e outros menores. O Mudemos passa a ser minoria, caso se unam.

Mauricio Macri é um empresário, engenheiro civil e político argentino.

— A Argentina não tem que ter medo das reformas. As reformas nos vão dar deleite, isso é o que as pessoas votaram ontem — disse.

Seu partido ganhou 22 cadeiras na Câmara e nove no Senado. Com 108 deputados — de um total de 257 — o Mudemos, que no Senado, ganhou mais 9 cadeiras, ficando agora com 25 representantes, de um total de 72, vai ter a maior bancada na Câmara, embora não seja maioria. Outra novidade é que na nova composição do Parlamento, o peronismo não vai controlar mais o Senado.

— Pesou bastante o medo do passado. Muitas pessoas estão insatisfeitas com Macri, desejavam mais resultados. Mas a chave desta votação é o otimismo, os eleitores do governo acreditam que o presidente conseguirá melhorar a situação no futuro — explicou ao GLOBO Ignácio Labaqui, professor da Universidade Católica Argentina . — Com 42% do total de votos do país, o Mudemos passou a ser a única força política com presença nacional.

‘Começo do fim de Cristina’

Macri derrotou o peronismo até nas terras natais dos ex-presidentes Carlos Menem e Néstor Kirchner, as províncias de La Rioja e Santa Cruz, respectivamente, sob comando de peronistas.

— O peronismo está fragmentado, e a presença de Cristina impede o surgimento de novas lideranças. Estão vivendo sua pior crise — declarou Labaqui.

A ex-presidente foi eleita senadora e vai controlar uma bancada de 10 kirchneristas . Mas o fato de ter ficado em segundo lugar na província de Buenos Aires, principal distrito eleitoral do país, significou um revés duríssimo para Cristina, que, de acordo com analistas, praticamente sepultou seu sonho de regressar ao poder.

— Estamos observando o início do fim de Cristina, que fez boa votação, considerando que seu telhado é baixo. Hoje é a peronista inimiga com mais votos, mas não é suficiente para uma presidencial — declarou Carlos Fara, da Fara e Associados.

A própria Cristina admitiu, na noite de domingo, que os votos obtidos por Unidade Cidadã “não foram suficientes” para derrotar o macrismo em Buenos Aires. Unidade Cidadã é seu partido. Seu lugar hoje é ser “a principal opção ao governo”.

Mas a diferença entre kirchnerismo e macrismo é significativa, chegando a mais de 20 pontos percentuais, em votos nacionais. Neste momento, Macri domina a política nacional e, segundo Fara, já está se modificando num fenômeno inédito.

— Voto por Macri porque dar suporte a ele no Congresso. Não consinto com todas suas políticas, mas agora é hora de dialogar — declarou à Reuters Héctor Catalano, comerciante 47 anos.

— Ele comanda o primeiro partido instituído no século XXI; não é peronista nem radical; não vem da política e está a percurso de ser o primeiro presidente não peronista que conseguirá concluir seu mandato desde 1928 — recordou Fara.

A implementação O primeiro ano de governo marcou ele de medidas impopulares , entre elas a eliminação de subvenções em as tarifas públicas. A inflação continua acima de 20%, a economia não decolou — deu somente os primeiros sinais de recuperação — os grandes investimentos estrangeiros não chegaram e o presidente não controla o Parlamento. Com esse pano de fundo, explicam-se a fraqueza inicial de Macri e as observações sobre os obstáculos para conduzi e lidar com um peronismo, sobretudo um kirchnerismo, que claramente apostava em seu fracasso.

Fortalecido pelas legislativas, o presidente terá que defender reformas nos sistemas eleitoral e tributário, no mercado de trabalho e, talvez, na Previdência. Todos os governadores serão convidados e terão que negociar com um Macri bastante diferente do que assumiu, em 2015, bem mais seguro e com um contundente respaldo das urnas.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Bolivia, Argentina

Cities: Santa Cruz, Buenos Aires

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Vitória dá respaldo para reformas de Macri e ressalta crise do peronismo
>>>>>Cristina Kirchner tem bunker particular para contagem de votos em Buenos Aires – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Macri afirma que Argentina está entrando em etapa de “reformismo permanente” – (EfeGeneric)
>>>>>Após vitória, Macri defende reformas e celebra crescimento da Argentina – (FolhaGeneric)

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