O fiasco da primeira vez

Por: SentiLecto

Cueca nova, pinto em celebração, lá foi ele bem contente. Tarde de grande estreia. Dia de inauguração. Escutaria fogos? Sinos? Por via das dúvidas, levava farta coleção de camisinhas.

A grande estreia foi uma grande decepção. Uma perereca assustada dando de cara com um pinto duro? Os dois sem experiência? Sem se conhecer direito? Sem as artimanhas dos que já tem mais tempo de estrada? Uma calamidade anunciada.

Os filmes e as novelas desejam que a gente acredite que é tudo uma maravilha. Um pecado fazer isso. Se arrisca toda primeira vez. E a enorme expectativa que se cria em torno dela, só faz piorar.

Pode dar medo. Pode doer, pode não encaixar direito, pode nem ser um momento de prazer. Fora a sensação vazia de:

Na sua vez, você se percebe cansado, aborrecido sem compreender direito o que está ocorrendo. Não se posicione como vítima. É porque você permite, se a pessoa te trata assim. E por que você permite? Por que cai como inseto em teia de aranha?

Na segunda-feira 25 de novembro a morte sempre pegava a gente desprevenido. Sem chão. levava quem a gente amava, deixava só a dor da perda. O vácuo do luto. O oco da falta que quem havia partido havia deixado.

Como um lindo balão de gás que vem descendo explodido e murcho.

A sociedade é sádica. Ela inventa mitos e divulga como verdades absolutas que a gente se vê louco para satisfazer o esperado. Entre o real e o esperado: um abismo cruel.

Se perfaz corpo lindo mentiras que o mundo conta e que deixa nossas vidas bastante piores : , sem celulites, nem estrias. Homem, que não chora, deve ser forte. Tudo mentira, mas olha a culpa que deixa pelo percurso.

O moço agora está cabreiro. Com medo de tentar de novo. Fique não, moço. Sexo é jogo de encaixe. Às vezes uma questão de cuspe e jeito.

Não adianta debater com pessoas desse jeito. A culpa jamais é delas. Uma terapia auxiliaria imenso, mas elas não só não irão procurar como ainda vão ficar bem ofendidas. Uma pena.

Vale conversar. Pegar leve. Levar na brincadeira. Dê uma avaliada na situação. Veja o que pode ter ocorrido, o que precisa dar uma melhorada. Muitas vezes o mesmo casal, na segunda, já dá mais certo. A prática vai fazendo maravilhas.

Não se cobre tanto. Nem vá com tanta sede ao pote. Dê tempo para o clima ir ampliando. Recorde-se, seu tempo é diferente do parceiro. É preciso respeitar e ter olhos para compreender onde o outro também deseja chegar.

Porque sexo é um brinquedinho que quando os dois chegam, só tem graça no final. Não vale ir rápido e chegar sozinho. Nada disso. Vale chegar junto. Chegar junto é bastante mais divertido. Tente outra vez.

Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Expert em atendimento a adolescentes, adultos, casais e famílias.

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Poesia Toda Prosa

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>O fiasco da primeira vez
>>>>>Aprenda a se defender – December 01, 2019 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Um homem bebê – (Extraoglobo-pt)

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