Você já se sentiu a pior mãe do mundo?

Por: SentiLecto

– Você é a pior mãe do mundo!

Quem jamais escutou essa frase é porque não tem que ser mãe. Toda mãe é a pior de todas de quando em quando. Com bastante mais frequência do que a gente gostaria. Já fui a pior incontáveis vezes. A sorte é que esse título de nobreza caminha. Flutua de uma mãe para outra. Rapidamente, que nem ligue, você é e deixa de ser.

Se o fala a pior mãe de o mundo em geral não . Se o grita em meio a uma crise de ira. Depois de você ter negado algum desejo ou dado algum limite. Se você é classificada na categoria pior mãe do mundo, sossegue. Você está indo bem. As piores mesmo jamais escutaram nada parecido.

Se seu filho te coroa com esse título, ele sabe que você suporta esse tranco. Que ele pode te testar, te atacar e você vai continuar ali para ele. Com certa ira, é natural. Mas não vai desaparecer, torturar, nem ser arruinada pela ira dele.

Não estou aqui declarando para você aturar agressões ou maus-tratos. De jeito nenhum. Mas, gente, a pior mãe do mundo é uma versão de:

– Feia. Você é feia.

– Não gosto mais de você.

Passa rapidinho. O tempo de uns três sinais de tráfego. E pronto.

Mais dolorido que quando a gente se acha a pior mãe do mundo, o filho declarar que a gente é a pior mãe do mundo, é. E olha que a gente se acha. Muitas vezes. E o coração parte. Vem o medo de estar fazendo tudo errado. De colocar a cria em perigo. De não ser tudo o que eles merecem. Dói horrores.

A moça contratou uma cuidadora. A cuidadora era pedófila. Como calcular? Pessoas más dominam a arte de fingir. Sorridentes. Prestativas. Gentis. Mansas. Sedutoras. Demônios em asas de anjos. Elas armam a rede. Olha o peixe besta na armadilha. Ocorre.

Na terça-feira 19 de dezembro de primeira, eu não havia acreditado. havia ficado assim desconfiada. Então Anita ia se expor dessa maneira? Ela malhava. fazia regime. tem personal e o escambau a quatro. Sério? Sim! Em uma atitude brilhante e corajosa, Anitta compartilhava suas celulites com a gente. E nos levava além da mentira do corpo perfeito e inatingível que a tantas fazia padecer.

A gente vacila. Eles não vêm com manual. A gente vai como quem aprende a conduzi. Aos trancos e barrancos. Engasgando. Fazendo besteira. Com o tempo melhora?

Não necessariamente. Mudam os problemas. As questões. Os obstáculos. Acho até que piora. Antes, você olhava e sabia onde estava. Agora, não mais.

Antes você dava a mão para cruzar. Agora, só ora para que voltem completos e em paz. A sorte é que o tempo alivia a gente. A gente aprende que eles sobrevivem à gente. A gente a eles. E a coisa anda.

Já que o manual fez falta. Tomei aqui a liberdade de fazer um manual para filhos. Pode ser que auxilie. Lá vai.

– Pode não parecer, mas a gente é só humano. A gente desejava ser super-herói. Por você. Para te resgatar de tudo. Mas não é. A gente é de carne, osso e vacilos. Igualzinho a você. Portanto, pegue leve com a gente.

– Tem coisa que eu não deixarei. E você não vai compreender. Faz parte. É assim mesmo o processo. Pode ficar com ira. A gente compreende. Mas sua vida é bastante importante para a gente te deixar em riscos.

– A gente faz o que pode. Do jeito que consegue. Nem de longe é o melhor. Só acredite: é o nosso melhor e o nosso possível. Aceite mais. Critique menos.

– Não exija a nossa perfeição. Combata mais pela sua.

– Não, eu não tenho todo o dinheiro, nem o tempo que você deseja. Elabore esse obstáculo.

-Não cobre tanto. Agradeça mais. Você deu bastante trabalho. E a gente cuidou. O fato de você não recordar, não anula o fato.

– Quem critica mães que utilizam coleira, jamais perdeu filho na rua. Não tem ideia da agonia que é. E de como o mundo fica enorme nessas horas. Não julgue se não passou por isso.

– A maior mãe do mundo somos todas nós. Num combo e afeição, ensaios, erros e acertos. Mais erros que acertos, às vezes. Mas com afeição sempre.

– A vida não é o ideal. A vida é o bom possível. O nosso e o seu. Capriche.

– Te guardei, embalei, carreguei e cuidei nove meses dentro. Muitos outros fora. Fui sua residência. Vou ser, um dia, referência. De tudo o que eu não tenho para te dar, eu te dei a vida. Não esqueça.

Mônica é carioca, professora e psicóloga clínica. Expert em atendimento a crianças, adolescentes, adultos, casais e famílias.

Da filha, a moça não conta. Apesar do susto, crianças amadas se recuperam bem. Elas estão em construção. São plásticas. Só não faça de conta que nada ocorreu. É importante conversar com ela sobre o tema sempre que ela desejar falar.

Escreva contando sua história. Mande sua sugestão para elbayehmonic@yahoo.com.br

Poesia Toda Prosa

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Você já se sentiu a pior mãe do mundo?
>>>>>Toda mãe erra. Faz parte. – January 11, 2018 (Extraoglobo-pt)

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