Morte de músico: viúva declara que militares reagiram a pedido de ajudinha com deboche

Por: SentiLecto

Sete testemunhas do fuzilamento do carro da família de Evaldo Rosa, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, no mês passado, são escutadas, na tarde desta terça-feira, na 1ª Auditoria da Justiça Militar. O músico faleceu a tiros no local e o catador de latinhas Luciano Macedo, que tentou socorrê-lo,morreuu dias depois aoclínical. Também deporá na audiência Sergio Gonçalves de Araújo, o sogro do músico, na condição de ofendido. Pesar de clamar por assistência aos militares, eles reagiram com deboche, num testemunho muito emocionado à Justiça Militar, a viúva do musico Evaldo Rosa dos Santos, Luciana dos Santos Nogueira,, que pediu que eles saíssem da sala de audiência, ddeclarouque os militares chegaram atirando e, a.- Não tinha motivo para fazer isso. A gente não provava nenhum perigo para a sociedade. Pedi bastante ajudinha para auxiliarem meu esposo baleado, mas eles não se pronunciaram, continuaram com arma em punho e com conduta debochada – declarou ela, que prestou testemunho da condição de informante, não testemunha. Por resolução da juíza Mariana Aquino de Campos, os militares acompanham o testemunho por vídeo em outra sala. Antes de ser interrogada, Luciana declarou que não se sentia bem e respondeu às pquestõesbmuitoabalada.

A primeira testemunha, o contador Marcelo Bartoly, alegou que ladrinhas que desceram de um carro Ford Ka sedan assaltaram ele , de cor branca e película escura em os vidros. O fato ocorreu antes de o carro da família do musico ser alvejado pelos militares.

Segundo a testemunha, três homens armados desceram do veículo e fizeram a abordagem. “Moço, sai daí”, advertiram Segundos depois, duas mulheres que estavam num ponto de ônibus o. Elas viram a viatura do Exército virando a curva e imaginou que poderia haver una troca de tiros.

— Eu corri e ficamos abaixados. Foi tudo bastante rápido. Não vi o que ocorreu. Quem atirou primeiro. Mas escutai bastante tiros, uma quantidade expressiva — alegou, sem poder precisar o calibre.

O testemunho de Bartoly durou aproximadamente uma hora e meia. Ainda que os criminosos a região onde abordaram ele, a testemunha elucidou é um local ermo, de pouco movimento. Ele se exibiu aos militares informando que fora vítima de um roubo, depois que os tiros cessaram. Os soldados perguntaram se ele reconheceria o catador de latinhas Luciano Macedo como autor do crime.

— Eu respondi que não tinha poderia reconhecê-lo — contou.

Estão presentes ainda os 12 militares delatados na Justiça Militar da União no dia 11 de maio, pelos crimes de assassinato qualificado e por não terem prestado assistência às vítimas.

Primeiramente por compreender que a juíza de 1ª instância fundamentou de forma adequada a prisão preventiva dos militares, com base nas informações que tinha até aquele momento. Depois, porque vi presentes as exigências próprias das medidas cautelares: o perigo na concessão da liberdade e a fumaça do cometimento do crime. Desde o primeiro momento, percebi que se estava diante de um duplo assassinato e de uma tentativa, e não, de mera inobservância de lei, norma ou instrução, razão pela qual se os réus viessem, a custódia provisória nunca ultrapassaria o tempo da pena ou vierem a ser condenados. Neste ponto, o Ministério referendou meu entendimento no oferecimento da acusação. Se a realizou em meio em a população que transitava que poderia vir, pesaram, ainda, na formação do meu convencimento além de alvejar três civis desarmados com uma descarga de tiros desproporcional a ser atingida e lesionada. Convencimento é o alto potencial ofensivo da ação praticada que.A insensibilidade dos agentes, que se rejeitaram a prestar ajudinha em momento tão dramático, e a indignação popular, que eu também compartilho e que pode ser juridicamente traduzida como a conservação da ordem pública, igualmente norteou o meu voto. Por último, a versão inverídica procriada pelos militares ao Comando do Leste, obrigado a se contradizer depressa, me fez temer pela instrução processual. Evidentemente todo o acusado tem direito ao silêncio e a mentira está nele encoberta. Porém, cabe ao juiz valorar a conduta do réu que mente e não coopera e os riscos que podem advir desta conduta para a ação judicial no momento de deferir ou não a liberdade.

Na sábado 11 de maio a Justiça Militar havia aceitado a acusação do Ministério Público Militar neste sábado, e havia tornado réus 12 militares do Exército envolvidos no caso do fuzilamento do carro da família de Evaldo Rosa, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio, no mês passado. Na ocasião, o catador de latas Luciano Macedo também havia sido atingido e havia falecido após dias internado na clínica. Agora, eles passavam a responder por tentativa de assassinato, duplo assassinato qualificado e omissão de ajudinha, conforme texto exibido pelo MP.

Faz 1 mês, que participaram de a operação que já haviam presos em flagrante tiveram a prisão preventiva decretada por a juíza Mariana Campos, após a execução de audiência de custódia em o dia 10 de abril nove de os militares e sido. Atualmente, eles aguardam o julgamento de habeas corpus.

A 1ª Procuradoria de Justiça Militar ofereceu acusação à Justiça Militar contra 12 militares pelos hassassinatosdo músico Evaldo Rosa dos Santos e do catador Luciano Macedo e pela tentativa de hassassinatode Sergio Gonçalves de Araújo, o carona no veículo, padrasto da mulher de Evaldo. De acordo com o Ministério Público Militar , “o comportamento dos delatados desrespeitou a norma legal de utilização da força e violou normas de engajamento calculadas para operações análogas, em especial o emprego da força de maneira progressiva e proporcional e o uso do armamento, sem tomar todas as cautelas razoáveis para não ferir terceiros”.

Se delatou o tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo o sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva os cabos Paulo Henrique Araújo Leite e Leonardo Oliveira de Souza o tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo, o sargento Fábio Henrique Souza Braz da Silva, os cabos Paulo Henrique Araújo Leite e Leonardo Oliveira de Souza, e os soldados Gabriel Christian Honorato, Leonardo Delfino Costa, Matheus Santanna Claudino, Marlon Conceição da Silva, João Lucas da Costa Gonçalo, Gabriel da Silva de Barros Lins, Vítor Borges de Oliveira e Wilian Patrick Pinto Nascimento. Lota-se todos os militares em o 1º Batalhão de Infantaria Motorizado, em a Vila Militar.

O tenente Ítalo da Silva Nunes Romualdo atirou 77 vezes com um fuzil durante a ação que concluiu com as mortes do músico Evaldo Rosa e do catador Luciano Macedo, em Guadalupe, na Zona Norte do Rio. O oficial comandava a patrulha na ocasião. A ministra Maria Elizabeth Guimarães Teixeira Rocha revelou a informação , de o Superior Tribunal Militar , durante julgamento de um pedido de habeas corpus feito por a defesa de os acusados. De acordo com um laudo pericial, elaborado pelo Exército e lido pela ministra, os nove militares, que atualmente estão presos, fizeram mais de 200 disparos com fuzis no dia das mortes. Desse total, 83 atingiram o carro onde estavam Evaldo e sua família.

– Minha convicção veio da temeridade do ato perpetrado. Do horror de uma esposa e de um filho de 7 anos verem o pai e marido ser fuzilado na sua frente sem nenhuma razão, de um humilde catador de resíduos perder a vida para tentar auxiliar outro ser humano, na falta de piedade dos réus – declarou a ministra numa entrevista exclusiva ao GLOBO.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Peru

Cities: Guadalupe

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Morte de músico: viúva declara que militares reagiram a pedido de ajudinha com deboche
>>>>>Ministra do STM diz que militares mataram, mentiram e devem permanecer presos – May 21, 2019 (Extraoglobo-pt)

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