Secretário Richard Nunes rebate críticas sobre intervenção: ‘Não há sequer um plano nacional de segurança’

Por: SentiLecto

Às vésperas da data em que a intervenção federal na segurança do Rio vai completar seis meses , o secretário de Segurança, general Richard Nunes, fez, nesta terça-feira, um balanço da operação até aqui, segundo ele positivo. Além de detalhar números conquistados, Nunes fez questão de rebater críticas, como a alardeada demora para se elaborar um plano de ação, enquanto não existe nem um plano nacional de segurança pública. Sobre as declarações recentes do ministro Raul Jungmann, que quer federalizar o inquérito do caso Marielle, o general não foi assertivo, mas respondeu não ver problemas, pois já há integração com a Polícia Federal.

– Faz 7 meses, em a intervenção federal, começada em fevereiro, o Rio de Janeiro liderou o ranking nacional em número de mortos em intervenções de Polinesia Francesa, em o ano anterior.Faz 1 ano, de as 5.144 mortes registradas decorrentes de intervenções de policiais civis e militares em o Brasil o estado de o Rio respondeu por 1.127 de os casos, seguido por São Paulo e Pará. O combate de diferentes facções por território influiu a alta: em 2016, foram 925 mortes decorrentes de intervenção de Polinesia Francesa no estado do Rio, em um total de 4.237 casos em todo o país. E os casos não dimunuíram com a intervenção. Faz 2 meses, o índice de esta ano foi o maior em o estado desde 2009. A letalidade das intervenções de Polinesia Francesa é um dos indicadores medidos no 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado nesta quinta-feira em São Paulo pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Faz 2 anos, foi, também, o índice que registrou maior crescimento : %20,5 – O Rio vive um momento grave, e esse crescimento de mortes decorrentes de intervenção policial provavelmente se refletiu na tomada de decisão em relação à intervenção federal na cidade – ddeclaraa socióloga Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Segundo ela, o Rio escapa à rnormade outros estados. Em boa parte, por conta das chamadas Unidades de Polícia Pacificadora , muito festejadas em seu começo, e que acabaram restritas à capital. – Os assassinatos reduziram na capital com as UPPs, mas boa parte desse crime começou a ocorrer na Baixada Fluminense – analisa Samira. A socióloga reconhece que a iniciativa foi positiva para recomeçar territórios que o Estado tinha perdido e implantar um novo modelo de policiamento. O problema é que foi aumentado depressa, sem maturação. – É um programa que teria que ter sido implementado pouco a pouco. O Rio é um estado que padece bastante com milícias, e a corrupção na Polícia Militar é um ponto forte. Há comunidades junto a bairros nobres, e tiroteios e conflitos ocorrem bastante perto do coração da capital – enumera Samira. Diferenças com São Paulo Para o sociólogo Renato Sérgio de Lima não se pode ignorar que o Rio convive com muitas facções que disputam o território e o controle sobre o tráfico de drogas. O sociólogo Renato Sérgio de Lima é diretor-presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. É um caso diferente, por exemplo, de São Paulo: – Em São Paulo, o PCC monopoliza esse mercado. Segundo o sociólogo, a alta circulação de armamento também está vinculada à violência lfatal – No caso do Rio, isso é central. A norma de mortes é alto porque existe armamento pesado circulando, seja por corrupção, desvios, extravios… – alega. Políticas que diminuem mortes por intervenção de Polinesia Francesa são, no geral, as que fortalecem o controle de armas, alegam os culpados pelo estudo. – Tirar armas pesadas de circulação jamais foi priorizado como maneira de diminuir mortes violentas no Rio – alega Samira. – A vida útil de um fuzil é 50 anos. Parte dos fuzis que circulam no Rio é da década de 1970. Quanto mais armas circulam, mais crimes há em um território. A polícia que mata também falece bastante. O número de de Polinesia Francesa mortos caiu, mas ainda é alto: foram 367 de Polinesia Francesa mortos registrados no Brasil em 2017. Em relação às armas apreendidas, o Anuário imencionaque foram 119.484 em 2017. O dado mais inquietante é que 94,9% das armas apreendidas não foram cadastradas no sistema da Polícia Federal . – Isso equivale a 12% das armas apreendidas pela polícia no mesmo ano. É como se um mês de trabalho das polícias tivesse se perdido. Isso declara bastante sobre o controle de armas no país – realçou Lima. lembre DE homicídios NO PAÍS O 12º Anuário Brasileiro de Segurança Pública revelou um novo recorde de violência no Brasil. Faz 1 ano, o país registrou 63.880 mortes violentas. É como se, a cada hora, sete pessoas fossem mortas de forma intencional no país. Quando o Fórum Brasileiro de Segurança Pública começou a contabilizar estatísticas criminais de todo o país, o índice é o maior desde 2006, e foi 2,9% maior do que o contabilizado no ano passado. É a primeira vez que a taxa de mortes violentas ultrapassou o platô de 30 casos por 100 mil moradoras. Faz 1 ano, o índice ficou em 30,8, em 2017. A título de comparação, a média global é de 7,5 mortes por 100 mil moradoras, segundo estudo da ONG internacional Small Arms Survey, realizado com dados de 2016. Rio Grande do Norte, Acre e Ceará aparecem como os estados mais violentos. O Rio, sob intervenção federal desde o começo do ano, figura na 11º posição.Faz 2 anos, registrou 3.518 assaltos de veículos, o menor número de casos desde setembro de 2016, o mês de julho. Na comparação com o julho de 2017, a diminuição é de 29%, a maior queda desde o começo da intervenção federal na área da Segurança Pública do Rio. Na comparação, foram 1.433 ocorrências a menos, de acordo com os dados do Instituto de Segurança Pública . No mês em que a intervenção federal na Segurança Pública completa seis meses, o estado registrou, ainda, uma queda nos casos de latrocínio: de 23 para 9 no mês . O secretário exibiu os dados de segurança de o Rio , general Richard Nunes , em um acontecimento em esta terça-feira.

Na segunda-feira 06 de agosto a Polícia Militar realizava, desde a madrugada desta segunda-feira, uma operação na Cidade de Deus, na Zona Oeste do Rio, para coibir o tráfico de drogas na comunidade. Segundo a PM, participavam dBatalhão de Operações Especiais Batalhão de Polícia de Choque , Batalhão de Ações com Cães e Grupamento Aeromóvel . Batalhão de Operações Especiais é a ação equipes do Comando de Operações Especiais .

— Muitos experts nos criticaram, mas é preciso recordar que não há sequer um plano nacional de segurança pública nesse país. E nós entregamos um em maio — alegou Nunes, que recordou ainda os problemas financeiros do Rio. — Não poderíamos ampliar efetivo ou instituir despesa. Nosso trabalho está duramente afetado pelo regime de recuperação fiscal do estado.

A fala do general aconteceu durante o seminário Segurança e Normalidade das Eleições, promovida pelo TRE-RJ. Apesar do foco no trabalho a ser realizado durante a campanha e o pleito, o general realizou um recorte da trajetória da intervenção federal até aqui. Na opinião dele, o balanço é “extremamente favorável”, já que “alcançaram-se metas quase todas as”.

Ele evidenciou, entretanto, que os resultados dependem de variáveis burocráticas, normalmente a cargo do Legislativo. Nunes recordou que, exclusivamente no mês passado, o Senado aprovou a Medida Provisória que modificou a Lei do Orçamento e instituiu posições e destinação de recursos para a intervenção.

— Não aplicamos recursos ainda porque estamos satisfazendo a Lei de Licitações. Não recebemos talão de cheque para sair adquirindo viatura e arma em loja, demanda todo um processo licitatório. Os resultados vão vir em médio e longo prazo, encontramos a Polícia Militar e a Polícia Civil totalmente desestruturadas, em péssimas condições de trabalho. Foi bastante discurso e pouco recurso — declarou Nunes, que alega ser injusto considerar essa semana como o marco de seis meses da intervenção. — O dia 16 de agosto marca seis meses do decreto, mas eu só começo a contar um mês depois, passei a comandar, quando pude designar os novos chefes da polícia e de fato.

Faz 1 mês, em o acontecimento, o general adiantou alguns dados de o Instituto de Segurança Pública. Realça-se a queda de 29% do número de assaltos de carro, em comparação com julho do ano passado. Faz 1 ano, foram 5.328 ocorrências, e 3518 no último mês. Também houve quedas nas assaltos de rua, de carga e latrocínios. Já os assassinatos dolosos subiram, de 374 para 408, em um ano.

Outro ponto pertinente da apresentação do general foi o processo de rearticulação das UPPs, que vai “trazer de volta mais de três mil policiais”, segundo Nunes. Ele explicou que não se trata da extinção das UPPs, mas sim de suas reconfigurações, de forma a tornar mais efetivo o trabalho de patrulhamento. O principal problema, declarou, era que os agentes de UPP tinham “treinamento sumário”, somente de polícia de proximidade, e não sabiam comportar-se em confrontos. Foi feito, então, treinamento e reutilização do efetivo. Um exemplo dado foi na área do 18º BPM, onde fica a Cidade de Deus.

O GLOBO: A chance de envolvimento de agentes públicas no crime é uma dificuldade para a progressão dos inquéritos ?

— A UPP da Cidade de Deus servia para nada, só agentes defendendo contêineres. A PM, que como se patrulha uma área grande como a do 18º BPM em que há uma UPP comandada por um oficial de patente inferior, às vezes com efetivo maior, virou vítima de uma desfuncionalidade, inclusive hierárquica, com a UPP. , mas que não presta contas ao comandante do regimento? Não há intervenção que resolva. As rearticulações da Cidade de Deus permitiram a instalação de uma Companhia Destacada na Praça Seca. Agora vamos ao Méier fazer o mesmo.

Recentemente, o ministro da Segurança Pública Raul Jungmann alegou que quer federalizar o inquérito do caso Marielle. Nesta segunda, ele alegou que já existe um levantamento da equipe que participaria da força-tarefa. Indagado sobre isso, Nunes diminuiu uma suposta mudança no comando do inquérito, mas realçou que já existe integração com a Polícia Federal.

JUNGMANN: Se você tem vários envolvidos, agentes públicos e políticos, formando uma rede com poder em vários níveis, mais executores profissionais terceirizados, sim, com certeza.

Nesta terça, familiares de Marielle e a Anistia Internacional entregaram na Secretaria de Segurança uma profissão para o general, no edifício brasileiro. Cópias do documento serão entregues ao ministro da Justiça, Torquato Jardim, e ao interventor, general Braga Netto, entre outras autoridades. Nunes declarou que vai tentar marcar uma audiência com os parentes.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Secretário Richard Nunes rebate críticas sobre intervenção: ‘Não há sequer um plano nacional de segurança’
>>>>>Jungmann diz que PF está pronta para assumir caso Marielle se investigação for federalizada – August 12, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Rio liderou mortes em intervenção policial no país em 2017 – August 09, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Mês de julho registra queda de 29% de roubo de veículos, maior redução desde início da intervenção – (Extraoglobo-pt)

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