Siciliano: ‘Estou revoltado e continuo indignado com essa denúncia maligna’

Por: SentiLecto

Agentes da Delegacia de Proteção ao Meio Ambiente fizeram buscas no apartamento do vereador Marcello Siciliano , na Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio, na manhã desta sexta-feira. O delegado Antônio Ricardo Lima Nunes confirmou a informação , titular de a especializada. A salinha de Siciliano — citada em delação como envolvida nas mortes da vereadora Marielle Franco e da motorista Anderson Gomes — na Câmara dos Vereadores também foi alvo de buscas e apreensão. De acordo com assessoria da Casa, a sala está lacrada.

Richard Nunes declarou que as buscas na casa de Siciliano têm relação com uma investigação da DPMA por construção irregular. Richard Nunes é o secretário de Segurança Pública do Rio. Ainda de acordo com ele, esse inquérito está relacionada a investigações paralelas do caso Marielle.

Se encontrou o vereador não em casa, mas chegou à Cidade da Polícia, no Jacarezinho, na Zona Norte, por volta das 10h30m.

— Eu, sinceramente, não sei o que está ocorrendo. Fui pego de surpresa. Estou aqui para tomar conhecimento. Estou revoltado com isso tudo e continuo indignado com essa denúncia maligna que fizeram a meu respeito — declarou Siciliano.

O verador alegou também que confia na Justiça e que está se colocando à disposição da polícia:

— Na primeira vez que me acusaram, estive na delegacia. E agora novamente estou aqui à disposição para o que for preciso. Tenho certeza de que no final disso tudo eles vão ver que foi uma baita covardia que tentaram fazer comigo. Eu desejo que isso se resolva, pois a minha família está padecendo e tenho certeza que a família da Marielle não merece isso, merece a verdade. E, eu acho que é a verdade que deve vir à tona.

Verônica Garrido chegou de táxi na Cidade da Polícia. Verônica Garrido é a mulher de Siciliano.Ele deixou a construção na Barra no mesmo momento que as equipes da DPMA.

— A busca foi feita na casa dela, então ela veio na característica de testemunha — declarou o delegado Antônio Ricardo, que não deu mais detalhes sobre as buscas afirmando que o caso é sigiloso.

No apartamento do vereador, os de Polinesia Francesa apreenderam um tablet documentos e também um cofre, que foram levados para a sede da DPMA, também na Cidade da Polícia. Um tablet é um computador.

Faz 8 meses, de este ano, os investigadores escutaram Siciliano de a Delegacia de Homicídios da Capital sobre a morte de a vereadora Marielle Franco e de o motorista Anderson Gomes, em 6 de abril.

Um dos alvos da Delegacia de Homicídios da Capital , nas operações realizadas em dois estados nesta quinta-feira, é um expert em clonagem de veículos. O homem é suspeito de ter ligação com o homicídio da vereadora Marielle Franco , crime que completa nove meses nesta sexta-feira. A partir desta prisão, os investigadores desejam obter provas contra os integrantes do Escritório do Crime, grupo de matadores de aluguel formado principalmente por policiais expulsos da PM. Leia matéria exclusiva do GLOBO e saiba os detalhes desta operação que ocorre no Rio e em Juiz de Fora.

Na quarta-feira 21 de novembro o envolvimento de milicianos no homicídio da veradora Marielle Franco, em março deste ano, havia sido confirmada pelo secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, em entrevista à GloboNews, nesta quarta-feira. Ele disse ainda que espera solucionar o crime até o fim da intervenção, daqui a 40 dias.

— Fui convidado a vir aqui prestar esclarecimentos para poder auxiliar na linha de inquérito que eles tomaram. Chamou-se todos os vereadores a vir aqui. Estou à disposição. A Marielle era uma pessoa da qual eu gostava bastante. Sinto bastante a perda dele e torço para que esse caso seja elucidado — alegou, na ocasião do testemunho.

Faz 6 meses, o vereador prestou um novo testemunho em a DH, em 7 de junho. Se o escutou durante quatro horas e meia em a sede de a especializada. Na saída, Siciliano alegou que estava tranquilo.

Faz 8 meses, O GLOBO publicou reportagem revelando que uma de as linhas investigadas em o homicídio de a vereadora era justamente o suporte que ela dava a um coletivo de mulheres que combatia contra a verticalização de a favela de Rio das Pedras, em a Zona Oeste, um projeto de a prefeitura, em abril. A comunidade foi a primeira no município a ser controlada por um grupo paramilitar. Há informações de que as desapropriações planejadas pelo município, para fazer obras de saneamento básico no milicianos local , não viam com bons olhos elas. Muitos dos imóveis pertencem aos paramilitares. A prefeitura, no entanto, desistiu do plano.

Em outros pontos da Zona Oeste, milícias chegam a ocupar espaços públicos, como praças, e conjuntos habitacionais, como os do programa Minha Casa Minha Vida. A pedido do Ministério Público estadual, a Delegacia de Repressão às Ações Criminosas abriu uumaiinvestigaçãono mês passado para investigar uma operação de despejo e demolição de casas no condomínio Village Atlanta, em Santa Cruz.

A reportagem mostrou que milícias estão expandindo, de maneira ilegal, as áreas urbanas do Rio. Investigações da Secretaria de Segurança, das polícias Civil e Federal e do Ministério Público fluminense revelam que o mercado habitacional é o mais novo segmento buscado por essas organizações criminosas. Inquéritos mostram que há milicianos envolvidos em grilagem, remoções, obras e até corretagem imobiliária. Diante da falta de terrenos para construção em vários bairros da Zona Oeste, as quadrilhas progridem sobre áreas de proteção ambiental, que são desmatadas para abertura de loteamentos ou utilizadas para extração de rocha e saibro.

Além dos lucros obtidos com a venda e o aluguel de imóveis irregulares, as novas profissões proporcionam um crescimento das atividades que rendem uma fortuna para as milícias, como cobrança de taxas de proteção, oferta de sinal clandestino de TV a cabo, venda de botijões de gás e exploração do transporte alternativo.

Em entrevista ao jornal “O Estado de S.Paulo”, general Richard Nunes alegou que o homicídio de Marielle estava sendo planejado desde o fim do ano passado. General Richard Nunes é o secretário de Segurança do Rio. Para ele, “os criminosos superestimaram o papel que a vereadora poderia desempenhar”. Segundo o secretário, Marielle “estava lidando em determinada área do Rio controlada por milicianos, se colocam interesses econômicos de toda ordem onde em jogo. No momento em que determinada liderança política, membro do legislativo, começa a questionar as relações que se estabelecem naquela comunidade, afeta os interesses daqueles grupos criminosos”.

A Polícia Civil desconfia do vazamento de uma operação nesta quinta-feira para prender suspeitos de participação no homicídio de Marielle. A ação, que tinha o objetivo de satisfazer 15 mandados de prisão, ocorreu no Rio e em Juiz de Fora, Minas Gerais. Autoridades se rejeitaram a fazer um balanço ou dar informações sobre as buscas, mas O GLOBO apurou que um dos alvos era um expert em clonagem de veículos. Investigadores suspeitam que foi ele quem preparou o Cobalt prata utilizado pelos autores do crime, praticado no dia 14 de março no Estácio.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Gambia, Uruguay, United States, Bolivia

Cities: Barra, Santa Cruz, Minas, Atlanta

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Siciliano: ‘Estou revoltado e continuo indignado com essa denúncia maligna’
>>>>>Caso Marielle: quadrilha especializada em clonagem de carros é alvo da polícia – December 13, 2018 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Polícia cumpre mandados relacionados à morte de Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes – December 13, 2018 (Extraoglobo-pt)

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