Pavilhão no Jardim do Museu de Serralves / Diogo Aguiar Studio

Por: SentiLecto

Caracterização mandada pela equipe de projeto. O pavilhão no jardim – realizado para a exibição “Incerteza Viva: uma exibição a partir da 32a Bienal de São Paulo”, no Museu de Arte Contemporânea de Serralves, no Porto – desenvolve-se a partir da criação de dois espaços concêntricos com funções distintas: o espaço intersticial e o espaço central. A espacialidade cilíndrica sublinha a centralidade da obra exposta, que assume um protagonismo crucial na ilustração do espaço.

Esta a anulação reforça ela de uma entrada principal em prol de a criação de um segundo frontispício , exterior , permeável a partir de três pontos que dividem a entrada em o pavilhão pela sua periferia, potenciando diferentes acessos e relações com o Jardim de Serralves.

O descobrimento da estrutura museológica faz-se a partir de três momentos: o agradecimento de um espaço habitável, um caminho de transição e o lugar de projeção. Desde o exterior, o pavilhão exibe uma pele abstrata, um frontispício continua em toda a sua superfície curva, construída por quatro camadas de tábuas verticais de madeira. A luz natural molda-lhe o corpo, numa gradação de tonalidades que reforça a sua volumetria e revela planos em diferentes profundidades.

Cruzada pelos raios solares, a estrutura edificada projeta-se sobre ela própria, provocando sombras que deambulam pelo frontispício central, construindo distintas ilustrações ao longo do dia. Contribuindo para o controlo da luz natural no espaço interior, a justaposição de planos curvos e paralelos que de forma alternada abrem vãos, também eles curvos, encaminha o visitante a percorrer o espaço de mediação sem revelar o núcleo central desde o exterior.

O espaço “entre”, enquanto antecâmara-percurso, induz, ao visitante, a consciência do seu corpo no espaço e governa à sua preparação para fruição da obra exposta – o filme “Os humores artificiais” de Gabriel Abrantes – num espaço que a ela se refere materialmente.

Por outro lado, o Briefing inicialmente exibido não era claro relativo ao local e obra artística que iria albergar e, por este motivo, as premissas pavilhão assentam desenvolver um objeto arquitectónico que busca a ambiguidade entre o trabalho exibido, da sua envolvente. Com o intuito de respeitar o espaço do Parque e de instituir um objeto leve, desenvolvemos uma peça que pousa em somente dois pontos no solo e que se realça como um objecto arquitectónico, instituindo um momento diferente. Neste exercício arquitectónico busca-se uma relação subtil de respeito com o meio envolvente, a topografia, a flora e os caminhos.É com alguma simplicidade que o pavilhão reage a estes elementos envolventes. Desejámo assumir a proposta como se de um objecto se tratasse, um objecto que não focasse nos preceitos de um normal pavilhão. Assim, e tendo em conta a necessidade de expor uma obra em formato de projeção, a maneira segue um principio da abertura de luz de uma projeção ou até de uma ampulheta, e num só gesto, ser capaz de filtrar e jogar com a luz e instituir uma relação de equilíbrio entre dois contextos, o parque de Serralves e a obra exposta.

Fonte: archdailybrasil-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Pavilhão no Jardim do Museu de Serralves / Diogo Aguiar Studio
>>>>>Pavilhão Serralves / FAHR 021.3 – January 21, 2018 (archdailybrasil-pt)

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