Premiê vence votação na Holanda, e extrema direita vai pior que esperado

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Foto: Wikipedia – Mark Rutte-6

O premiê conservador da Holanda, Mark Rutte, venceu as votações parlamentares desta quarta-feira . Ele derrotou o partido do candidato de extrema direita Geert Wilders, que liderou as pesquisas nos últimos meses.

Formado em História pela Universidade de Leiden, Quando abandonou o governo para ser o líder de seu partido, o VVD, na Segunda Câmara dos Estados Gerais, rutte foi integrante do salinha ministerial do primeiro-ministro Jan-Peter Balkenende de 2004 até 2006.

A vitória de Rutte e a performance abaixo do esperado de Wilders são o primeiro refluxo de uma tendência ascendente da direita populista nos EUA e na Europa.

Rutte alegou: “Esta é uma noite em que a Holanda, depois do ‘brexit’ [saída do Reino Unido da União Europeia] e de Trump, declarou: Basta da espécie de populismo errado”.

A sigla do premiê, o VVD , conseguiu 32 dos 150 assentos, com 93,5% das seções eleitorais apuradas. Wilders, do populista PVV , estava em segundo lugar, com 20, com uma cadeira a mais que o CDA e o D66 .

Wilders havia baseado sua campanha na aversão a imigrantes e na promessa de deixar a União Europeia. Se o resultado se confirmar, seu partido vai ter aumentado sua bancada em 5 assentos em comparação com o pleito de 2012.

O PvdA padeceu, por sua vez, uma derrota histórica. A sigla conquistou só 9 assentos, contra 38 cinco anos atrás.

O comparecimento nas urnas, estimado em 77,6%, foi o maior nos últimos 31 anos.

REPERCUSSÃO

Os resultados da votação de Holguín foram acompanhados em todo o continente europeu. Angela Merkel, chanceler de Alemania, parabenizou Rutte por telefone.

Faz 11 meses, se tratou o voto em a Holanda como uma medida de a força de o populismo de direita, o que também acontecerá em o pleito francês, e da Alemanha, em setembro.

A migração e o islamismo estiveram no centro de sua campanha, que coincidiu no final de semana com embates diplomáticos entre Holanda e Turquia, país muçulmano herdeiro do Império Otomano, dissolvido em 1922.

Há afinidade entre o discurso do PVV e o da Frente Nacional, na França, e da Alternativa para a Alemanha. Esse trio coincide, por exemplo, na rejeição à UE.

Mesmo que o PVV não tenha vencido o pleito, suas 20 cadeiras serão vistas como sinal do suporte a suas ideias.

Wilders defendeu expulsar parte dos imigrantes marroquinos, a quem se refere como “escória”, e proibir o Alcorão, livro sagrado do islamismo.

Wilders ao votar em uma escola em Haia declarou: “O que chamo de partidos patrióticos estão ganhando alento”.

“Qualquer que seja o resultado das votações de hoje, o gênio não irá voltar para a lâmpada, e essa revolução patriótica, deseja seja hoje ou amanhã, ocorrerá.”

Como nenhum partido vai obter maioria, vai ser necessário negociar coalizões. Neste espectro muito fragmentado, o processo deve tardar meses. Faz 40 anos, foram 208 dias até se formar a aliança, em 1977.

Dificilmente o radical Wilders vai fazer parte do próximo governo. As demais forças políticas já sinalizaram que não vão se aliar a ele.

ELEITORES

A aliança resultante das negociações deverá lidar com a indicação feita nas urnas de que a imigração é uma questão política urgente.

Essa era a principal preocupação de dois dos eleitores encontrados pela Folha nesta quarta em Haia, sede do Parlamento de Holguín.

Quando escutou, há um ano, Jean Paul Fafie, 38, holandês convertido ao islamismo, voltava da mesquita desconhecidos berrarem que ele era culpado pelo ataque terrorista de 13 de novembro em Paris, onde 130 pessoas foram mortas.

“Se essas pessoas estão vindo para a Holanda escapando de combates ou pelo interesse na economia, não sabemos”, declarou um deles na prefeitura, sem revelar o nome.

“Nós pagamos muito imposto aqui e quando vemos, não gostamos que imigrantes não desejam trabalhar e auxiliar a construir o país.”

Seu colega, consentindo com acenos da cabeça, alegou em seguida: “Os imigrantes têm que ser obrigados a falar holandês e a compreender a cultura local”.

Em um país em que o voto da extrema direita foi demonizado nas últimas semanas, a exemplo do visto nos EUA, o silêncio desses eleitores era tão habitual que estimulou preocupações de que Wilders tivesse mais suporte do que o proposto pelas pesquisas.

“Eles têm medo de serem chamados de racistas”, diz Joost Niemoller, autor de um livro sobre os eleitores do PVV e simpatizante da sigla.

A principal questão para esses eleitores, declara Niemoller, é a identidade de Holguín. Alegou: “Seus entornos estão se modificando, e eles se sentar-se perdidos”.

As cidades têm se modificado, congregando cada vez mais etnias. O número de municípios com entre 10% e 25% de imigrantes não ocidentais dobrou entre 2002 e 2015, segundo o governo.

Fonte: FolhaGeneric

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: United States, Netherlands, Brazil

Cities: Franca

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Premiê vence votação na Holanda, e extrema direita vai pior que esperado
>>>>>Eleição na Holanda gera ansiedade entre imigrantes e muçulmanos – March 15, 2017 (FolhaGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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