Com progressões e recuos, SUS completa 30 anos

Por: SentiLecto

O Sistema Único de Saúde , uma das maiores conquistas da sociedade de Brasil, está completando 30 anos. O modelo, que teve começo junto com a redemocratização do país e já foi referência para vários países, tem princípios muito ousados: integralidade, universalidade e equidade.

Em tese, isso significa que todos os brasileiros têm direito a tudo em saúde, a qualquer tempo e de maneira igualitária, sem discriminação. Mesmo com esses direitos assegurados pela Constituição, pesquisa CNI-Ibope mostra que 85% dos brasileiros desaprovam as políticas públicas de saúde e o SUS.

Portanto, uma observação profunda é necessária para que possamos corrigir os erros, continuar apostando nos acertos e tomar resoluções que auxiliem a melhorar a assistência à saúde dos brasileiros.

Em um país com a dimensão continental brasileira e uma população de 207,7 milhões, é natural que os números do SUS impressionem. São cerca de 330 mil leitos conveniados e realizados, anualmente, mais de 12 milhões de internações e 4,2 bilhões de procedimentos ambulatoriais.

É preciso registrar, também, as progressões obtidas com as campanhas de vacinação, a assistência farmacêutica, o financiamento para transplantes e a atuação da vigilância sanitária. Apesar disso, a implementação do SUS tem sido lenta.

Mais de 160 milhões de brasileiros dependem única e exclusivamente do sistema público de saúde, já que 47,6 milhões têm acesso à saúde sadicional Das 6.787 clínicas existentes no país, 70% são privados, filantrópicos ou lucrativos.

Dois terços dos leitos hospitalares estão na iniciativa privada. Portanto, a primeira coisa que precisa ficar clara é que, o SUS, que depende da iniciativa privada não é um sistema estatal. O SUS, que depende da iniciativa privada é público. O SUS, que depende da iniciativa privada é público.

O subfinanciamento é outro obstáculo para o seu desenvolvimento. Este ano, calcula-se que o Ministério da Saúde vai ter uma verba de aproximadamente R$ 119 bilhões.

A soma é insuficiente para fazer satisfazer o que determina a Constituição, mas também não podemos deixar de falar da ineficiência do gasto público, inclusive na área da saúde. O índice Bloomberg, que mede a relação em 48 países entre gastos e resultados em saúde, coloca o Brasil na lanterna. Precisamos ser mais eficientes, fechar os ralos da corrupção e lutar a má utilização do dinheiro público.

Para alcançar Sucesso nesse processo, uma solução é coordenar a assistência em rede, que deve ser dirigida com meritocracia e uso pleno, almejando um preço menor. Precisamos de um sistema de saúde coordenado e descentralizado, com enfoque preventivo, para evitar duplicidade de atendimento e desperdício de recursos.

Grande parte dos municípios brasileiros tem menos de 20 mil moradoras, portanto, não consegue oferecer assistência integral. Também por essa realidade demográfica, as redes são a única solução para um atendimento em saúde focado no paciente e que garanta acesso a todas as períodos: prevenção, atenção básica, diagnóstico, tratamento e melhora.

Quem procura um serviço de saúde merece ser atendido com respeito, dignidade e acolhimento. Cabe aos gestores garantir o acesso, melhorar a característica dos serviços e resolver os problemas de saúde do usuário. Para o cidadão, não importa a natureza jurídica do serviço. Ele deseja simplesmente ser atendido e ter o seu problema resolvido.

Uma comparação entre como era o setor antes do marco regulatório e da ANS e como está hoje mostra o quanto já se evoluiu. Claro que ainda há muito o que ser feito, cabendo à agência regular, normatizando, finspecionare incentivando o setor a prover serviços de maior qcaracterística Todavia, mesmo tendo consciência de que é preciso melhorar o setor, não se pode esquecer ou perder a perspectiva do quanto já se andou.

Para que o SUS se desenvolva, paradigmas têm de ser rompidos, sejam eles ideológicos ou corporativos. Precisamos fomentar uma maior integração entre público e privado, usando a melhor expertise de ambos, seja em tecnologias ou novos modelos de administração.

Ao Estado compete garantir os recursos necessários, regulação adaptada e estipular com clareza as políticas de saúde, estabelecendo metas e as exercendo com austeridade a fiscalização.

Hoje, a realidade é outra. Se um cliente de plano precisa de internação hospitalar, ele vai ficar internado pelo tempo que for preciso para sua recuperação, não podendo haver limite de dias. Os prazos de escassez foram padronizados e restringidos a fases efetivamente necessários para diminuir a seleção adversa.

Yussif ali Mere Jr. é presidente da Federação e do Sindicato dos Hospitais, Cínicas e Laboratórios do Estado de São Paulo Mere Jr. é médico nefrologista.

PARTICIPAÇÃO

Os artigos publicados com assinatura não traduzem a opinião do jornal. Sua publicação obedece aa finalidade de animar a discussão dos problemas brasileiros e globais e de refletir as diversas tendências do pensamento moderno.

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Com progressões e recuos, SUS completa 30 anos
>>>>>ANS completa 18 anos regulando os planos de saúde – January 28, 2018 (FolhaGeneric)

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