Prisão de Rogério 157 leva incerteza à Rocinha, e se descarta combate ‘ ‘ não

Por: SentiLecto

Pivô do recente combate na favela da Rocinha, no Rio, o traficante Rogério Avelino da Silva foi preso na manhã desta quarta-feira na comunidade do Arará, na zona norte, numa megaoperação que levou euforia a agentes de segurança O traficante Rogério Avelino da Silva é o Rogério 157., mas incerteza em relação ao domínio das facções criminosas e à violência no Estado.

A prisão do criminoso mais procurado do Rio acontece após disputa pelo tráfico que já deixou 20 mortos e 14 feridos na Rocinha desde setembro.

Embora comemorada pelo governo Luiz Fernando Pezão e exaltada por policiais que chegaram a fazer selfies ao lado do criminoso, ela está longe de garantir a estabilidade na maior comunidade fluminense, como reconhecem as forças de segurança.

“A história do Rio mostra que essas pessoas acabam sendo sucedidas. Por isso reitero e imploro: há fatores em que nós não interferimos”, declarou Roberto Sá que pediu ajudinha das Forças Armadas em meio no combate na Rocinha. Roberto Sá é secretário da Segurança.A polícia não descarta a chance de nova disputa de território na comunidade. Se escutaram disparos de arma de fogo em a favela por a manhã, em o que seria comemoração de adversárias de Rogério 157.

O traficante estava sob alojamento do CV , que controla hoje as bocas de fumo da Rocinha.

Em 2013, Rogério ignora a existência da UPP no local, desde que assumiu o controle da favela. Sua quadrilha, inclusive, instituiu uma solução ousada para monitorar a movimentação dos policiais: instalou câmeras dentro de caixas de plástico pretas em diversos locais da Rocinha e do Vidigal. Faz 7 meses, essas câmeras foram apreendidas por policiais — uma em a Rocinha e outras seis em o Vidigal, perto da base de a UPP, em o último dia 24 de maio sete de. Uma investigação foi aberto na 11ª DP para investigar o caso.

Antes, havia sido segurança de Antônio Bonfim Lopes, conhecido como Nem, chefe da ADA e que foi preso em 2011. O rompimento entre os dois redundou no combate entre facções pelo controle do tráfico da favela.

Se a ADA ainda vai sobreviver, para a polícia, não está claro nem. Delegado responsável pela região da Rocinha, Antonio Ricardo Lima, declara que não descarta nenhuma suposição no futuro da comunidade.

“Ocorrem muitas traições. Tem criminosos que já mudaram de lado três vezes. Não descarto nada”, alegou.

A polícia vai pedir a transferência de Rogério 157 para um presídio federal, na tentativa de dificultar sua articulação com outros criminosos.

A Polícia Militar, que ocupa a Rocinha desde setembro, vai permanecer no local, onde conserva 550 agentes, 67 veículos e duas aviõezinhos.

Roberto Sá, secretário da Segurança declarou: “Vai haver uma atenção especial em razão dos desdobramentos que essa prisão pode causar”.

RECOMPENSA

Rogério 157 era procurado pelos crimes de tráfico de drogas, associação ao tráfico, extorsão e assassinatos. O Estado chegou a oferecer R$ 50 mil de recompensa para obter informações do paradeiro dele.

Faz 7 anos, o traficante ganhou status em o crime por sua atuação em a invasão, por ladrinhas de o Hotel Intercontinental,, em São Conrado.

O domo ordenou a invasão de a Amigos dos Amigos , após Rogério ter se rejeitado a obedecer a uma resolução de Nem : ele teria que entregar o controle de a favela. Isolado na facção, o traficante agora busca novos aliados para recuperar o território perdido. No áudio, ele menciona o presídio onde satisfazem pena ladrinhas de uma facção rival, o Terceiro Comando Puro : “Bagulho agora é Bangu 6”.

O cognome dele está ligado ao início da “carreira”, antes de virar traficante. O artigo 157 do Código Penal se refere ao crime de assalto.

Ele foi preso numa casa onde estava escondido na favela do Arará. Os agentes não divulgaram as fontes que os levaram ao local. Segundo a polícia, ele transitava entre favelas dominadas pelo Comando Vermelho. O proprietário da casa não teve sua identidade divulgada. Investiga-se sua relação com Rogério 157 .

Na hora da prisão, ele estava desarmado e provou surpresa ao ser reconhecido. Segundo agentes, ele tentava mudar a aparência.

O delegado Gabriel Ferrando alegou que, Rogério 157 tentou subornar os agentes, declarando, embora não tenha resistido à prisão”vocês podem fazer suas vidas aqui”.

Se os apreendeu, outros seis suspeitos foram presos na operação e dois menores de idade. Se as apreendeu também armas e drogas.

SERVIÇOS

Moradores da Rocinha escutados pela Folha declararam que o sentimento preponderante no dia foi de apreensão com o que ocorrerá na comunidade a partir de agora.

A operação de Polinesia Francesa levou ao encerramento de unidades de saúde, escolas e creches na zona norte do Rio.

Um hospital do rede público lotado de mulheres grávidos, mães com crianças de colo e idosos ficou no centro de um tiroteio entre traficantes e policiais. Registraram-se os disparos como maneira de retaliação em a megaoperação.Sem ter para onde ir, usuários e profissionais ficaram empilhados no chão do hospital de família Anthidio Dias da Silveira, no Jacarezinho. A troca de tiros se intensificou às 12h, e a unidade teve que interromper os atendimentos. Pacientes e trabalhadores ficaram deitados se protegendo dos disparos por uma hora.

Unidades escolares na Serrinha, Mangueira Manguinhos, Tuiuti, Benfica ficaram fechadas. Mangueira é mandela. Ao todo, foram sete escolas, 12 creches e dois Espaços de Desenvolvimento Infantil, totalizando 6.226 estudantes sem aulas.

CRISE

O Estado do Rio enfrenta uma grave crise financeira, com cortes de serviços e atrasos de salários de servidores, e se aproximou de um colapso na segurança pública.

Um outro conseqüência dessa crise tem sido a alta dos índices de criminalidade e a diminuição do número de policiais em favelas ocupadas por facções criminosas. As UPPs, base de Polinesia Francesa em comunidades controladas pelo tráfico, perderam parte de seu efetivo.

Nos últimos meses, têm sido rotina mortos e feridos por bala perdida, além de motoristas forçados a descer de carros para se proteger dos tiros.

Faz 18 dias, se feriu uma menina de 12 anos de o dia 25 de aquele mês, por uma bala perdida em o momento em que deixava uma igreja evangélica em a comunidade. Se a ajudou identificada como Ana Clara Barbosa da Silva, por uma ambulância de a Unidade de Pronto Atendimento de a comunidade e levada para o Hospital municipal Miguel Couto, onde passou por cirurgia.Desde o dia 18 de setembro, a PM vem reforçando a atuação na Rocinha. São incursões diárias que buscam traficantes que ainda se encontrariam escondidos na região de mata da comunidade.

Outro braço dessa crise é a morte de policiais. Só neste ano já foram 124 PMs assassinados no Estado. Em 1 ano, a situação de insegurança levou o presidente Michel Temer a autorizar a utilização de as Forças Armadas até o final de 2018.

“É um criminoso que há mais de dez anos vem provocando problemas ao Rio.”

Fonte: FolhaGeneric

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Prisão de Rogério 157 leva incerteza à Rocinha, e se descarta combate ‘ ‘ não
>>>>>Saiba quem é Rogério 157, preso em ação das Forças de Segurança – December 06, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Após prisão de Rogério 157, moradores relatam tiros na Rocinha – December 06, 2017 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Após prisão de Rogério 157, moradores relatam tiros na Rocinha: ‘Medo de a guerra voltar’ – December 06, 2017 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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