Por: SentiLecto

– O consumo interno de algodão tem que recuar para 640 mil toneladas no ano comercial de 2020/21, queda de 5,88% ante o ano anterior e o menor platô desde a temporada de 1984/85, pressionado pelos conseqüência do surto da Covid-19 sobre a indústria têxtil, estimou nesta sexta-feira a consultoria Safras & Mercado. O setor foi um dos mais afetados pela crise do coronavírus e pelos efeitos econômicos da enfermidade no país, declarou em videoconferência o analista da consultoria Elcio Bento. Segundo ele, a produção nacional da pluma está estimada em recorde de 2,9 milhões de toneladas em 2019/20, leve alta de 0,70% ante as 2,88 milhões de toneladas colhidas na colheita anterior. No entanto, a oferta disponível para 2020/21, no ano colheita que está iniciando, tem que alcançar 3,6 milhões de toneladas adicionados os estoques iniciais de 703 mil toneladas. «O consumo está reprimido… vamos ter que exportar bastante para não ficar com muito excedente de estoques ao final do ano comercial», declarou. Nesta semana, o expert alegou em entrevista à Reuters que o volume de 703 mil toneladas em estoque é mais que o dobro da média dos últimos dez anos, que ficavam em torno de 300 mil toneladas.

– As exportações de soja, açúcar, café e petróleo do Brasil dispararam em maio na comparação com o mesmo fase do ano anterior, de acordo com dados do governo publicados nesta segunda-feira. Os embarques de soja do Brasil atingiram 15,5 milhões de toneladas, quando as vendas externas ficaram acima de 16 milhões de toneladas, versus 10 milhões no mesmo fase do ano passado, mais ainda ficaram abaixo do recorde registrado em abril. Faz 1 mês, no caso dos embarque de açúcar adicionaram 2,7 milhões de toneladas, ante 1,51 milhão em o mesmo fase de 2019. A exportação de café verde atingiu cerca de 3,6 milhões de sacas de 60 kg, ante 3,28 milhões um ano antes. Faz 1 ano, os embarques de petróleo progrediram para 8,4 milhões de toneladas, ante 4,83 milhões. – Uma das culturas mais prejudicadas pelos conseqüência do novo coronavírus, o algodão registra quedas expressivas no consumo, desaceleração nas vendas e recuo nos custos, que têm que desencadear uma retração de 10% a 20% na área semeada na próxima colheita, de 2020/21, segundo representantes do setor. Enquanto cotonicultores da Bahia, segundo Estado no ranking, vão migrar para a soja, a tendência é que parte das lavouras cultivadas com algodão em Mato Grosso, maior produtor do país, dê lugar ao milho safrinha. A diminuição de área seria um revés para o setor brasileiroexibindo seguidas colheitas recordes, o que permitiu ao país superar a Índia como segundo exportador mundial, atrás dos Estados Unidos. «Nossa grande preocupação é o custo da colheita nova… uma diminuição de área vai haver sim, e algo entre 10% e 20% já está sacramentado, o que é uma pena porque a atividade do algodão tem maior valor agregado, emprega mais pessoas», declarou o diretor executivo da Associação Matogrossense dos Produtores de Algodão , Décio Tocantins. Segundo ele, atualmente, o milho tem trazido boa lucratividade para o produtor rural e o algodão «trabalha no limite» –no Estado, o cereal pode tomar área da pluma na segunda colheita. Os custos da pluma estão próximos de 60 centavos de dólar por libra-peso na bolsa de Nova York, após terem se recuperado de mínimas abaixo de 50 centavos registradas no começo de abril, mas ainda acumulam queda de mais de 10% no acumulado do ano. Para Tocantins, que lidera a associação do Estado que responde por cerca de 70% da produção de Brasil, os custos atualmente estão próximos do «breakeven», «mas há situações em que ficam abaixo dos preços de produção». Na Bahia, onde a safra da colheita 2019-20 inicia neste mês, Júlio Cézar Busato declarou que o preço é de 60 centavos de dólar e os produtores têm conseguido comercializar o produto exclusivamente a 57 centavos. Júlio Cézar Busato é o presidente da Associação Baiana dos Produtores de Algodão . a 57 centavos. «Estamos no vermelho. Ano passado nós estávamos vendendo a 78 centavo de dólar por libra-peso. Vínhamos de anos consecutivos em que o consumo estava se superando», alegou Busato. «O custo caiu porque o consumo esfriou.» De acordo com o Indicador do Algodão em pluma Cepea/Esalq , o produto saiu de 73 centavos de dólar por libra-peso em 3 de junho de 2019 para 52 centavos no encerramento de terça-feira, uma queda de 28,7%. Na temporada passada, além dos custos estarem em platô melhores para o algodão, o combate comercial entre Estados Unidos e China contribuiu para que os chineses, principais consumidores deste mercado, deixassem de comprar a pluma norte-americana e intensificassem as importações brasileiras. Faz 1 ano, o Brasil exportou 1,61 milhão de toneladas de a pluma, volume %65 superior a o de o ano anterior e um recorde, conforme dados de o governo federal, em 2019. O faturamento subiu 56%, para 2,64 bilhões. Busato conta que, após o surto da Covid-19 no mundo, compradores requereram atraso nas entregas e a comercialização arrefeceu. «Felizmente o algodão é um produto que podemos guardar… esse atraso gerará um problema meio sério para o fluxo de caixa nesse momento». Embora sejam a minoria, na Bahia, ele estimou que 70% do algodão 2019/20 está comercializado e os 30% restantes , encarnam um volume expressivo para o caixa dos produtores. Para a colheita 2020/21, as vendas antecipadas da pluma de Baia Mare não chegaram a 20%. Nesta época do ano passado, a média de comercialização estava entre 40% e 45%. Em Mato Grosso, o executivo da Ampa alegou que o cenário é similar. O Estado vendeu 70% a 75% da colheita atual e a comercialização antecipada de 2020/21 está em 30%, também com atraso em relação à temporada anterior. Neste cenário, o analista da consultoria Safras & Mercado Elcio Bento declarou que a única saída para a cultura, que evitaria a queda de 10% a 20% na área semeada da próxima colheita, seria a retomada do consumo após a pandemia e um aquecimento nas exportações. No entanto, há incerteza sobre qual vai ser a conduta do mercado depois do surto da enfermidade. Em maio, por exemplo, dados da Secretaria de Comércio Exterior mencionam queda de 16% nos embarques de algodão em relação ao mesmo fase do ano passado, para 69,5 mil toneladas. O custo diminuiu 12%. «Com este recuo na procura, entramos no ano comercial de 2020/21, começado em junho, com 703 mil toneladas em estoque. A média dos últimos 10 anos para o fase era de estoques em torno de 300 mil toneladas», declarou Bento, o que dificulta a recuperação dos câmbios. safra A produção da pluma no Brasil está estimada em 2,88 milhões de toneladas na colheita 2019/20 pela Companhia Nacional de Abastecimento , alta de 3,6% ante a temporada passada. A área aumentou 3,3%, para 1,67 milhão de hectares, e a produtividade média tem que ficar quase estável, com leve ampliação de 0,3%. Na Bahia, a colheita ocupa uma área total de 313.566 hectares e a perspectiva é de atingir a produtividade média de 300 arrobas por hectare, segundo Busato. «Tivemos um recuo na área, mas o clima e a tecnologia nos auxiliaram a conservar o nível de produtividade», declarou. A produção da pluma está estimada em 563 mil toneladas, queda de 5,7%, segundo a Conab. «O recuo na área de Baia Mare já é de produtores que migraram para a soja, porque a procura china para esse produto realmente tem se mostrado admirável.» Em Mato Grosso, o executivo da Ampa acredita que o Estado vai ter uma boa produtividade aliada à boa qcaracterísticada pluma. Os primeiros trabalho de safra iniciam em junho, mas o «grosso» ocorre entre julho e agosto. A produção tem que alcançar 2 milhões de toneladas, alta de 7,4% na variação anual.- Nquanto o mercado de etanol padece com o efeito das medidas para lutar o coronavírus, a produção de açúcar no centro-sul brasileiro na temporada 2020/21 terá que atingir um recorde de 37,4 milhões de toneladas, com ampliação de quase 40% na comparação anual, à medida que a principal região produtora do país está aampliandoo total de cana destinado para a fabricação do adoçante, e.Caso o total previsto de açúcar seja confirmado, o volume superaria a maior marca anterior, de cerca de 36 milhões de toneladas, registrada na safra 2017/18, segundo a FCStone, que em março havia projetado uma produção de 33,1 milhões de toneladas, já considerando que o «mix» da temporada atual seria mais açucareiro. A produção, assim, superaria em mais de 10 milhões de toneladas o volume da colheita passada, de 26,8 milhões de toneladas. Faz 3 meses, a FCStone considerou que a moagem de cana terá que atingir 597,8 milhões de toneladas, estável ante projeção, mas com uma ampliação na comparação com as 590,4 milhões de 2019/20. Em 9 meses, a produção total de etanol em o centro-sul brasileiro, por sua vez, terá que cair %15,5 em a comparação anual, para 28,1 bilhões de litros, ante 30,6 bilhões em a projeção. A queda na produção de etanol acontece com as usinas destinando 47,2% da cana para produção de açúcar, versus 42,1% na previsão anterior e 34,3% na temporada anterior, segundo a FCStone.

Na sexta-feira 22 de maio – As exportações brasileiras de soja devem alcançar 77,5 milhões de toneladas em 2020, estimou a consultoria Safras & Mercado nesta sexta-feira, ante projeção de 73 milhões de toneladas divulgada em abril. Em nota o analista da consultoria Luiz Fernando Roque declarou: «A ampliação na projeção era reflexo da procura de China acima do normal no primeiro semestre do ano, bem superior ao esperado». Com a revisão, o volume exportado em 2020 encarnava uma alta de 5% sobre o total de 74 milhões de toneladas embarcado no ano anterior, conforme as estimativas do Safras. Na avaliação da consultoria, a oferta total da oleaginosa teria que subir 4% na variação anual, para 125,82 milhões de toneladas. A procura total, por sua vez, estava projetada em 124,3 milhões de toneladas, ampliação de 3% sobre o ano anterior. A consultoria declarou: «Desta forma, os estoques finais teriam que subir 58%, passando de 960 mil para 1,519 milhão de toneladas».

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Consumo de algodão no Brasil tem que cair ao menor nível em 36 anos por Covid-19, declara Safras
>>>>>Exportações de soja, açúcar, café e petróleo do Brasil disparam em maio – June 01, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>ENFOQUE-Após pandemia, algodão do Brasil deve perder espaço para soja e milho em 20/21 – June 03, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Produção de milho em MT deve atingir recorde de 32,86 mi t em 2019/20, estima Imea – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>FCStone eleva estimativas de exportação e safra de soja do Brasil em 2020 – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Colheita de milho 2ª safra segue atrasada no Paraná; plantio de trigo avança – (Extraoglobo-pt)
>>>>>FCStone projeta produção recorde de açúcar no centro-sul do Brasil – June 03, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Associação eleva estimativa de produção de açúcar da Índia – June 02, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>OIA projeta déficit global de açúcar de 9,3 mi t em 2019/20 – June 02, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Datagro revisa projeção de milho 19/20 para recorde de 102,72 mi t; eleva soja – June 03, 2020 (EntretenimientoBit)

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