– O ministro Luis Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal, que aceitou um pedido de liminar do deputado federal Paulo Pimenta que argumentava que a expulsão pode violar a Constituição de Brasil, tratados internacionais sobre direitos humanos e a Convenção de Viena sobre relações diplomáticas, publicou uma liminar no sábado interrompendo por dez dias a resolução do presidente Jair Bolsonaro de expulsar 30 diplomatas e funcionários do consulado da Venezuela. Bolsonaro e o Ministério das Relações Exteriores tinham dado à Venezuela prazo até sábado para remover seus diplomatas, no mais recente capítulo da ddanificaçãodas relações entre os vizinhos. Bolsonaro declarou em um post no Twitter que havia determinado a «retirada obrigatória do corpo diplomático de Venezuela» e criticou a liminar requerida pelo deputado Paulo Pimenta. «Este deputado é um ferrenho defensor do regime Chávez/Maduro», ele tuitou, em referência ao morrido líder de Venezuela Hugo Chávez e seu sucessor, presidente Nicolás Maduro. Barroso declarou que a expulsão imediata dos diplomatas em meio à pandemia do coronavírus vai contra princípios humanitários. As equipes consulares estão acolhidas nas cidades brasileiras, São Paulo, Rio de Janeiro, Manaus, Belém e Boa Vista. Faz 1 mês, o Brasil retirou os últimos diplomatas de Caracas e o governo Bolsonaro esperava que a Venezuela fizesse o mesmo até 2 de maio, mencionando um acordo verbal de reciprocidade de concluir as missões de ambos os países, declararam autoridades de Brasilde Brasil. Mas o governo de esquerda da Venezuela declarou em um comunicado na quinta-feira que não houve tal negociação e que os diplomatas continuariam onde estão. Jorge Arreaza acusou o Brasil de violar as leis internacionais ao forçar a saída das equipes diplomáticas em um post no Twitter. Jorge Arreaza é o ministro das Relações Exteriores da Venezuela. Junto a mais de 50 outros países, o Brasil não reconhece a legitimidade de Maduro e pede votações democráticas na Venezuela. O governo Bolsonaro vê o líder da oposição Juan Guaidó como o lícito líder de uma transição democrática na Venezuela e reconheceu formalmente sua mandada, Maria Tereza Belandria, como embaixadora da Venezuela em Brasília. Belandria, no entanto, vive e trabalha em um hotel brasileiro porque representantes ainda controlam a Embaixada da Venezuela de Maduro. A embaixada não tem embaixador desde 2016. REUTERS IV

– O presidente Jair Bolsonaro reagiu com desdém ao ser indagado na noite de terça-feira sobre o número lembre de mortes em 24 horas pelo Covid-19, enfermidade respiratória provocada pelo novo coronavírus, no Brasil e declarou que, não podia fazer nada, embora lamentassse a respeito. «E daí? Lamento. Deseja que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre», respondeu o presidente a jornalistas ao chegar ao Palácio da Alvorada, fazendo referência ao seu nome do meio. O presidente perguntou então se havia algum veículo transmitindo ao vivo a entrevista e, ao escutar que todos estavam passando a entrevista, declarou lamentar a pandemia no país e se solidarizar com as vítimas. «Tem alguém ao vivo aí? Todo mundo?», perguntou. «A gente lamenta a situação com o vírus, nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes desejados, que a grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu», declarou. O Brasil registrou 474 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um novo recorde diário, e ultrapassou a marca de 5 mil óbitos ao todo em decorrência de Covid-19, informou o Ministério da Saúde na terça-feira.

Na terça-feira 21 de abril – O presidente Jair Bolsonaro alegou não ser «coveiro» ao ser questionado pelo jornalismo para comentar a respeito de um suposto recorde de mortes por coronavírus em 24 horas no Brasil –o número divulgado pelo Ministério da Saúde inicialmente foi de 383 óbitos, mas, após a entrevista no Palácio da Alvorada, a pasta corrigiu a informação para 113. O presidente declarou: «Não era coveiro, tá?». Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil contabilizava 2.575 mortes e 40.581 casos confirmados de pessoas infectadas por Covid-19. Bolsonaro tem pressionado pela flexibilização de medidas de isolamento social adotadas por governadores e prefeitos para garantir, o quanto antes, a retomada da atividade econômica e a manutenção dos empregos. Na entrevista, o presidente alegou que Nelson Teich desejava ter acesso aos dados sobre o coronavírus para se pronunciar sobre isolamento social. Nelson Teich é o novo ministro da Saúde. Os dois reuniram-se nesta segunda.

Fonte: Extraoglobo-pt

Countries: Brazil, Venezuela

Cities: Manaus, Sao Paulo, Caracas, Brasilia, Belem

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Jair Bolsonaro 0 30 PERSON 8 O governo Bolsonaro: 1, (tacit) ele/ela (referent: o governo Bolsonaro): 1, o governo Bolsonaro: 1, (tacit) ele/ela (referent: Bolsonaro): 1, Bolsonaro: 2, O presidente Jair_Bolsonaro: 2
2 eu 0 75 NONE 7 (tacit) eu: 4, eu: 2, Eu: 1
3 o Brasil 0 50 PLACE 7 O Brasil: 2, o Brasil: 5
4 presidente 0 60 NONE 4 o presidente: 3, O presidente: 1
5 Venezuela 0 0 ORGANIZATION 4 a Venezuela: 4
6 coronavírus 0 0 NONE 4 coronavírus: 1, o coronavírus: 1, o novo coronavírus: 2
7 entrevista 0 0 NONE 4 a entrevista: 4
8 Paulo Pimenta 100 0 PERSON 3 Paulo_Pimenta: 2, o deputado Paulo_Pimenta: 1
9 Luis Roberto Barroso 0 0 PERSON 3 O ministro Luis_Roberto_Barroso de o Supremo_Tribunal_Federal: 2, Barroso: 1
10 Ministério da Saúde 0 0 ORGANIZATION 3 o Ministério_da_Saúde: 3

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Supremo bloqueia tentativa de Bolsonaro de expulsar diplomatas venezuelanos
>>>>>’E daí?’, diz Bolsonaro sobre número recorde de mortes por Covid-19 no Brasil – (Extraoglobo-pt)