Por: SentiLecto

JANEIRO, – O Brasil está buscando opções junto a demais produtores de vacinas para a Covid-19 diante de um possível atraso no desenvolvimento do imunizante da Universidade de Oxford com o laboratório britânico AstraZeneca, que foi selecionado pelo governo federal como principal aposta para proteger a população do novo coronavírus, alegou nesta segunda-feira o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco. O secretário em entrevista coletiva na sede do ministério, transmitida ao vivo pela internet. declarou: «Nós evidentemente buscamos soluções alternativas por se tratar de uma encomenda tecnológica e haver um grau de incerteza». «Existe a chance de atraso no desenvolvimento da vacina,, embora nos pareça remota embora seja a que esteja mais avançada, e nós temos buscado opções, só que nessas opções sem chance, pelo menos até o momento, de transferência de tecnologia como nessa parceria com a AstraZeneca», adicionou. O Ministério da Saúde e a Fundação Oswaldo Cruz assinaram um memorando de entendimento com a AstraZeneca na semana passada que estabelece as bases para um acordo que calcula o abastecimento de até 100 milhões de doses da vacina e a transferência de tecnologia para produção local pelo laboratório federal localizado no Rio de Janeiro. O ministério consentiu em pagar 97 milhões de dólares por 30 milhões de doses antes mesmo dos resultados dos testes que estão sendo realizados atualmente com a vacina no Brasil, que tem outras frentes para possível obtenção de uma vacina para a Covid-19, e em outros países, de forma a garantir preferência para mais 70 milhões de doses se a efetividade for comprovada. Segundo o ministério, serão investidos mais de 1,9 bilhão de dólares ao todo no acordo, sendo 1,3 bilhão referentes à encomenda tecnológica e o restante para processamento e adaptações necessárias às áreas produtivas e de controle de qucaracterísticaa Fiocruz. Enquanto o governo do Paraná se associou, o Instituto Butantan, do governo de São Paulo, firmou acordo com a companhia de China Sinovac Biotech para teste e desenvolvimento de uma possível vacina à também chinesa Sinopharm para rexecuçãode testes de uma outra candidata.O Ministério da Saúde também já alegou que negocia a possível compra da vacina em desenvolvimento pelo laboratório de Noruega Moderna, e também tem no radar a possível vacina da parceria Pfizer/BioNTech, que será testada no Brasil a partir deste mês.

– O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta quinta-feira confiar na efetividade da vacina contra a Covid-19 desenvolvida pela Universidade de Oxford com a biofarmacêutica britânica AstraZeneca, e ironizou o imunizante «daquele outro país», sem declarar diretamente a qual nação se referia. «Pessoal, se fala bastante da vacina da Covid-19. Nós entramos naquele consórcio lá de Oxford. Pelo que tudo menciona, dará certo e 100 milhões de unidades vão chegar para nós. Não é daquele outro país não, tá ok, pessoal? É da Oxford aí», declarou Bolsonaro em transmissão ao vivo nas redes sociais. «Quem não contraiu o vírus até lá… Eu não preciso tomar porque eu já estou safo», alegou o presidente, que declarou no fim de semana estar curado da Covid-19 após ter testado positivo para o coronavírus no começo do mês. Faz 2 meses, o Brasil assinou em o final um protocolo de intenção com a AstraZeneca para obter a vacina experimental desenvolvida por a companhia, com posterior produção nacional. Contudo, ainda não há um acordo formal chancelado pelo governo. O acordo calcula que 100 milhões de doses vão estar à disposição da população bde Brasil, se a vacina for eficaz e acertou-se a transferência de tecnologia também . Na transmissão nas redes sociais, Bolsonaro não declarou qual seria a outra vacina que ironizou. Atualmente, o governo estadual de São Paulo –governado por João Doria, adversário político e potencial rival de Bolsonaro na disputa presidencial em 2022– fechou um acordo com a empresa chinesa SinoVac Biotech para testagem e produção de um possível imunizante. O Instituto Butantan lidera os estudos com a candidata a vacina de China da SinoVac no Brasil.- A AstraZeneca AZN.L> declarou nesta quinta-feira que está tendo bons resultados de sua vacina contra Covid-19, já no período de testes de larga escala em humanos e vista amplamente como a líder na corrida por uma vacina contra o novo coronavírus. A farmacêutica também anunciou resultados que superaram suas estimativas de venda e lucro para o segundo trimestre graças nas vendas intensas de uma linha diversificada de produtos. A farmacêutica é a companhia britânica mais preciosa na bolsa de valores.A empresa registrou lucro principal por ação de 0,96 dólar no segundo trimestre, superando a estimativa de analistas, que era de 0,93 dólar por ação. «O desenvolvimento da vacina está avançando bem. Até agora, recebemos bons dados. Precisamos mostrar a eficiência do programa clínico, mas por enquanto tudo vai bem», declarou Pascal Soriot em uma teleconferência com a mídia. Pascal Soriot é o presidente-executivo da companhia. A AstraZeneca já fechou acordos com países para fabricar mais de dois milhões de doses de sua vacina contra Covid-19, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, e declara que ela pode ser aprovada até o final deste ano. A candidata a vacina está sendo testada no Brasil em estudo liderado no país pela Universidade Federal de São Paulo . Nos últimos meses, a companhia se empenhou no desenvolvimento de uma vacina contra Covid-19, recebeu bilhões de fundos governamentais, assinou vários acordos de distribuição e até foi assunto de uma especulação sobre uma megafusão – tudo isso sem negligenciar de seu negócio principal. Ela conservou suas projeções para 2020 nesta quinta-feira. Ainda não existe nenhuma vacina aprovada para a enfermidade provocada pelo novo vírus, mas considera-se a de a AstraZeneca por muitos depois que testes de estágio inicial em humanos mostraram que ela é, como a principal candidata segura e gerou uma reação imunológica.- João Doria declarou nesta sexta-feira que não irá politizar a busca por uma vacina contra a Covid-19, após o presidente Jair Bolsonaro declarar na véspera que confia na vacina desenvolvida pela Universidade de Oxford e ironizar o imunizante «daquele outro país». João Doria é o governador de São Paulo. A vacina da universidade britânica, em parceria com a farmacêutica AstraZeneca, está sendo testada no Brasil em estudo liderado pela Universidade Federal de São Paulo , e o governo federal assinou protocolo de intenção para receber doses, com posterior produção nacional. Contudo, ainda não há um acordo formal chancelado pelo governo. Já o governo de São Paulo, por meio do Instituto Butantan, está liderando estudo com a potencial vacina desenvolvida pela de China Sinovac Biotech, num acordo que também calcula envio de doses da vacina ao Brasil e posterior transferência de tecnologia para produção local. «Pessoalmente, não politizei o vírus e não politizarei a vacina. E mais uma vez lamento profundamente ações de extremistas que usando as redes sociais transmitem informações falsas, mentirosas, agressivas e temerosas à população dbrasileira ddeclarandoque a vacina produz econseqüênciacolaterais, que a vacina pode matar ou que a vacina não vfuncionará, ddeclarouDoria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo estadual. «Torço para que a vacina de Inglaterra, a vacina de Oxford, também seja aprovada na seu terceiro período de testes e possa ser usada aqui no Brasil, assim como em outros países, para resgatar vidas. Assim como a CoronaVac, a vacina produzida pelo Instituto Butantan juntamente com o laboratório chinês Sinovac», adicionou. Em sua transmissão semanal às quintas-feiras nas redes sociais, Bolsonaro comentou a parceria do governo federal para obter a vacina de Oxford e, aparentemente, ironizou a candidata cde China «Pessoal, se fala bastante da vacina da Covid-19. Nós entramos naquele consórcio lá de Oxford. Pelo que tudo menciona, dará certo e 100 milhões de unidades vão chegar para nós. Não é daquele outro país não, tá ok, pessoal? É da Oxford aí», declarou o presidente. VALE DO RIBEIRA Doria e Bolsonaro são desafetos políticos e chegaram a trocar farpas públicas durante uma reunião entre o presidente com governadores da Região Sudeste durante a pandemia. O chefe do Executivo paulista é um potencial oponente de Bolsonaro na votação presidencial de 2022. Também na transmissão semanal de quinta, Bolsonaro indicou a intenção de viajar para a região do Vale do Ribeira, no litoral sul paulista, e convidou Doria a viajar com ele no helicóptero da Presidência da República. O presidente declarou que caso ela fosse colocada no período vermelho do plano de reabertura da economia paulista, não visitaria a região, o que foi anunciado pelo governo estadual nesta sexta, diante da piora dos índices da pandemia nas cidades da região. Na entrevista desta sexta, Doria declarou que não seria um bom momento para o presidente visitar a região e rejeitou o convite presidencial. «Soube também –aliás o presidente fez questão de divulgar isso em suas redes sociais– que o presidente pretende visitar o Vale do Ribeira, aqui no Estado de São Paulo. Por óbvio que ele é sempre bem-vindo, mas visitar o Vale do Ribeira neste momento para caminhar de jet-ski no rio Ribeira e passear de helicóptero, talvez não seja o melhor momento», declarou Doria. O governador alegou, no entanto, que o governo federal pode ser parceiro do estadual em programas para a região. Declarou: «Em todos eles o governo federal pode ser parceiro do governo do Estado de São Paulo». «E quem sabe aí, e após essas manifestações, eu me disponha a passear de jet-ski com o presidente Jair Bolsonaro no Vale do Ribeira. Neste momento, a nossa prioridade é proteger vidas, garantir a saúde da população em todo o Estado de São Paulo.»

Na quarta-feira 22 de julho general Eduardo Pazuello alegou que o governo federal também abrirá negociações com a Pfizer para a possível compra de uma candidata a vacina desenvolvida pela farmacêutica norte-americana em parceria com a companhia de Alemania de biotecnologia BioNTech, que seria testada no Brasil. General Eduardo Pazuello é o ministro interino da Saúde.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY POSITIVE

Countries: Brazil, Argentina

Cities: Sao Paulo, Parana

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Brasil busca opções para vacina da Covid-19 por temer atraso da AstraZeneca
>>>>>Bolsonaro diz confiar em vacina para Covid-19 de Oxford e ironiza a ‘daquele outro país’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>’Até agora, tudo bem’, diz AstraZeneca sobre testes de vacina contra Covid-19 – July 30, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Doria diz que não politizará vacina contra Covid-19 após ironia de Bolsonaro – (Extraoglobo-pt)

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