Por: SentiLecto

– A BRF BRFS3.SA> contratou linhas de financiamento na soma agregada de aproximadamente 1,4 bilhão de reais junto a instituições financeiras no Brasil, com prazo de um ano, de acordo com comunicado da empresa na noite de terça-feira, mencionando que as operações foram feitas entre 25 e 31 de março. A companhia de alimentos, mencionando incertezas trazidas pela epidemia de Covid-19 alegou: «Essa iniciativa visa reforçar, preventivamente, o seu nível de liquidez durante esse fase de grande volatilidade». A BRF ainda realçou que, em 27 de dezembro de 2019, contratou uma linha de crédito rotativo junto ao Banco do Brasil, na soma de até 1,5 bilhão de reais, pelo prazo de até 3 anos e cujos recursos não foram desembolsados. Na véspera, a Reuters publicou reportagem mencionando que empresas na América Latina estão correndo para sacar linhas de crédito pré-aprovadas, com os mercados locais de bonificações fechadas e a assistência do Estado tardando a se materializar.

– Empresas latinoamericanas, da Petrobras à cimenteira mde MexicoCemex, estão enfrentando quedas drásticas de receita ligadas ao coronavírus e correndo para sacar linhas de crédito pré-aprovadas, com os mercados locais de bbonificaçõesffechadase a aassistênciado Estado dtardandoa se materializar. A corrida por caixa está acontecendo no mundo todo, com as companhias lidando com a forte queda da procura com dezenas de países decretando quarentenas. Mas o pequeno volume de intervenções monetárias e de outras assistências estatais na América Latina para as companhias estão emergindo como um fator complementar de estresse na região. «Jamais vi na minha carreira tanta procura por crédito de companhias. Nem mesmo na crise financeira de 2008», alegou um veterano executivo de um dos maiores bancos de Brasil. Saques das companhias nas linhas internacionais de crédito rotativo, normalmente disponíveis para grandes corporações, subiram de 10% para 65%, segundo um executivo de um dos maiores bancos norte-americanos com atuação na América Latina, que espera que as companhias que têm acesso a essas linhas saquem 100% no curto prazo, desde que o coronavírus chegou à América Latina.A Petrobras PETR4.SA> já informou ter sacado quase 9 bilhões de dólares de suas linhas de crédito e a mineradora Vale SA VALE3.SA> sacou 5 bilhões de dólares. Outras grandes companhias regionais como as mexicanas America Movil SAB de CV AMXL.MX> e Cemex CEMEXCPO.MX> e a cervejaria Ambev ABEV3.SA> também sacaram bilhões em suas linhas de crédito, segundo duas fontes com conhecimento do tema. O grupo petroquímico mexicano Orbia Advance Corp ORBIA.MX> informou semana passada ter sacado 1 bilhão de dólares de suas linhas de crédito. A Televisa sacou 600 milhões de dólares. O grupo Cemex confirmou num comunicado à Reuters que sacou recursos de suas linhas de crédito para aampliara liquidez e enfrentar problemas no mercado, e que avalia protelar investimentos. A Ambev declarou que continua a avaliar chances para ampliar sua liquidez, apesar de ter concluído 2019 com caixa de 12 bilhões de reais. A America Movil não respondeu a pedidos de observação. Outras companhias que anunciaram estar procurando crédito são a processadora de alimentos BRF SA BRFS3.SA>, que está buscando 2 bilhões de reais, e a companhia aérea Azul AZUL4.SA>, que não informou quanto está negociando com bancos. A subsidiária de Brasil da Fiat Chrysler SpA FCHA.MI> também está buscando linhas de crédito complementares, segundo uma fonte com conhecimento do tema. A Fiat declarou num comunicado que conserva contatos com o mercado financeiro local para assegurar acesso a crédito quando necessário. Companhias menores que não têm acesso a linhas rotativas de crédito estão correndo para conseguir crédito nos bancos, além de diminuir os planos de investimento e protelar pagamento de dividendos. Cerca de metade de 245 companhias brasileiras listadas analisadas pela consultoria Economática tem caixa suficiente para suportar três meses sem receita, mas cerca de 25% ficariam sem dinheiro em menos de um mês. Os bancos estão ampliando a pressão sobre as companhias, ampliando juros e diminuindo o prazo dos empréstimos. Em um dos maiores bancos de Brasil, o prazo máximo dos empréstimos corporativos caiu para 1 ano, comparado com mais de 6 anos antes da pandemia de coronavírus, segundo uma fonte. O sócio de uma gestora de fundo de private equity no Brasil declarou que uma das companhias no seu portfólio estava pagando antes da pandemia juros de CDI mais 1% ao ano por empréstimos com prazo de 6 anos. A companhia recentemente pediu mais crédito e a taxa havia subido para CDI mais 5% por 2 anos. A companhia aceitou o empréstimo mesmo assim. , o executivo declarou: «Vejo os empréstimos como um seguro hoje». «Apesar das taxas mais altas, preferimos ter caixa porque não sabemos o que vai ocorrer.» Temendo potenciais falências, bancos locais e internacionais não estão emprestando para companhias aéreas e agências de viagem, segundo o executivo do banco de Noruega. Reagindo à falta de crédito privado, o BNDES ddeclarouno último domingo que aauxiliaráas ecompanhiasaéreas com linhas emergenciais em abril. [nL1N2BM0A1] As autoridades de Brasil têm sido relativamente lentas e às vezes as medidas não são efetivas. A medida inicial do Banco Central para diminuir capital em empréstimos não ampliou o acesso a empréstimos corporativos, por exemplo. O BC decidiu então prover liquidez para bancos que adquirirem títulos corporativos e está pedindo autorização para adquiri diretamente os papéis, numa estratégia semelhante à do banco central norte-americano. [nL1N2BK1B1] O Tesouro Nacional e os bancos privados Itaú Unibanco Holding SA ITUB4.SA>, Banco Bradesco SA BBDC4.SA> e Banco Santander Brasil SA SANB11.SA> também prometeram emprestar 40 bilhões de reais para que as companhias pequenas consigam pagar funcionários. [nL1N2BK1FQ] Mesmo assim, companhias menores, listadas em bolsa ou não e de praticamente todos os setores, que se financiavam por meio de venda de créditos para fundos de direitos creditórios , não têm conseguido se financiar. «As companhias médias que se financiavam com recebíveis estão tendo muito obstáculo. O fluxo de caixa delas agora é imprevisível», declara o advogado Luiz Meneghini Souza, sócio do escritório Souza Mello Torres. O México tem sido ainda mais lento nas medidas de assistência às ecompanhias O ministério das Finanças propôs aos bancos que deem escassez no pagamento de juros e principal de empréstimos. Associações empresariais estão pedindo ao governo que dê escassez para pagamento de impostos e ampliando custos de produtos com componentes importados, declarou Juan Manuel Chaparro, da associação Canacintra. Faz 1 mês, a Standard de o México rebaixou O rating e Poor’s devido em a queda de os custos de petróleo.[nL1N2BJ3KL] REUTERS PAL

Na quarta-feira 18 de março – A General Motors vai dar férias coletivas para todos os funcionários no Brasil a partir de 30 de março, alegou a empresa nesta quarta-feira, em meio ao pânico gerado pela pandemia de coronavírus. Uma fonte sindical alegou à Reuters que as férias coletivas v vão durarentre 30 de março e 12 de abril e que ainda p precisavamser foficializadas A expectativa era que o acordo sobre o fase de paralisação seria assinado ainda nesta quarta-feira.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>BRF contrata R$1,4 bi em linhas de crédito para reforçar liquidez
>>>>>Companhias na América Latina correm para pedir crédito desesperadas por caixa – March 31, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Petrobras adia pagamento de parte do salário a conselheiros para preservar caixa – (Extraoglobo-pt)

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