Por: SentiLecto

– O dólar abandonou a alta de mais cedo e alternava leve queda e estabilidade ante o real nesta sexta-feira, em dia de vaivém nos custos e depois de na primeira hora de pregão já ter operado em baixa, com os negócios seguindo a perda de alento da moeda no exterior e atenciosos a declarações de um diretor do Banco Central sobre volatilidade cambial. Às 11:46, o dólar recuava 0,49%, a 5,1892 reais na venda. O câmbio oscilou entre alta de 0,76%, a 5,2541 reais, e queda de 0,52%, para 5,1875 reais. Na B3, o dólar futuro recuava 0,37%, a 5,1935 reais, após máxima de 5,2540 reais. Para Álvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais, » pode voltar um pouco, e a tendência é que a moeda fique oscilando nessa faixa, mais próximo dos 5,20 reais». Nquanto algumas divisas emergentes tomavam algum alento, o dólar cedia 0,41% contra outras moedas, indo às mínimas da sessão nos EUA, e.Do lado macro, as vendas de novas moradias unifamiliares nos Estados Unidos subiram mais do que o esperado em junho, amenizando receios sobre o ritmo da retomada econômica nos EUA, com os temores gerais elevados por renovadas tensões sino-americanas. O mercado acompanhava ainda declarações do diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, de que a volatilidade cambial aborrece e está sendo estudada pela autoridade monetária, mas se adaptam os instrumentos de os quais o BC dispõe que há entendimento de que não para atuação » para isso «. A volatilidade implícita nas alternativas de dólar/real para três meses estava em 18,6%, quase 2 pontos percentuais acima de mínimas de dois dias atrás. Apesar de a alguma distância dos platô de mais de 22% do fim de junho, a volatilidade do real se conserva como a mais alta entre as principais moedas emergentes.

– Bruno Serra alegou nesta terça-feira que as reservas internacionais e a posição cambial líquida do BC próximas de máximas históricas em relação ao Produto Interno Bruto dão na autoridade monetária conforto para seguir atuando no mercado de cotação caso necessário, conforme texto de apresentação. Bruno Serra é o diretor de Política Monetária do Banco Central .Ainda de acordo com o documento, o diretor indicou que a incerteza em torno do tamanho do hiato do produto, bem como do ritmo de recuperação, segue acima do comum. Ainda que a «disparidade» entre setores da economia tem que ser qualidade deste ciclo, serra declarou.- As reservas internacionais e a posição cambial líquida do Banco Central próximas de máximas históricas em relação ao Produto Interno Bruto dão à autoridade monetária conforto para seguir atuando no mercado de ccotaçãocaso necessário, aassinalouo diretor de Política Monetária da autarquia, Bruno Serra. Faz 4 dias, por a concepção liquidez, as reservas cambiais estavam de dólares em o dia 20, segundo dado mais atualizado. Já a posição cambial líquida do BC –que desconta utilização das reservas em instrumentos como linhas com recompra, empréstimos em moeda estrangeira e swaps cambiais, entre outros– estava em 299,964 bilhões de dólares no último dia 10, conforme dado mais recente disponibilizado pelo BC. Veja gráfico da apresentação de Serra, divulgada nesta terça-feira: A autarquia não faz intervenções líquidas no mercado de cotação desde o início do mês, fase em que a volatilidade cambial foi alvo de discussões no mercado devido ao intenso vaivém nos custos do dólar. O estoque de swaps cambiais do BC no mercado é de 56,988 bilhões de dólares. A última oferta líquida de swaps cambiais tradicionais –cuja colocação equivale à venda de dólares no mercado futuro– oaconteceuem 19 de maio, com venda de 500 milhões de dólares nesses contratos. Desde então, o BC tem se restringido a fazer operações de rolagem de swaps. A mais recente liquidação de venda de dólar no mercado à vista aocorreuem 2 de julho, num total de 365 milhões de dólares. Faz 22 dias, o BC liquidou em o último recompra de 2,550 bilhões de dólares referentes a linhas de dólares. Sobre a volatilidade do real, Serra mencionou na apresentação ampliação de negociações com minicontratos de dólar futuro. Segundo ele, em outros mercados o crescimento de volume nos minicontratos costuma ampliar liquidez e diminuir spreads de compra e venda. «No mercado local de cotação vem acontecendo elevação coincidente da volatilidade da proporção dos minicontratos no volume total. Não necessariamente há relação de causalidade», declarou ele na apresentação. A volatilidade cambial reduziu nos últimos pregões, mas segue mais alta quando comparada a níveis vistos em outros mercados emergentes. Serra declarou ainda que o menor diferencial de juros brasileiro em relação a outros mercados «traz desafios para a política cambial» e adicionou que eventual ajuste futuro no grau de estímulo monetário «vai ser residual». A Selic –taxa básica de juros do país– está em 2,25% ao ano. O Comitê de Política Monetária do BC se reúne novamente nos dias 4 e 5 de agosto para reavaliar a política monetária. Ainda de acordo com o documento divulgado nesta terça, o diretor do BC indicou que a incerteza em torno do tamanho do hiato do produto, bem como do ritmo de recuperação, segue acima do comum. Ainda que a «disparidade» entre setores da economia tem que ser qualidade deste ciclo, serra declarou.- O diretor de Política Monetária do Banco Central, Bruno Serra, alegou nesta sexta-feira que a volatilidade cambial aborrece e está sendo estudada pela autoridade monetária, mas adaptam-se os instrumentos de os quais o BC dispõe que há entendimento de que não para atuação » para isso «. Ele, em live promovida pela XP Investimentos alegou: «Mas veremos como evolui nosso entendimento sobre o assunto e se há algo que possamos fazer pra atuar». Segundo Serra, os instrumentos do BC não são feitos para a autarquia atuar numa volatilidade como ela tem acontecido, numa janela intradiária ou de dois dias, por exemplo.

Na quinta-feira 16 de julho – O governo editou Medida Provisória que dá respaldo a ações anunciadas pelo Banco Central no fim de junho, num segundo pacote estruturado pela autoridade monetária para destravar o crédito em meio à pandemia de coronavírus, especialmente para as ecompanhiasde menor porte. Com a MP, o governo abriria a porta para uma diminuição do volume de capital necessário pelas instituições financeiras para conservar ativos decorrentes de diferenças provisória fiscais. Em troca da vantagem, os bancos teriam que conceder créditos novos para microempresas e companhias de pequeno porte, no âmbito do chamado Capital de Giro para Preservação de Empresas , obedecendo a condições que serão estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional . O BC já havia realçado que essa era a medida com maior efeito no seu novo pacote. A autoridade monetária nesta quinta-feira alegou: » estimava-se que este programa podia, potencialmente, ampliar a concessão de crédito para microempresas e companhias de pequeno e médio porte em 120 bilhões de reais, sendo os riscos e recursos integralmente suportados pelas instituições financeiras». Em outra frente, a MP também regulamentava o compartilhamento de alienação fiduciária de bem imóvel. Com isso, o mutuário poderia utilizar parte do que já foi pago no seu financiamento imobiliário, podendo tomar esse dinheiro emprestado da instituição financeira ao mesmo preço acertado no contrato original. A MP dispensava ainda a pré-requisito da apresentação de documentos comprobatória de regularidade perante o poder público por parte dos interessados em realizar operações de venda de título privado ao Banco Central, dentro de chance aberta pela Emenda à Constituição do Orçamento de Guerra. Segundo o BC, isso daria «eficácia e agilidade à rexecuçãodas operações, voltadas ao pronto enfrentamento da ctragédiapública nacional, e de seus efeitos no sistema econômico, em vantagem do setor produtivo real, do emprego e da renda do trabalhador».

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: United States

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Dólar volta a cair atencioso a moeda no exterior e fala de diretor do BC
>>>>>Proporção de reservas internacionais e posição cambial sobre PIB dá conforto para BC atuar no câmbio, diz Serra – July 21, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Reservas internacionais e posição cambial dão conforto para BC atuar no câmbio, diz Serra – July 21, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Instrumentos do BC não são adequados pra atuar na volatilidade do câmbio, diz diretor – July 24, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>BC começa a ver volatilidade cambial mais clara, mas quanto menos intervenção melhor, diz Campos Neto – (Extraoglobo-pt)

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