Por: SentiLecto

A pandemia do coronavírus trouxe consigo a necessidade do isolamento social para diminuir as possibilidades de contaminação pela enfermidade, provocando, ao mesmo tempo, rompimento em condutas e mudança de costumes. Por isso, diversos prestadores de serviço viram sua renda mensal ser diminuída substancialmente e, para solucionar o problema, inovaram digitalizando os negócios: fotógrafos passaram a fazer ensaios virtuais; professores de yoga, a oferecer aulas por videoconferência; planos odontológicos instauraram desde contratação digital até consultas online; e as escolas já se preparam para um regresso em que as cantinas serão totalmente digitalizadas.

Apoia-se a flexibilização de o isolamento em a pré-requisito de cumprimento de diversas medidas, principalmente de higiene. Elas integram o “novo normal” dos negócios, detalhado em protocolos de atendimento elaborados pelo Sebrae para orientar empreendedores de 47 segmentos. O conteúdo pode ser diminuído gratuitamente no site sebrae.com.br/retomada. Leia mais

Na segunda-feira 29 de junho os estabelecimentos comerciais de médio e pequeno portes dos bairros ganharam força durante a pandemia do novo coronavírus. Um levantamento realizado pelo Instituto Fecomércio de Pesquisas e Análises assinalava que 81,9% dos consumidores no Estado do Rio priorizaram essa espécie de comércio durante o fase de distanciamento social, e 82,2% pretendiam continuar adquirindo nesses locais quando a situação se normalizar.

A fotógrafa Sara Emídio, de 29 anos, conta que muitos clientes pararam de requerer os ensaios não só pela crise econômica, mas por causa do medo de contágio. Mesmo informando que realizaria os cliques de uma distância segura, com utilização de máscara e álcool em gel, ele viu o faturamento cair mais de 50%. Então, há um mês, resolveu oferecer ensaios virtuais, feitos de forma remota, pelo Facetime, para clientes que têm Iphone, ou do Skype, para clientes Android.

— Antes, o meu pacote mínimo custava R$ 400, com direito a 50 fotografias, além de pendrive e revelações. Com o ensaio virtual, consigo cobrar R$ 120, porque não há o preço do deslocamento, e o cliente recebe de 20 a 30 fotografias online — conta Sara, que pretende conservar a alternativa de ensaio mesmo após o fim da pandemia.

Para a professora de yoga Daniela Pimentel, de 38 anos, o movimento foi inverso: antes da pandemia, ministrava cerca de duas aulas por dia. Agora, dá quatro aulas particulares diariamente, através de aplicativos, tendo inclusive estudantes nos Estados Unidos e na Suíça.

— Depois que tudo passar, continuarei com as aulas online para quem não conseguir me encontrar. Mas, para atrair estudantes novos, tive que diminuir o custo do pacote de R$ 450 para R$ 200. Os meus estudantes antigos, no entanto, continuam pagando integralmente — conta.

A professora do laboratório de análise de dados da FEA, Alessandra Montini, acredita que a desmaterialização dos serviços, isto é, a transposição para o online vai ser uma herança da pandemia. Em sua visão, essa medida traz soluções para a rotina das cidades, oferecendo maior comodidade para as pessoas e incentivando a adoção da sustentabilidade..

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— As populações das cidades têm ampliado bastante. Tudo que puder ser digitalizado, vai ser e serão as companhias que vão ir atrás do cliente, facilitando a sua vida — declara ela, completando: — Sem a necessidade de se deslocar tanto, temos a chance de diminuir os carros nas ruas e a emissão de gases poluentes.

A União, por sua vez, se deparou com a fragilidade de seus próprios bancos de dados e a necessidade urgente de aperfeiçoar sistemas. Se por um lado comemora a assistência concedida a 65 milhões de cidadãos, por outro, precisa reconhecer milhares de fraudes e recusas de vantagens a quem precisa.

A W Dental, por exemplo por sua vez, arremessou sua contratação totalmente pela internet no fim de fevereiro. A W Dental, por exemplo é primeira odontotech brasileirabrasileira que tem por objetivo democratizar a saúde bucal. Igor Pereira revela que esperava que a companhia fosse impactada negativamente pela covid. Igor Pereira é o sócio fundador. No entanto, teve uma bonita surpresa, atingindo dois mil beneficiários em poucos meses:

— A tecnologia nos permitiu ter ganhos na distribuição, porque a venda é direta para o cliente, e ganhos na eficiência operacional. Com isso, conseguimos disponibilizar um plano com todos os procedimentos exigidos pela Agência Nacional de Saúde Suplementar , além de outros serviços, como clareamento caseiro, por somente R$ 29,90, cerca de 35% mais barato que os demais do mercado.

Tomando a prevenção como uma das estratégias para diminuir gastos e viabilizar o negócio, a W Dental ainda oferece consultas virtuais para emergências e um telefone SOS 24 horas, para o qual o cliente pode ligar a fim de receber orientações e, se necessário, requerer a ida de um dentista até seu domicílio.

Desde 2012, a startup Nutrebem é culpado pela instalação de tótens em escolas para compras de lanches em cantinas, com o objetivo de diminuir a utilização do dinheiro em espécie, visto como meio propício para contaminação por vírus e bactérias, além de reduzi o tempo de espera dos estudantes em filas. O fundador Henrique Mendes conta que a solução surgiu na época que o H1N1 era a grande preocupação e, agora, a companhia melhorou a ideia para tornar a compra de merendas ainda mais digital.

— Desenvolvemos um aplicativo no qual os pais fazem compra dos lanches para os estudantes e a cantina consegue levar para a sala ou para o pátio, evitando a necessidade de deslocamento da criança — declara ele, adicionando: — Vamos levar essa solução para as 250 escolas onde atuamos, dentre elas o Mopi, o Bahiense e o Cec.

— Nos últimos dez dias, 50 escolas entraram em contato conosco. Hoje, 95% das escolas trabalham basicamente com dinheiro vivo, que oferece um grande risco de contágio.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Herança da pandemia: não é mais necessário estar presente para prestar serviços
>>>>>Legado da pandemia: o que muda na vida das pessoas em relação a consumo, finanças, trabalho, saúde e serviços – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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