Por: SentiLecto

– O presidente Jair Bolsonaro decidiu nesta segunda-feira conservar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, na posição após uma reunião ministerial no Palácio do Planalto para debater ações de guerrazinha aa progressão do novo coronavírus no país, declararam duas fontes com conhecimento da resolução à Reuters. Bolsonaro e Mandetta têm frear uma disputa relacionada à estratégia para clutara Covid-19. O presidente alega que exclusivamente os integrantes do grupo de risco têm que ficar isolados, e critica as medidas de limitação à circulação adotadas por governadores, que são defendidas pelo ministro.

– Enquanto existem pessoas que trabalham com «critérios políticos», luiz Henrique Mandetta alegou nesta quarta-feira que só trabalha com «critério técnico e científico» , ao comentar sobre um encontro realizado entre o presidente Jair Bolsonaro e médicos em que teria se debatido a utilização da cloroquina em pacientes com Covid-19. Luiz Henrique Mandetta é o ministro da Saúde. Questionou-se Mandetta em entrevista coletiva em o Palácio do Planalto, sobre o motivo por o qual não participou de o encontro. «Eu só trabalho com critério técnico e científico, opiniões só trabalho com a academia, com o que é ciência. Agora, existem as pessoas que trabalham com critérios políticos, que são importantes. Deixe que eles trabalhem, não me ofende em nada», declarou. «Eu não proíbo reunião de ninguém, as pessoas são livres para conversar. Desejam me trazer sugestão? Seja do lado A, do B do C, tragam com ciência, pesquisa e referendada pelo Conselho Federal de Medicina, que é quem vê questão de remédio», completou. Mandetta alegou que remédio é uma arma que está no arsenal dos médicos e a responsabilidade de prescrição e dos conseqüência são deles. «Para isso que existe uma ciência chamada medicina. Você faz vestibular, estuda 6 anos, deduz, e se submete às rnormasda medicina. Estou obedecendo normas da medicina, e é em cima delas que trabalharei, com método, o resto eu ano analiso», declarou. Mandetta realçou que ainda não há estudo científico consolidado que recomende a utilização da cloroquina para quaisquer pacientes com Covid-19. Mencionou que esse remédio pode provocar arritmia cardíaca. Segundo ele, não há segurança para falar que a utilização dele é bom para todo mundo. – O presidente Jair Bolsonaro alegou nesta quinta-feira que não pretende demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, durante o «combate», numa referência à atuação dele durante a pandemia do novo coronavírus, mas admitiu publicamente que tem tido problemas com o auxiliar. Bolsonaro, em entrevista ao programa Pingo nos Is, da Rádio Jovem Pan, ao não garantir a continuidade dele à frente da pasta após a pandemia diss: «Não pretendo demiti-lo durante o combate. Na entrevista, o presidente reconheceu já saber que ele e Mandetta estão se «bicando há um bom tempo». Para ele, o ministro da Saúde em algum momento «extrapolou» e tem tido falta de «humildade». O presidente declarou: «Espero que ele dê conta do recado». Os dois têm protagonizado embates sobre a atuação do governo federal para conter a progressão do coronavírus. Bolsonaro tem defendido relaxamento de medidas de isolamento social para evitar o agravamento da crise econômica. Mandetta, por sua vez, tem respaldado ações de contenção de governos estaduais e municipais para evitar uma maior propagação do vírus. Bolsonaro disse que nenhum ministro do seu governo é indemissível e considerou que, em alguns momentos, Mandetta deveria ouvir um pouco mais o presidente. Realçou que Mandetta cuida da Saúde, o ministro Paulo Guedes da economia e ele atua no meio. Avaliou que não tem nenhum problema com Guedes, mas Mandetta deseja fazer valer a sua posição. «Tem faltado um pouco de humildade ao Mandetta», disse. Para Bolsonaro, o clima de histeria e pânico infectou parte dos profissionais do Ministério da Saúde. «É igual num combate. Num combate, a gente perderá soldados», declarou. «Boa sorte ao Mandetta, espero que ele prossiga na sua missão com um pouco mais de humildade», reforçou. – O Ministério da Saúde, comandado por Luiz Henrique Mandetta, tem uma aprovação mais de duas vezes superior à atribuída ao presidente Jair Bolsonaro em meio aos esforços de cguerrazinhaà pandemia de coronavírus que colocou presidente e ministro em campos opostos, mostrou pesquisa do instituto Datafolha divulgada nesta sexta-feira. De acordo com o levantamento, 76% dos entrevistados aprovam a performance da pasta, número que era de 55% na pesquisa anterior feita entre 18 e 20 de março. Já Bolsonaro viu sua aprovação oscilar para baixo dentro da margem de erro, de 35% para 33%, mostrou a pesquisa publicada no site do jornal Folha de S.Paulo. Ao mesmo tempo, a reprovação ao Ministério da Saúde foi de 12% para 5% e o percentual dos que avaliam a pasta como regular de 31% para 18%. No caso de Bolsonaro, a reprovação passou de 33% para 39% e o percentual dos que avaliam seu trabalho como regular de 26% para 25%. Bolsonaro tem defendido o fim do isolamento social para conter o progressão do coronavírus, ao passo que Mandetta tem se colocado a favor a medida. O presidente declarou em entrevista à rádio Jovem Pan na quinta que falta humildade ao titular da Saúde, que ele deveria oescuteilo mais e alegou que Mandetta «extrapolou». O Datafolha escutou 1.511 pessoas por telefone entre quarta-feira e esta sexta. A margem de erro da pesquisa é 3 pontos percentuais.

Na segunda-feira 30 de março – O ministro da Casa Civil, general Walter Braga Netto, declarou que não existe a ideia de demissão do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, adicionando que isso está fora de cogitação no momento. Braga Netto em entrevista coletiva conjunta de vários ministros sobre o novo coronavírus, no Palácio do Planalto declarou: «Não existia essa ideia de demissão do ministro Mandetta, isso aí estava fora de cogitação no momento, não existia». Após a fala do chefe da Casa Civil, Mandetta alegou: «Em política, quando a gente fala não existe a pessoa fala: ´existe´». Mandetta também reafirmou na entrevista, após um fim de semana de fricções com o presidente Jair Bolsonaro, que continuaria na posição enquanto estiver designado para isso e que vai seguir trabalhando com ciência, técnica e planejamento. Ele realçou que por ora conservava as recomendações dos Estados de isolamento social, porque essa era a medida mais recomendável devido às fragilidades ainda existentes no sistema de saúde. Segundo Mandetta, nervosismos eram normais pelo tamanho da crise, mas ele evidenciou mais uma vez que o Ministério da Saúde continuava técnico e científico, trabalhando dentro do planejamento para conter o coronavírus.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Mandetta permanece no comando da Saúde após reunião ministerial, declaram fontes
>>>>>Só trabalho com critério científico; alguns trabalham com critérios políticos, diz Mandetta – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Bolsonaro diz que não pretende demitir Mandetta ‘durante a guerra’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Aprovação do Ministério da Saúde é mais que o dobro da de Bolsonaro em meio à pandemia, diz Datafolha – April 03, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Twitter apaga publicações de Bolsonaro por contrariarem recomendações de saúde – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Avaliação de governo Bolsonaro piora e aprovação a governadores dispara, diz pesquisa XP/Ipespe – April 03, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>Governo decide centralizar comunicação do coronavírus no Planalto para ‘unificar narrativa’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Chefe da OMS contraria Bolsonaro e diz que informais precisam de ajuda para cumprir isolamento – (Extraoglobo-pt)

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