Por: SentiLecto

A crise provocada pela pandemia do coronavírus mostrou uma dura realidade para o esporte de Brasil. Por mais que, nesta década, as entidades tenham investido muito no meio digital, o esporte não sabe o que é estar preparado para ter o pensamento digital. A falta de iniciativa do esporte de Brasil geralmente nesse momento de crise é a prova de que o pensamento ainda é analógico.

A falta de liderança e, mais ainda, de proatividade em resolver problemas, é uma qualidade típica do país. Entregar as estruturas físicas para utilização em caso de pandemia é um gesto ótimo de solidariedade. Mas achar que isso é suficiente é um erro.

Na terça-feira 24 de março depois de 17 mil mortes ao redor do mundo, número que lamentavelmente estava bastante distante de se estabilizar, o COI achou razoável anunciar o deferimento dos Jogos Olímpicos de 2020. A insistência da entidade e do governo de Japon em diminuir a crise e conservar as datas do acontecimento entraria para a lista de maiores desonras do maior acontecimento desportivo do planeta.

Por aqui estamos parados, enquanto nos Estados Unidos e na Europa as entidades souberam dar respostas rápidas à crise.Já há duas semanas a Máquina do Esporte tem tentado mostrar que existem diversas iniciativas sendo executadas no exterior que podem facilmente ser replicadas no Brasil por qualquer modalidade desportiva.

A Porsche Cup e a Ultimate Drift foram as primeiras a perceber que o intervalo não seria curta e que era preciso comportar-se, já no primeiro final de semana sem esporte no país. Modificaram as suas competições reais em simulações virtuais, transmitidas em seus canais digitais. Assim, conservaram desportistas e marcas ativas e, mais do que isso, entregaram algo aos fãs. O NBB, que mas o futebol, que é o segmento com melhores condições financeiras e quantidade de funcionários em suas estruturas de marketing e comunicação, parece completamente paralisado em olhar como conservar fontes de receita ativas, como o sócio-torcedor, também tem feito alguma movimentação, com a produção de muito conteúdo com desportistas e famas do basquetebol nas redes. , mas sem entregar nada novo para seus patrocinadores, que naturalmente vão preferir cancelar seus investimentos já que nada lhes é entregue pelo clube.

Com milhões de seguidores nas redes sociais, os clubes tinham como dever montar opções. Realizar torneios virtuais de videogame é a ideia mais fácil de se executar e que mais traria regresso nesse primeiro momento. Poderia engajar sócios-torcedores, justificar o salário dos funcionários e ainda dar regresso para os patrocinadores.

Mas, para isso, os clubes precisariam compreender que o negócio deles não pode ficar todo centralizado no jogo de futebol físico. Já passamos da hora de termos ideias que são somente solidárias. É preciso olhar a manutenção do próprio negócio ativo. E, se tem uma coisa que a pandemia vai nos deixar como herança é o aprendizado de que, para uma companhia ser digital, ela não pode somente ter muitos seguidores nas redes sociais.

O esporte parece ainda não saber que seu produto é bastante mais que um acontecimento ao vivo.

É admirável notar como ainda estamos em letargia. Já temos o exemplo chino para tomar como base de qualquer planejamento. A volta às atividades, se tudo correr minimamente bem dentro do que ainda estamos esperando acruzar deve aocorrerdaqui dois ou três meses. Então, não faz sentido aguardar para ver o que depois que pudermos ter segurança de tirar a cabeça para fora de casa, vai ocorrer e não nos infectarmo de maneira brutal.

Fonte: maquinadoesporte-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: United States, Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Análise: Esporte não sabe ser uma companhia digital
>>>>>Análise: Esporte, precisamos olhar os próximos passos – March 30, 2020 (maquinadoesporte-pt)

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