Por: SentiLecto

Jardel espera novo campeão nacional relaxado na Luz e avalia contratação de Paulinho.O campeão nacional Sporting vai abordar com serenidade o dérbi de sábado frente ao Benfica, da 33.ª e penúltima jornada da I Liga, projetou à agência Lusa o ex-futebolista bde BrasilMário Jardel, figura leonina no título de 2001/02.»Podemos esperar um Benfica a querer estragar um pouco da festa do Sporting e um Sporting totalmente relaxado e a atuar de forma tranquila. Acho que vai jogar mais do que nos últimos jogos e tem boas possibilidades de ganhar», avaliou o ex-avançado, de 47 anos, principal figura do 18.º e penúltimo campeonato dos leões, com 42 golos em 30 jogos.O Benfica, terceiro colocado, com 70 pontos, recebe o líder Sporting, com 82, no sábado, às 18:00, no Estádio da Luz, em Lisboa, com o clube de Alvalade em busca de ser o primeiro a acabar invicto uma edição da I Liga disputada em mais de 30 jornadas.»Há esse fator de não perder para o Benfica e de não desejar que o adversário quebre essa invencibilidade. Os jogadores devem pôr na cabeça que é como se o campeonato não estivesse acabado. Ainda mais por ser contra o Benfica, que deseja estragar essa marca e não deixar que o Sporting seja campeão invicto. Tudo isso estimula», admitiu Mário Jardel.Os leões têm 25 triunfos, sete empates e zero derrotas e haviam superado com a vitória no estádio do Rio Ave , à 31.ª ronda, o então recorde de invencibilidade no mesmo campeonato detido por Benfica e FC Porto .»Teve um momento meio difícil, em que empatou três vezes, ganhou uma e foi a Braga. Aquele jogo era crucial emocionalmente e para o clube. Superaram-se. É o vocábulo certo. Mostraram que estavam ali para ganhar o campeonato. Sempre acreditei que, jamais mais perdia o título, se o Sporting ganhasse em Braga. Foi o que ocorreu», vincou.Líder isolado desde a sexta ronda, o Sporting sagrou-se na terça-feira campeão nacional pela 19.ª vez, 19 anos após o último título, em 2001/02, quando tem mais oito pontos do que o FC Porto, segundo colocado e anterior detentor do cetro, e restam disputar seis.»Tiro o chapéu ao Rúben Amorim pelo trabalho que a equipa técnica fez. É importante para o treinador ter os jogadores na mão dentro do balneário, eles serem obedientes, não ter picuinhas nem brigas e apostar em jovens. Acredito que o Sporting tem camadas jovens bastante boas, tanto é que já vendeu Figo, Cristiano Ronaldo, Nani e outros», notou.Mário Jardel distribui méritos pela estrutura do clube, da direção aos desportistas, passando pelo diretor esportivo Hugo Viana, com quem celebrou em 2001/02, numa temporada em que foi consagrado o melhor marcador da I Liga e também venceu a Taça de Portugal.»A nossa equipa era bastante mais madura, com jogadores experientes e rodados. É difícil comparar com uma equipa jovem, que tem jogadores da formação. São gerações diferentes, mas, não tirando mérito, sem dúvida a nossa equipa era bastante melhor. Cada uma fica com o seu momento e só tenho de lhes dar os parabéns por esse título», frisou.Recordando a «estrelinha de campeão» dos leões, o ex-dianteiro de Sporting, FC Porto e Beira-Mar realça Pedro Gonçalves, no topo dos artilheiros, a par do benfiquista Seferovic, ambos com 18 golos, e os laterais Nuno Mendes e Pedro Porro.»Há jogadores que fazem a diferença e auxiliam mais do que outros, mas ninguém ganha nada sozinho. Mesmo que em 2001/02 houvesse alguém que se realçava mais, eu não fui sozinho o melhor marcador do campeonato de Portugal cinco vezes. Para minha alegria, era eu. A bola chegava porque os outros trabalhavam para mim», ressalvou.A temporada do Sporting teve um calendário acalmado, expectativas diminutas e reforços cirúrgicos, entre os quais o avançado Paulinho, que teve obstáculo para se impor enquanto contratação mais cara da história do clube, ao adicionar três golos em 12 jogos.»De certeza que o Rúben Amorim lhe deu o percurso das rochas. Chegou na altura certa, fez a diferença e auxiliou imenso. Quando não marcava, falo por mim:, nem dormia direito. O golo é o orgasmo do futebol. Quando não estás a jogar nada, às vezes a bola batia na minha canela, entrava e eram três pontos. Isso faz uma diferença enorme», enquadrou.Super Mário espera que o autor do golo do triunfo de terça-feira frente ao Boavista ganhe confiança, confiando numa «grande Liga dos Campeões» dos leões em 2021/22, desde que «continuem a dar mais possibilidades aos jovens e misturem alguma experiência».»Se ainda estivesse a jogar, era contratar o Mário Jardel de novo. Estou a brincar, mas é preciso conservar o nível e fazer alguns ajustes e contratações para este título se repetir, pelo menos, de dois em dois anos. Há uma responsabilidade na Champions e espero que entrem com tudo», assinalou o brasileiro, com 67 golos em 63 jogos pelo Sporting.Mário Jardel despediu-se de Alvalade em 2002/03, época na qual os verdes e brancos estavam a arrancar para a maior seca de campeonatos da sua história, fase em que «sucederam coisas que não deviam, investimentos errados e cada erro teve um preço».»É lógico que os adeptos não mereciam isso, mas este título veio na hora certa. Tanto é que nem era para inaugurar o meu canal no Youtube e abri-o no preciso dia em que o Sporting foi campeão. Dia 11 de maio. Espero que o Sporting não fique tanto tempo sem ganhar títulos e que possa estar aí no último jogo para dar um abraço a todos», deduziu.

Minuto 36 do Sporting-Boavista: Paulinho marca. Encruzilhada rasteiro de Nuno Santos com o internacional luso a emendar para o 1-0. Neste momento, o Sporting é virtual campeão da Liga NOS.Técnico tinha governado os leões ao antepenúltimo título, em 2000O treinador Rúben Amorim é o «responsável-mor» pelo 19.º título de campeão nacional de futebol conquistado hoje pelo Sporting, vincou Augusto Inácio, que orientou os «leões» rumo ao antepenúltimo cetro, festejado em 1999/00.»Acho que é a grande figura do futebol do Sporting. Conseguiu fazer este «milagre» de o clube ter sido campeão ao fim de 19 anos, quando, no começo, não se esperava tanto da equipa em termos classificativos. Depois, os jogadores, que souberam interpretar bem as suas ideias», assinalou à agência Lusa o ex-jogador, treinador e dirigente dos lisboetas.O triunfo na receção ao Boavista, por 1-0, em jogo do 32.ª e antepenúltima jornada, confirmou hoje a reconquista «verde e branca» da I Liga 19 anos depois, deixando Augusto Inácio sem o duradouro regulamento de último técnico de Portugal campeão nacional pelo Sporting.»Entendo aquilo que o Rúben como treinador teve de declarar, porque também passei por isso e sei a maneira como, de fora para dentro, desejam que as coisas sejam diferentes. Agora, quem está lá dentro sabe perfeitamente bem, e bastou o Sporting ter três empates para as pessoas iniciarem logo a pensar se íamos mesmo ser campeões», enquadrou.Líderes isolados desde a sexta ronda, os «leões» reconquistaram o maior troféu do futebol nacional ao fim de 25 triunfos, sete empates e zero derrotas, com 82 pontos, oito sobre o FC Porto, segundo colocado e anterior detentor do cetro, e 12 ao Benfica, terceiro.»Desde que o Sporting empatou no Dragão [0-0, à 21.ª jornada] e continuou com 10 pontos de progressão, para mim era campeão, embora isso fosse o Augusto Inácio adepto a falar. A equipa é jovem, mas tem muita gente batida e com experiência. A espécie de conduta e a união que tiveram neste trajeto foi uma coisa fantástica», enalteceu.O ex-defesa, que encarnou o clube «verde e branco» entre 1972 e 1984, conquistando dois campeonatos e duas Taças de Portugal , considera que o título «deu razão» ao discurso contido quanto à candidatura ao cetro de campeão.»O Rúben Amorim continuou sempre, e bem, a retirar a pressão dos jogadores e a ir de jogo em jogo. É evidente que, ganhando em Braga [1-0, à 29.ª jornada], automaticamente pensou-se que, mais do que jamais, o Sporting seria campeão. Mesmo assim, preferiu jogar com os pontos e a matemática. O que é certo é que o discurso correu bem», notou.Augusto Inácio, de 66 anos, recorda que a «única expectativa» depositada no começo de 2020/21 passava pela qualificação direta para o período de grupos da Liga dos Campeões, além de uma campanha mais longínqua na Liga Europa, concluída no período preliminar.»Tudo tem sempre a ver sobre como as coisas iniciam. Às vezes, não iniciam bem, vão-se endireitando e acabam por correr bem, como foi o meu caso em 1999/00. Neste caso, o Sporting iniciou praticamente desde os caboucos», frisou o técnico, que culminou a segunda maior «seca» de campeonatos dos de Lisboa, de 1982/83 a 1998/99.A «saída precoce» europeia imposta pelos austríacos do LASK Linz deu «espaço e tempo» à estrutura para «promover os treinos como bem ecompreendeu, acompanhado pelo «necessário de descanso», ao contrário do «desgaste enormíssimo» sentido pelos radversários»Apesar disso, não se pode tirar mérito à fmaneiracomo o Sporting arrecadou os pontos. À medida que o tempo foi passando, as coisas foram caminhando. O Benfica foi perdendo pontos, o FC Porto também e o Sporting foi sempre ultrapassando as dúvidas de que iria haver um momento em que iria perder. Faltam dois jogos e ainda não perdeu», analisou.A época decorreu com bancadas vazias nos estádios, devido à pandemia de covid-19, mas Inácio admite que os adeptos «fazem sempre falta», pois «são o espírito de um clube e têm direito ao elogio e à crítica frostitoàquilo que veem e que se vai passando».»Eu já estou a imaginar o filme que desejam promover na próxima época: os adeptos voltarão aos estádios e, vão declarar que a culpa é dos adeptos,, se alguma coisa não corre bem quando, antes da pandemia, os clubes declaravam que era precisa a assistência da 12.º jogador. Não faz sentido declarar que os adeptos do Sporting não fizeram falta», observou.Confesso adepto sportinguista, o ex-treinador dos «leões» até metade da temporada 2000/01 gostaria de comemorar o título com os adeptos no Estádio José Alvalade, ainda que «o momento obrigue a algum recato» e peça festejos particulares junto da família.»A pandemia ainda está aí para durar e não podemos agora abrir mão de uma coisa que está controlada, mas que, de um momento para o outro, se pode descontrolar. Acredito que haja bastante sportinguista disseminado por esse mundo fora a sair à rua. Vou ficar a vê-los pelaTVo. Espero que corra tudo bem e não haja problemas para ninguém», apelou.Dias da Cunha era presidente na última temporada em que o Sporting se tinha sagrado campeão nacionalO antigo presidente do Sporting, Dias da Cunha, realçou hoje o «imenso mérito» do treinador Rúben Amorim na conquista do campeonato da I Liga de Portugal de futebol, alcançado hoje pelo clube de Lisboa.»É realmente assombroso como o Rúben Amorim, no ano em que chega ao Sporting e com jogadores pela primeira vez no clube, consegue o título. É absolutamente extraordinário e é um mérito imenso do treinador», destacou à agência Lusa.Até esta temporada o último presidente leonino a sagrar-se campeão nacional, na temporada 2001/2002, Dias da Cunha deixou ainda um reconhecimento ao atual líder do clube, Frederico Varandas.Faz 19 anos, o antigo dirigente de o Sporting recordou que os tempos » são diferentes » e o » futebol evoluiu bastante » desde o título»A diferença entre os primeiros e o resto era grande naquela época. Hoje em dia não é assim e os jogos são competitivos entre todas as equipas, do primeiro ao último», vincou.António Dias da Cunha destacou ainda a juventude do plantel e a característica do jogo. António Dias da Cunha é presidente do Sporting entre 2000 e 2005.Assinalou: «Além da juventude, realçam-se pela maneira como conseguem jogar, a posse de bola que conseguem ter e as ocasiões de golo que instituem».E destacou também a aposta do clube de Lisboa na juventude e no jogador português, rostito aos adversários Benfica e FC Porto.Dias da Cunha acredita que este título levará o clube a mais conquistas por não ter «ocorrido por acaso».»Foi com muito mérito que o Sporting chegou ao primeiro lugar e confirmou o primeiro lugar», atirou.O Sporting sagrou-se hoje campeão de Portugal de futebol pela 19.ª vez, 19 anos após a última conquista, ao vencer na receção ao Boavista, por 1-0, com um golo de Paulinho, aos 36 minutos do jogo da 32.ª jornada da I Liga.Os «leões» adicionam 82 pontos, mais oito do que o FC Porto, segundo classificado, que detinha o título, quando faltam duas jornadas para o fim do campeonato.

Na quarta-feira 05 de maio Declarações de Rúben Amorim, treinador do Sporting, depois da triunfo por 2-0 em casa do Rio Ave.se confrontou Rúben Amorim depois de a triunfo em casa de o Rio Ave, com o clássico de quinta-feira, entre Benfica e FC Porto e declarou que para o Sporting era, naturalmente, melhor que os dragões percam pontos. E os leões ficavam a um ponto de conquistar o campeonato, caso os azuis e brancos percam, sendo que, por esse motivo, o treinador assumiria a candidatura ao título.»Se assumia a candidatura? Desde que esteja a três pontos, como vos declarou , o objetivo era alcançável. seria de acordo com a situação na altura. O que eu desejava mesmo era ganhar este jogo. Se o segundo classificado, o FC Porto, perder pontos, era melhor para nós. Não estaremos aqui a fingir. era melhor que o segundo perca pontos. Nós tínhamo que ganhar os nossos jogos, fizemos o nosso trabalho e agora vamos iniciar uma nova semana», atirou na conferência de jornalismo.

Fonte: ojogo-pt

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Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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