O Brasil já registrou mais de 5 mil mortes pelo Covid-19. «E daí?», foi a resposta do presidente Jair Bolsonaro sobre o tema, uma das mais infames e insensíveis declarações daquele que deveria se colocar como líder do país. A frase curta, no entanto, reflete um problema grave introduzido na sociedade de Brasil: a falta de empatia por questões sociais coletivas.

– O presidente Jair Bolsonaro reagiu com desdém ao ser indagado na noite de terça-feira sobre o número lembre de mortes em 24 horas pelo Covid-19, enfermidade respiratória provocada pelo novo coronavírus, no Brasil e declarou que, não podia fazer nada, embora lamentassse a respeito. «E daí? Lamento. Deseja que eu faça o quê? Eu sou Messias, mas não faço milagre», respondeu o presidente a jornalistas ao chegar ao Palácio da Alvorada, fazendo referência ao seu nome do meio. O presidente perguntou então se havia algum veículo transmitindo ao vivo a entrevista e, ao escutar que todos estavam passando a entrevista, declarou lamentar a pandemia no país e se solidarizar com as vítimas. «Tem alguém ao vivo aí? Todo mundo?», perguntou. «A gente lamenta a situação com o vírus, nos solidarizamos com as famílias que perderam seus entes desejados, que a grande parte eram pessoas idosas, mas é a vida. Amanhã vou eu», declarou. O Brasil registrou 474 mortes pelo novo coronavírus nas últimas 24 horas, um novo recorde diário, e ultrapassou a marca de 5 mil óbitos ao todo em decorrência de Covid-19, informou o Ministério da Saúde na terça-feira.- O governador de São Paulo, João Doria , rebateu nesta quarta-feira as declarações do presidente Jair Bolsonaro –que declarou que cabia a Doria explicar o alto número de mortos pela Covid-19 no Estado e responsabilizou governadores e prefeitos pelos óbitos– e cobrou respeito pelas vítimas da pandemia. Doria também criticou Bolsonaro por ter respondido «deseja que eu faça o quê?» quando indagado por jornalistas sobre o recorde diário de mortes por Covid-19 registrado na terça-feira e pelo fato brasileiro ter superado o número de mortes da China. «Eu posso enumerar, presidente Jair Bolsonaro, algumas atitudes que o senhor já teria que ter tomado como presidente da República e não adotou. Esta é a resposta do ‘fazer o quê?’ É fazer aquilo que o senhor não fez», declarou Doria em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. «Iniciando por respeitar os brasileiros que o elegeram presidente da República e os que não o elegeram também. Respeitando pais, mães, avós, parentes e amigos que perderam sua vida no Brasil pelo coronavírus. O coronavírus que o senhor classificou de uma ‘gripezinha'», disparou. Doria, que tinha ao seu lado o prefeito de São Paulo também anunciou que, a partir de 4 de maio, vai ser compulsório a utilização de máscaras nos transportes públicos de responsabilidade do Estado e da prefeitura, assim como em táxis e transportes Doria, que tinha ao seu lado o prefeito de São Paulo também anunciou que, a partir de 4 de maio, vai ser compulsório a utilização de máscaras nos transportes públicos de responsabilidade do Estado e da prefeitura, assim como em táxis e transportes por aplicativo. Doria, que tinha ao seu lado o prefeito de São Paulo é bruno Covas . Doria, que tinha ao seu lado o prefeito de São Paulo é bruno Covas .

Seja na fila furada ou na latinha lançada da janela do carro, a conscientização de coletividade é um drama no país, um lugar que, em contraponto, é tão caloroso nas relações pessoais. Aqui, espaço público não é de todos, mas de ninguém.

A prova de que esse é um problema enraizado no Brasil é o modo como parte apreciável das pessoas se identifica com a postura tosca do presidente. Segundo o Datafolha, houve queda de 8 pontos porcentuais entre aqueles que apoiam o isolamento social como guerrazinha ao coronavírus, mesmo com todas as evidências da efetividade da adoção da medida ao redor do mundo.

É verdade também que há a parte que acredita no discurso do presidente Bolsonaro sobre o falso dilema entre saúde e economia, como se o caos absoluto na saúde não fosse gerar uma profunda crise financeira no país, além de matar um número impossível de pessoas.

Na sua vez, – A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira que farmácias realizem os testes rápidos para coronavírus durante a pandemia, de forma a aumentar a rede de testagem e diminuir a procura em serviços de saúde, mas advertiu para a chance de resultados falsos negativos. Se mencionam os testes de anticorpos que ficaram conhecidos como testes rápidos,, a partir de sete dias após o começo de os sintomas e mostram se houve exibição de a pessoas a o novo coronavírus. No entanto, não é possível definir somente pelo resultado do teste se há ou não infecção ativa. «Esses resultados devem ser interpretados por um profissional de saúde, considerando informações clínicas, sinais e sintomas do paciente, além de outros exames. Somente com esse conjunto de dados é possível fazer a avaliação e o diagnóstico ou descarte da enfermidade. Ou seja, o teste rápido fornece parte das informações que determinarão o diagnóstico da Covid-19», declarou a Anvisa em comunicado. É provável a ocorrência de resultados falsos negativos no estágio inicial da enfermidade, em razão da ausência ou de baixos níveis de anticorpos e antígenos do novo coronavírus no organismo, de acordo com a Anvisa, uma vez que o teste busca detectar a presença de anticorpos. Ampliar a habilidade de testagem é uma das principais recomendações da Organização Mundial da Saúde para o enfrentamento à pandemia, de forma a identificar, isolar e tratar as pessoas icontagiadas O Brasil, no entanto, vem enfrentando obstáculos para aumentar sua habilidade de testagem. Faz 8 dias, somente 181 mil tinham sido apesar de ter previsão de realizar 46 milhões de testes, e outros 158 mil ainda aguardavam resultado, segundo dados do Ministério da Saúde divulgados na segunda-feira. Inicialmente, o ministério havia decidido direcionar os testes rápidos para profissionais de saúde e agentes de segurança, mas a ampliação da disponibilidade dessa espécie de testes após uma carência inicial levou o governo a aumentar o alcance do uso. O teste principal para Covid-19 é o teste molecular, o chamado RT-PCR, que o governo vem buscandomaneirass deaumentarr sua aplicação. A Fundação Oswaldo Cruz promete produzir no mês de abril 1,2 milhão de testes, dobrando para 2,4 milhões em maio. As Fiocruz Em comparação , em abril produziram cerca de 60 mil testes eles. Na segunda-feira, Nelson Teich declarou que contará com o suporte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística para definir a melhor parcela da população a ser testada para Covid-19 de forma a compreender o panorama da enfermidade. Nelson Teich é o ministro da Saúde.

Ainda assim, Bolsonaro permanece com 33% de aprovação entre os brasileiros, índice conservado mesmo após a demissão do ex-juiz Sérgio Moro, que havia sido aumentado a guardião da ética por boa parte dos bolsonaristas. O que significa que a atitude mesquinha e egoísta frente ao coronavírus tem reflexos diretos nas pessoas. Se a confirmou hoje, menos de %0,05 de a população com a enfermidade. Para muitos, o «e daí?» faz sentido, pelo menos enquanto a infecção parecer longe, sem nenhuma espécie de solidariedade às milhares de famílias que perderam alguma vida neste ano.

Não se trata de ignorar que essa é uma indústria, mas evidenciar que o bem mais precioso é a habilidade de juntar e engajar a sociedade. De mostrar que podemos ser melhores.

Fonte: maquinadoesporte-pt

Countries: Brazil

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Análise: Futebol perde a possibilidade de ser maior
>>>>>Anvisa aprova teste rápido de Covid-19 em farmácia, mas alerta para falsos negativos – (Extraoglobo-pt)
>>>>>’E daí?’, diz Bolsonaro sobre número recorde de mortes por Covid-19 no Brasil – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Doria rebate Bolsonaro e cobra respeito do presidente por mortos pela pandemia – (Extraoglobo-pt)