Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Eduardo Pazuello

— Dois dias depois de comunicar a CPI da Covid que não poderia comparecer ao Senado Federal por ter entrado em contato com dois servidores contagiados com coronavírus, Eduardo Pazuello recebeu a visita do ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Onyx Lorenzoni. Eduardo Pazuello é o ex-ministro da Saúde. A informaçãoi foi revelada pelo jornal «O Estado de S. Paulo». Viu-se Onyx entrando e saindo de o Hotel de Trânsito de Oficiais, onde Pazuello está hospedado, em o final de a manhã de esta quinta-feira. A agenda do ministro, entretanto, calculava uma reunião com o secretário-executivo da pasta, Vicente Santini. Bernardo Mello Franco: Na CPI da Covid, Queiroga defende o que Bolsonaro desdenha Na última terça-feira, Pazuello comunicou o comandante do Exército de que não poderia comparecer à CPI após descobrir que esteve em contato com duas pessoas que testaram positivo para a Covid-19. Se viu Pazuello entretanto, segundo o jornal, circulando por as áreas habituais de o hotel. O GLOBO questionou a Secretaria-Geral, o Ministério da Defesa e o Exército sobre o episódio, mas não recebeu regresso de nenhum dos órgãos. A revelação do encontro repercutiu no Senado Federal. Vice-presidente da CPI, o senador Randolfe Rodrigues declarou que deseja saber por que Pazuello continuou recebendo visitas em casa após declarar que não poderia comparecer à CPI por suspeita de Covid-19. Por enquanto, o senador alega que a oitiva de Pazuello segue protelada para 19 de maio. — Nós podemos requisitar o exame do senhor Eduardo Pazuello. É uma providência a ser tomada por essa CPI, a CPI tem que discuti isso — declarou Randolfe, que completou: — É um episódio deplorável e triste. É bastante triste um ex-ministro da Saúde, general do Exército se prestar a uma situação dessa. No mínimo é infração a ordem sanitária. No máximo é obstrução a inquérito. Ao final da sessão, o senador voltou a mencionar a informação de que Pazuello, mesmo em quarentena, teria recebido a visita de Onyx Lorenzoni. — É porque o Ministro Onyx, eu acho que resolveu correr o risco de visitar o senhor Eduardo Pazuello no dia de hoje. Insólito porque ele informou a esta CPI que ele estava contagiado com a covid-19. Então, me parece que é uma infração sanitária por parte de Sua Excelência – declarou Randolfe. — Colega Randolfe, em processo penal, isso é condução coercitiva, Presidente – respondeu o senador Fabiano Contarato . ‘Capitã cloroquina’: assessora da Saúde confessa que coordenou missão para transmiti a droga no AM Antes de protelar seu testemunho, Pazuello passou dias no Palácio do Planalto com auxiliares se preparando para seu interrogatório com os senadores. Considera-se sua ida a o Senado um de os pontos-chave de a CPI, uma vez que o ex-ministro é acusado de omissão enquanto comandava o Ministério da Saúde. Durante as sessões de treinamento, Pazuello provou tensão, segundo assessores palatinos. O temperamento explosivo do general é uma das principais preocupações de integrantes do governo. Para evitar uma conduta hostil no Senado, Pazuello assistiu a uma série de vídeos de momentos em que provou contrariedade em público durante entrevistas coletivas e em audiências no Congresso. A preparação do ex-ministro da Saúde durou cerca de seis horas, das 14h às 20h, e envolveu também uma simulação de confronto com parlamentares, com questões espinhosas.

– Antes mesmo do término do testemunho, Renan Calheiros alegou nesta terça-feira que o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta traz informações pertinentes para clarear o que aconteceu no começo da pandemia do novo coronavírus no Brasil. Renan Calheiros é o relator da CPI da Covid. Para Renan, o testemunho mostra que o presidente Jair Bolsonaro «divergiu das orientações científicas, no isolamento e na cloroquina». Pazuello: Ex-ministro comunica a senadores que não pode depor presencialmente na CPI Entre os principais pontos da oitiva, Renan realça a chance de ter acontecido um «aconselhamento paralelo» ao presidente Jair Bolsonaro; a adoção da cloroquina para tratamento do novo coronavírus «ao calafrio» do Ministério da Saúde; a participação do vereador Carlos Bolsonaro em reuniões ministeriais, o que gera dúvidas sobre a sua influência nas ações; e o alerta sobre o Brasil poder chegar a 180 mil mortes até o final de 2020 – número que acabou sendo superado. — Foi um testemunho importante, na minha opinião, para clarear exatamente o que aconteceu naquele momento inicial da pandemia – declarou Renan – Também é pertinente a informação de que Mandetta viu um decreto para mudar a bula e recomendar a cloroquina — adicionou. Durante testemunho, o ex-ministro declarou que viu uma minuta de documento da Presidência da República para que a cloroquina tivesse na bula a indicação para Covid-19. Segundo Mandetta, o próprio diretor-geral da Agência Nacional de Vigilância Sanitária discordou dessa medida Vídeos: Pazuello demostrou tensão durante treino do Planalto para ir à CPI da Covid Sobre a pchancede Eduardo Pazuello aprotelaro dtestemunho pcalculadopara amanhã, por suspeita de Covid-19, Renan ddeclarouque fica «até contente» por mais um integrante do governo «ficar pinquietadocom isolamento, distanciamento, ao contrário de ccondutasrecentes»: — A CPI tem gerado uma mudança elogiável noacconduta na condução de vacinas, na negociação de insumos e até mesmo no adesamparodo negacionismo.- O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta depõe em instantes, nesta terça-feira, na CPI da Covid no Senado Federal. A expectativa é de que ele seja questionado por senadores sobre suas divergências com o presidente Jair Bolsonaro. A previsão de começo da sessão estava marcada para as 10h, mas ainda não iniciou.A minoria de quatro senadores governistas, por outro lado, se preparou para deslegitimar o ex-ministro. Eles desejam buscar a denúncia de que, por resoluções de Mandetta, o ministério foi ineficiente durante sua administração. — É partir pra cima — declara Ciro Nogueira , aliado de Bolsonaro. Fernando Bezerra declara que o governo está pronto para prestar esclarecimentos na CPI. Fernando Bezerra é líder do governo no Senado. ASSISTA A CPI DA COVID AO VIVO: Após a oitiva de Mandetta, está calculado testemunho do ex-ministro do Saúde Nelson Teich, às 14h. Ele ficou somente um mês na posição. Eles serão escutados na condição de testemunha. Omar Aziz pode colocar antes para votar os requerimentos de convocação do ministro da Justiça, Anderson Torres Omar Aziz é o presidente da CPI. Anderson Torres, e do ex-secretário de Comunicação Fábio Wajngarten. A sessão vai ser aberta com uma explanação de Mandetta. Depois, cada um dos 18 senadores poderá usar cinco minutos para formular os questionamentos, o mesmo tempo concedido ao ex-ministro. Após as respostas, os parlamentares vão ter três minutos para as réplicas e os depoentes outros três minutos para as tréplicas. Os testemunhos de Mandetta e Teich devem ser marcados pela tentativa de senadores independentes e de oposição de assinalar erros de Bolsonaro. Governistas, por sua vez, vão buscar imputar a Mandetta, que tem atuação crítica a Bolsonaro, equívocos da atuação do Executivo federal no começo da pandemia. CPI da Covid: Oposição aposta em Mandetta para expor Bolsonaro; governistas desejam desgastar ex-ministro O Palácio do Planalto deseja aproveitar este primeiro dia de testemunhos para tentar reduzi o efeito das cobranças sobre a administração de Eduardo Pazuello, que será escutado amanhã. A estratégia é que senadores governistas critiquem Mandetta, por exemplo, pela orientação inicial de que as pessoas não procurassem imediatamente um médico ao sentir os primeiros sintomas de Covid-19. Se o vai questionar também sobre o plano de logística para atender estados e municípios com remédios e respiradores, e acordos para comprar vacinas. Em outra frente, o Planalto insistirá na tese de que comportar-se conforme resolução do Supremo Tribunal Federal , que, em abril do ano passado, estabeleceu que estados e municípios têm autonomia para definir normas sobre isolamento social. A estratégia do bloco independente e de oposição, por outro lado, é pressionar Mandetta e Teich a falarem de momentos em que tentaram comportar-se para impedir o agravamento da pandemia e entraram em conflito com Bolsonaro. Um ponto crucial é a pressão para que o Ministério da Saúde mencionasse medicamentos sem efetividade para Covid-19. Acostumado com o ambiente do Congresso, Mandetta, que é ex-deputado federal, tende a centrar esforços em mostrar como o Brasil não se preparou para ter mais alternativas de vacinas. Ele classificou a atitude como “um erro” recentemente, em bate-papo transmitido na internet. — Acho que esse é um erro, de tudo que eu vi lá para atrás, e agora estamos pagando falta (de vacina Se pegássemos três, quatro , estaríamos chegando a 200 milhões . Já o ex-ministro Nelson Teich, de perfil mais discreto e que passou somente um mês na pasta, será instado a falar das pressões padecidas para assinar uma recomendação de utilização ampliada da cloroquina e hidroxicloroquina. Ao GLOBO, o médico já admitiu em entrevista que sua saída se deve ao episódio: — Foi um gatilho que me fez enxergar que eu não teria autonomia e legitimidade para fazer as mudanças que precisavam ser feitas.Ao depor na CPI da Covid, nesta terça-feira, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta alegou que recebeu por engano do ministro das Comunicações, Fábio Faria aliado palatino. Fábio Faria é um questionamento que acabou sendo feito pelo senador Ciro Nogueira . Ao ser confrontado, Ciro não negou ter seguido orientações de Faria.

Na sexta-feira 16 de abril – Escolhido por acordo como presidente da CPI da Pandemia, com apoio do Palácio do Planalto, o senador Omar Aziz promete uma gestão equilibrada, declara que o colegiado não servirá para palanque político e que «não tem esse negócio de oposição e situação». Segundo Aziz, aqueles que forem mencionados no relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito serão castigados. – Eu era senador da República e o meu estado foi um dos que mais padeceu com a pandemia. Não era questão de independência, pró-governo ou oposição. Se alguém está com esse pensamento de chegar na CPI porque não gosta de A ou de B e lá deseja tirar os seus recalques, a CPI não vai funcionar – alegou ao GLOBO, questionado sobre ser visto como independente ou governista. Leia: ‘Bolsonaro errou e se omitiu na pandemia’, declara Renan, selecionado como relator da CPI E adicionou: – Se houver fato que culpe alguém, essas pessoas estarão no relatório e a justiça será… providenciaremos penalização. A CPI era para apurar esses fatos. Dos outros senadores não tem negócio de oposição ou situação, têm pensamentos diferentes. Se o costurou em os últimos dias, agora, eu não levarei para a CPI pensamento ideológico de ninguém, nem de A, nem de B. O acordo para a candidatura de Aziz e deduzido nesta sexta-feira. Ele já tinha o suporte de governistas, mas ainda precisava vencer a resistência da oposição e dos independentes. Para conquistar esses suportes, ele se comprometeu a mencionar o senador Renan Calheiros para a relatoria da delegação. O senador Randolfe Rodrigues seria o vice-presidente. Veja também: CPI da Pandemia seria instalada e teria composição definida após feriado de Tiradentes Apesar de questionamentos sobre um possível alinhamento com o governo, Aziz já criticou a atuação do governo federal na pandemia. Agora, ele garantia que garantirá equilíbrio aos trabalhos ao comandar a CPI. – Eu tenho experiência suficiente, como a grande maioria dos membros tem, para quem já foi governador, prefeito, deputado, vereador, secretário de Segurança e era senador, eu tenho idade suficiente e experiência suficiente para ter o equilíbrio necessário para não mesclarmo as coisas. Eu não sou candidato à presidência e meu partido não tem candidato à presidência da República para eu chegar lá e fazer daquilo um palanque. Se isso é ser pró-governo ou contra o governo eu não sei, você vai ver meu comportamento como presidente – disse.

Eduardo Pazuello Gcma é um general de divisão do Exército Brasileiro.

Randolph Frederich Rodrigues Alves é um professor e político brasileiro atualmente filiado a Rede Sustentabilidade, é líder da oposição ao governo Bolsonaro no Senado Federal. Conhece-se Randolph Frederich Rodrigues Alves é mais conhecido como Randolfe Rodrigues.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Após protelar testemunho na CPI para ficar em quarentena, Pazuello recebe visita de Onyx, declara jornal
>>>>>Renan diz que depoimento de Mandetta na CPI da Covid mostra que Bolsonaro divergiu das orientações científicas – May 04, 2021 (EntretenimientoBit)
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>>>>>>>>>>>>>CPI da Covid: em cinco pontos, entenda o que foi decidido e os próximos passos da comissão – (Extraoglobo-pt)
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>>>>>>>>>>>>>Ao vivo: CPI da Covid se reúne agora para aprovar convocação de ex-ministros e atuais e analisar plano de trabalho – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>CPI da Covid: oposição aposta em Mandetta para expor Bolsonaro; governistas querem desgastar ex-ministro – May 04, 2021 (EntretenimientoBit)
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>>>>>>>>>>>>>>>>>Liminar de primeira instância impede que Renan assuma relatoria da CPI da Covid – April 26, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>>>>>Ao vivo: Senadores governistas tentam barrar Renan Calheiros (MDB-AL) como relator da CPI da Covid – April 27, 2021 (Extraoglobo-pt)
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>>>>>Ao vivo: Mandetta depõe em instantes na CPI da Covid; acompanhe – (Extraoglobo-pt)
>>>>>CPI da Covid: Ministro encaminha por engano a Mandetta pergunta a ser feita por governista – (Extraoglobo-pt)

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