Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Jair Bolsonaro

Em mais um discurso contra medidas de distanciamento social, tomadas para reduzi o contágio do novo coronavírus, o presidente Jair Bolsonaro criticou o toque de recolher em forcita no Distrito Federal, comparando-o a um «estado de sítio», e alegou que o governador de São Paulo realiza «devastação» de empregos.

Jair Messias Bolsonaro é um capitão reformado, político e atual presidente brasileiro.

As medidas para reduzi a circulação de pessoas estão sendo tomadas na maioria dos estados para travar a pandemia de Covid-19, porque o país bate recordes sucessivos de óbitos provocados pela enfermidade.

Bolsonaro alegou que o país está há praticamente um ano em um «lockdown» — o termo, no entanto, refere-se a medidas bastante mais restritivas, que se as implementaram não em o Brasil em nenhum momento. O presidente reclamou também da suspensão de jogos de futebol. Suspendeu-se o Campeonato Paulista em esta quinta-feira, por 15 dias.

Segundo Bolsonaro, há uma adesão «total» de governadores ligados ao PT em relação ao lockdown. Ele também criticou a Argentina por adotar a medida e alegou que o país vizinho está iniciando um processo semelhante ao da Venezuela.Segundo Bolsonaro, há uma adesão «total» de governadores ligados ao PT em relação ao lockdown. Ele também criticou a Argentina por adotar a medida e alegou que o país vizinho está iniciando um processo semelhante ao da Venezuela.

Na quinta-feira 04 de março o presidente Jair Bolsonaro alegou que era preciso parar de «frescura» e «mimimi» com a pandemia de Covid-19 e quando as pessoas irão ficar, questionou até «chorando». Para Bolsonaro, era preciso «enfrentar nossos problemas». O novo coronavírus já matou quase 260 mil brasileiros, e a mortes estavam em alta, batendo recordes nos últimos dias.

— Agora, ficamos praticamente um ano em lockdown. E iniciamo esse ano, como estamos vendo em alguns estados brasileiros, novas medidas seriamente restritivas. Até para cancelar o futebol — declarou Bolsonaro, durante reunião virtual da frente parlamentar da Micro e Pequena Empresa.

Em seguida, criticou o toque de recolher que está sendo feito no DF desde, que proíbe a circulação de pessoas entre 22h entre 5h, e declarou que uma medida como essa só poderia ser tomada em um estado de sítio. A decretação do estado de sítio depende de uma solicitação do presidente e da aprovação do Congresso.

— Até quando nós resistiremos a isso daí? Aqui no DF, toma-se medida, por decreto, de estado de sítio. De 22h às 6h , ninguém pode acaminhar Só eu poderia tomar uma medida dessas, e assim mesmo, escutando o Congresso Nacional. Então, na verdade, uma medida extrema dessa só o presidente da República e o Congresso Nacional poderiam tomá-la. E nós vamos deixando isso ocorrer?

— Na medida do possível o Brasil está indo bastante bem. O Ministério da Saúde está fazendo um trabalho excepcional. O ministro da Saúde, o general [Eduardo] Pazuello é um excelente gestor. É o que a gente precisava.

Bolsonaro vê o risco do toque de recolher ser cada vez mais aumentado até que as pessoas só tenham «meia-hora para sair na rua»:

— Eu recordo de uma história semelhante, quando eu vejo essa medida adotada em Brasília. Ampliou-se em 1.000% o custo da banana. Aí o cara fala: “Não tenho nada a ver com isso. Não gosto de bananas”. Amanhã outras coisas ampliam. Hoje, é de 22h às 5h. Daqui a pouco ele bota de 20h às 6h. Depois bota, de 18h às 8h. Daqui a pouco a gente vai ter meia-hora para sair na rua. E nós continuamos ficando silenciosos.

Enquanto alguns governadores, como João Doria, realizam uma «devastação», em outro momento da reunião, o presidente alegou que o governo federal trabalha para conservar empregos. Nesta quinta, Doria anunciou novas limitações em São Paulo.

João Agripino da Costa Doria Junior ComMM, mais conhecido como João Doria Junior ou, simplesmente é um empresário filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira desde 2001 e atual governador de São Paulo. João Agripino da Costa Doria Junior ComMM, mais conhecido como João Doria Junior ou, simplesmente é joão Doria. Um empresário é jornalista.

— Nós aqui buscamos resgatar empregos, na ponta da linha, um ou outro , como o de São Paulo, por exemplo, vai para devastação.

Em meio à falta de leitos em todo o país, Bolsonaro reclamou que «tem hclínicaque só está pronto para receber coronavírus» e que «não existe» mais outras denfermidades

— Emprego também é vida. Lamento os números de mortes. Desejava que não tivesse nenhuma morte. Outros problemas vêm junto com isso. Tem clínica que só está pronto para receber coronavírus. Não existe mais câncer no Brasil. Não existe mais problemas de coração. Não existe mais nada, é só isso. Uma política barata, por parte de alguns, buscando o poder.

— Até quando nossa economia resistirá? Que se colapsar, será uma desgraça. O que poderemos ter brevemente? Invasão ao supermercado, fogo em ônibus, greves, piquetes, paralisações. Onde chegaremos?

Após o encontro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, e Airton Soligo, assessor especial do Ministério da Saúde, informaram que Bolsonaro pediu a antecipação de entrega de cinco milhões de doses para o primeiro semestre, o que teria sido aceito. Segundo Soligo, conhecido como Cascavel, a previsão de entrega de imunizantes no primeiro semestre passará de nove milhões para 14 milhões.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Countries: Brazil, Mexico

Cities: Sao Paulo, Mexico, Brasilia

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Bolsonaro reclama de toque de recolher no DF e declara que Doria faz ‘devastação’ de empregos
>>>>>Gravidade da Covid-19 no Brasil ajudou a negociar novas doses da vacina, diz Bolsonaro – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Bolsonaro volta a criticar lockdown e ataca governadores – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Bolsonaro responde às críticas de Lula voltando a atacar lockdown e governadores – (Extraoglobo-pt)

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