Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Petropolis 1889 01

O forte aguaceiro que caiu na tarde desta terça-feira, dia 15, em Petrópolis, na Região Serrana, deixou ao menos 104 mortos na cidade, segundo o governador Cláudio Castro. Pelo menos 24 pessoas foram salvadas com vida. Até o momento, são 372 desabrigados ou desalojados. 89 áreas atingidas, 26 deslizamentos e mais de 180 habitantes de áreas de risco sediados nas escolas. Ainda não há número oficial de sumidos. A prefeitura decretou estado de tragédia pública. O número de mortos pode subir em razão de pessoas que estão soterradas em vários pontos do município. O secretário da Defesa Civil e comandante geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro, alegou que, só em o Morro da Oficina , dezenas de a lama atingiu casas. Ele realçou que «há inúmeros sumidos», sem precisar o número exato.

O Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos , do Ministério Público do Estado , está concentrando as informações e solicitações das pessoas por desaparecidos nas suas redes. Faz 11 anos, se utilizou O Plid em a calamidade de a Serra. Os dados das pessoas sumidas devem ser encaminhadas para:— Me ligaram e vim correndo para cá. Declararam até que meu filho tinha falecido, quando cheguei. Fiquei sem chão. Um vizinho me declarou que sabia onde ele estava e fomos resgatá-lo. Ouvi muitos pedidos de ajudinha na hora que fui salvar o meu filho, mas já estava ficando escuro, sem luz. Tem que ter muita gente debaixo dos escombros. Deixei meu filho no posto de saúde — conta ele, que mora ali há 44 anos.

Petrópolis é um município localizado na Região Metropolitana do Rio de Janeiro no estado do estado do Rio de Janeiro, no Brasil, também conhecido como Cidade Imperial.

Cláudio Bonfim de Castro e Silva é um advogado e político brasileiro, atual governador do Rio de Janeiro, filiado ao Partido Liberal .

O prefeito Rubens Bomtempo alegou que ainda não é possível saber a dimensão total da calamidade, mas a estimativa é de que haja 10 mil famílias em áreas de risco na cidade. Em entrevista coletiva na tarde desta quarta-feira, o governador Claudio Castro, que ainda que arcará com os gastos para atendimento às vítimas, ddeclarouddeclarouque pretende fazer a retirada de famílias que moram em áreas de risco. A medida se faz necessária diante da chance de acontecerem novos desmoronamentos, mesmo que sem chuva. Quem fez o alerta é o meteorologista Marcelo Seluchi, coordenador-geral de Operações e Modelagem do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais . Seluchi explica que a situação é crítica e o terreno está tão volúvel, que podem acontecer novos desmoronamentos.

Em muitos pontos de Petrópolis, como Morro da Oficina, Quitandinha, Caxambu e Floresta, onde aconteceram deslizamentos provocados pelo aguaceiro, chama atenção o drama dos habitantes em busca por pessoas sumidas. O número de casas arruinadas ou soterradas é bastante grande. Pelo menos 400 bombeiros com assistência de cães participam dos resgates. A Defesa Civil registrou 325 ocorrências, das quais 269 foram por deslizamentos. Os corpos encontrados pelos socorristas estão sendo levados para o Instituto Médico-Legal .

Não é a primeira vez que o Morro da Oficina padece com chuvas, deslizamentos e mortes. Faz 34 anos, em os primeiros dias de fevereiro de 1988, pelo menos 12 pessoas foram soterradas após encostas desabarem em a região, há 34 anos. Na ocasião, os rios Quitandinha e Palatinado transbordaram e a inundação deixou centenas de desabrigados e desalojados.

Há 90 anos que Petrópolis não via uma chuva tão volumosa em 24 horas como a que foi registrada na cidade nesta terça-feira, com um acumulado de 259 mm. Os dados são do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Nautrais , divulgados pelo Instituto Nacional de Meteorologia . O recorde anterior era de 168,2 mm, em 20 de agosto de 1952.

Nesta quarta-feira, muitos habitantes, em um dos pontos do Morro da Oficina, montaram uma força-tarefa junto com os bombeiros para auxiliar a cavar, retirar rochas e lama de cima dos escombros. Uma corrente humana precisou ser feita para esvaziar os baldes.

— Um bebê sem respirar debaixo dssa lama — declarou Gisele, sobre a menina de 1 ano sumida.

Gizelia Carminate foi uma das pessoas que auxiliou nas buscas pela filha, junto com familiares e amigos. Gizelia Carminate é mãe da adolescente Maria Eduarda. Mas à tarde recebeu a notícia que não qdesejavaoescutar A filha não sobreviveu. Além dela, faleceram também a comadre e a afilhada de 2 anos. Desde cedo, Gizelia iniciou as buscas. Com nome da filha tatuado, a todo momento berrava «Duda», na esperança de uma resposta. Com uma enxada nas mãos, auxiliava, junto com outros habitantes voluntários, a tentar salvar a jovem sob a lama.

Outras pessoas saíram em busca de seus animais de estimação. A psicóloga Jéssica Barbeto e sua mãe, Angélica, deixaram a residência, Morro da Oficina, correndo na terça-feira, somente com a roupa do corpo, com medo de um desabamento na localidade da cidade de Serbia. Passaram a tarde e a noite na rua, só conseguindo chegar de madrugada à casa de uma parente, em outra região da Cidade Imperial. Mas não conseguiram sequer dormir. Isso porque estavam inquietadas com as cadelas Mel e Anny, que ficaram sozinhas na casa após a inundação. Na tarde desta quarta, com o tempo mais firme, elas regressaram e salvaram os animais.

— Única coisa que escutámo é que tinha havido um desabamento, mas quando cheguei aqui, só tive a dimensão.

Imagens gravadas por habitantes no Morro da Oficina, no bairro Alto da Serra, mostram uma encosta indo abaixo, arrastando construções. Num dos vídeos, pessoas em desespero retiram às pressas crianças de dentro da Escola Municipal Vereador José Fernandes da Silva.

Somente na Rua do Imperador, região Central da cidade, foram encontrados 12 corpos — sendo 11 de mulheres. Agentes da Guarda Civil acompanharam os resgates dos corpos, que estavam presos às ferragens ou ainda submersos no rio.

São poucas as ruas de Petrópolis onde não se encontre ao menos uma marca das fortes chuvas. Em um trecho de poucos metros havia um ônibus, um caminhão e 17 carros amontoados. Além de veículos, era possível ver produtos do comércio local disseminados pelas ruas, mesclados à lama.

— A situação é de uma calamidade. O Corpo de Bombeiros tem obstáculo de acessar os locais mais críticos porque há muitos carros, ônibus e abandonados nas ruas. São vários pontos de deslizamento — declarou o coronel Leandro Monteiro.

Em visita à cidade, ainda na noite de terça-feira, o governador Claudio Castro ddisseter visto cenas de gcombate Ele se reuniu com o prefeito Rubens Bomtempo e garantiu que vai haver assistência do estado e também da União.

Pelo Twitter, o governador declarou ter orientado que «parte dos secretários se desloquem para apoiar a população no que for preciso”. Também pelo Twitter, Eduardo Paes divulgou que ofereceu assistência. Eduardo Paes é o prefeito do Rio. Castro anunciou, ainda, que maquinários de órgãos estaduais e da Cedae vão para a cidade auxiliar na ajudinha e desobstrução de ruas.

Os corpos de vítimas arrastadas pelas enxurrada começaram a aparecer em ruas do Centro da cidade quando a água diminuiu. Por volta das 23h30, o cenário visto na Rua Teresa, principal polo comercial da cidade, era de destruição. A via ficou coberta por lama, e todas as lojas sem luz. Uma academia de ginástica teve diversos aparelhos de musculação jogados para a rua pela força da água.

O Corpo de Bombeiros pede a doação de água mineral, além que a população que está segura, permanece no local que está abrigada:

— Só no fim da noite os homens que vieram do quartel da cidade do Rio conseguiram chegar por causa de um bloqueio na estrada. Vamo ter mais de 200 homens chegando na cidade nas próximas horas. A maior difiiculdade de acesso é na região do Morro da Oficina. São muitos desabrigados, desalojados e precisaremos da assistência — alega o coronel.

A cidade entrou em estágio de tragédia e, no começo da madrugada desta quarta-feira, a Defesa Civil contabilizava 148 pontos de deslizamentos, além de alagamentos e quedas de árvores. A maior incidência de deslizamentos aconteceu nos bairros Centro, Quitandinha, Caxambu, Alto da Serra e Castelânea. Em seis horas, o acumulado pluviométrico atingiu 259 milímetros — acima da média esperada para todo o mês de fevereiro, de 238,2 milímetros.

Diversos locais também estão servindo de alojamento e recebendo doações.

Em a região de o Morro da Oficina , a enxurrada arrastou carros. Ruas viraram rios, deixando habitantes em pânico. Já o centro de Petrópolis ficou embaixo d’água: até o quartel dos bombeiros foi completamente inundado. Faz 1 dia, em a noite, parte de Petrópolis continuava sem luz, e pessoas, isoladas em a espera de ajudinha, ontem. secretário Leandro Monteiro informou que todos os 120 bombeiros dos quartéis de Petrópolis foram para as ruas ontem. Mais uma equipe com 200 agentes estava a percurso da cidade à noite. Segundo ele, há muitos desabrigados e desalojados, que estão sendo levados para escolas e postos de saúde. O trabalho para ajudar pessoas ilhadas e feridas contava com o suporte de botes e de veículos 4×4, além de oito ambulâncias. de Polinesia Francesa militares do 26º BPM auxiliaram na operação.

— O maior obstáculo de acesso é ao Morro da Oficina — declarou.

Vídeos compartilhados nas redes sociais nesta terça-feira ainda mostram correria no centro de Petrópolis, uma das áreas mais atingidas. Há acusações que arrastões estariam sendo cometidos na área.

Com a repleta de rios, ruas do Centro ficaram completamente alagadas. Imagens que circulam na internet mostram carros sendo arrastados pela enxurrada nas regiões mais altas do município. Todas as sirenes de Petrópolis foram acionadas, advertindo habitantes de áreas de risco.

O comandante da Defesa Civil de Petrópolis, tenente coronel Gil Kempers, confirmou que recebeu um alerta do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais , mas não soube informar o momento exato. Ele também alegou que nenhum alerta informa quantos milímetros de chuva que cairão e que ele esperava uma chuva de verão.

Se deslocarem devido aos alagamentos, o acúmulo de chuva no município chegou a 259 milímetros em somente seis horas, sendo que o esperado para todo o mês de fevereiro era de 238 milímetros

O secretário de Defesa Civil do estado, o coronel Leandro Monteiro informou ao RJ2, da TV Globo, que todos os 120 bombeiros do quartel de Petrópolis estão nas ruas, mas que enfrentam obstáculos para. Mais 60 agentes estão a percurso da cidade. Eles são de uma equipe especializada e irão reforçar a ajudinha com utilização de botes e caminhonetes 4×4.

Monteiro confirmou que, até o momento, há o registro de um óbito e de três pessoas soterradas no Morro da Oficina. Oito ambulâncias também são utilizadas. A população de área de risco está sendo direcionada a pontos de suporte, como escolas e postos de saúde. Orientaram-se os habitantes de o bairro Floresta a realizar o acionamento de o Sistema de Alerta e Alarme Alternativo por apitos,.

Segundo a Prefeitura de Petrópolis , exclusivamente a borrasca atingiu o primeiro distrito de o município. O Centro ficou inundado, e a água invadiu estabelecimentos. Num supermercado, imagens mostram as mercadorias boiando sobre a água que tomou o lugar.

Faz 1 dia, em nota, a Secretaria de Educação de o município informou que as aulas de esta, foram suspensas.

Na Rio-Petrópolis, o tráfego operava em meia pista na descida da serra de Petrópolis nas imediações do terminal rodoviário do Bingen, devido na queda de obstáculo. A descida da serra de Petrópolis é altura do quilômetro 82.Chovia forte no trecho de Petrópolis da rodovia, exigindo atenção redobrada dos motoristas.

O 26º BPM e agentes da CPTrans fecham as ruas de acesso ao Centro, que está com diversos pontos com enchentes e alagamentos. Até o momento 12 ocorrências com deslizamentos foram registradas. As ruas Bingen, Coronel Veiga, General Rondon, Ipiranga, Mosela, Barão do Rio Branco, Rua Gonçalves Dias e os acessos pelos bairros Alto da Serra, Castelânea e Valparaíso estão fechados.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Brazil, Peru, Chile

Cities: Valparaiso, Serra, Rio Branco, Petropolis, Imperial

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Calamidade em Petrópolis: número de mortos já chega a 104, e bombeiros declaram ser inimaginável estimar total de vítimas
>>>>>’Um bebê sem respirar embaixo dessa lama’, diz mulher que busca criança após deslizamentos em Petrópolis – February 16, 2022 (Extraoglobo-pt)
>>>>>Tragédia em Petrópolis: secretário de Defesa Civil e comandante do Corpo de Bombeiros diz que há ‘inúmeros desaparecidos’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Tragédia em Petrópolis: moradores ajudam na busca por parentes desaparecidos em áreas de desabamentos – (Extraoglobo-pt)

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