Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Geraldo Alckmin e José Serra

A possível coalizão entre o ex-governador Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB, e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem desagradado alguns setores da esquerda. O PSOL, que pela primeira vez desde a sua fundação pondera não ter candidato à Presidência da República para apoiar o petista, é um dos focos de resistência.

— Em reunião na manhã desta segunda-feira, o ex-governador Geraldo Alckmin, que está de saída do PSDB, escutou um pedido de dirigentes de centrais sindicais para que aceite ser vice na chapa dirigida pelo ex-presidente Lula . Estavam presentes os comandos da Força Sindical, UGT, Nova Central e CTB. Somente os representantes da última, que é ligada ao PCdoB, não foram diretos no pedido. Em resposta, Alckmin declarou ter se preparado novamente para concorrer ao governo do estado, mas alegou que «surgiu a suposição federal». Essa suposição vai exigir trabalho, mas, segundo o ex-governador, «anda». — Preparei-me novamente pra ser governador do estado. Surgiu a suposição federal. Os desafios são grandes. Essa suposição anda e eu considero essa reunião com as quatro principais centrais histórica. Chamou a atenção dos presentes o fato de Alckmin ter tratado em sua fala da conjuntura internacional e dos percursos para o Brasil sair da crise. As questões estaduais ficaram de fora. Outro ponto foi o fato de o ex-governador ter aceitado depressa o encontro. O convite havia acontecido na sexta-feira. Com saída anunciado do PSDB, Alckmin não deu pistas para qual partido vai migrar. — Dentro da situação atual, seria bastante importante que ele aceitasse . Nós vamo dar todo o suporte — alegou Miguel Torres, presidente da Força. O ex-governador paulista deve se reunir com sindicatos ligados à alimentação no dia 8 e aos metalúrgicos no dia 16.

No domingo 21 de novembro — No momento em que outros pré-candidatos a presidente buscavam gurus para ajudar-los emassuntoss econômicos, o petista Luiz Inácio Lula da Silva seguiae umpercursooopostoo. O ex-presidente deu uma ordem expressa para que ninguém do partido fale sobre economia em seu nome ou trate de medidas de um futuro governo. Na estratégia esboçada por Lula, caberia a ele próprio, por enquanto, falar do tema. O veto a porta-vozes para o assunto tem como alvo principal Aloizio Mercadante que figurou como principal economista do PT por duas décadas. Aloizio Mercadante é presidente da Fundação Perseu Abramo. Nas campanhas presidenciais de 1989, 1994 e 1998, ele era assinalado como virtual ministro da Fazenda. Mercadante havia sido um crítico duro do programa de estabilização da moeda implantado no governo Itamar Franco e ficou de fora do ministério montado pelo petista ao chegar ao poder em 2002. O objetivo de Lula com a iniciativa era deixar claro que uma nova administração não seria marcada por políticas desenvolvimentistas, como no governo de Dilma Rousseff . Mercadante fez mestrado e doutorado na Unicamp além de ter sido um dos principais auxiliares de Dilma — não na área econômica. A Unicamp é escola conhecida pela linha heterodoxa. na área econômica. Lula calculava um ministro da Fazenda não vinculado a linhas dogmáticas econômicas, como foi o médico Antonio Palocci em seu primeiro governo. Na visão do ex-presidente, a economia devia ser governada com medidas simultâneas das correntes ortodoxa e heterodoxa. avaliava que era possível ter compromisso com responsabilidade fiscal ao mesmo tempo que promovia investimentos públicos. Um aliado próximo apostava que nem Mercadante nem Fernando Haddad, que se os selecionariam também era economista, para a pasta. Viam-se ambos como integrantes de um eventual futuro governo, mas em outras áreas. Mercadante, inclusive, acompanhou Lula na viagem à Europpassada. Em discursos e entrevistas, Lula tem sido sintético ao falar de economia. adotava quase como mantra a frase: “ era preciso incluir o pobre na verba”. Porém, não tem especificado como seria feito. Em alguns casos, o petista adicionava que era preciso também “colocar o rico no imposto de renda”, propondo uma reforma tributária que não foi feita nos 13 anos do PT no governo. Faz 13 anos, em Bruxelas, Lula realçou ainda o papel de o BNDES para conter os conseqüência de a crise econômica global. Apesar disso, segundo aliados, Lula considerava equivocada a política de “campeões nacionais” das administrações petistas. Em relação aos custos dos combustíveis, o petista desejava um modelo diferente do praticado atualmente, baseado no valor do mercado externo, e também do adotado por Dilma, que segurou os custos de maneira artificial. Outros políticos que já demonstravam intenção de concorrer à Presidência t têmse valido de conselheiros para a área econômica. O ex-juiz Sergio Moro anunciou Affonso Celso Pastore como guru. Affonso Celso Pastore é ex-presidente do Banco Central. Ciro Gomes contava, desde a votação passada, com Nelson Marconi, professor da FGV, e com o deputado Mauro Benevides Filho, ex-secretário da Fazenda do Ceará.

Geraldo José Rodrigues Alckmin Filho Gomm é um professor filiado ao Partido da Social Democracia Brasileira . Um professor é médico e político brasileiro.

Luiz Inácio Lula da Silva, nascido Luiz Inácio da Silva e mais conhecido como Lula GCTE • GColL, é um político, ex-sindicalista e ex-metalúrgico brasileiro, filiado ao Partido dos Trabalhadores, do qual é o principal fundador.

Em entrevista ao jornal “Valor Econômico”, o presidente do PSOL, Juliano Medeiros, alegou ma última quarta-feira que considera “descabido ter um sujeito como Alckmin compondo uma frente das esquerdas”. Parlamentares , que vem conservando a disposição de endossar a candidatura de Lula com a resistência de os petistas mesmo em apoiar a candidatura de o líder sem-teto Guilherme Boulos a o governo de São Paulo , fundaram em 2004 O PSOL que vem mesmo em apoiar a candidatura de o líder sem-teto Guilherme Boulos a o governo de São Paulo que haviam sido expulsos de o PT por votarem contra a reforma de a Previdência em o começo de o primeiro governo Lula. O PSB, provável destino de Alckmin caso o ex-governador aceite ser vice de Lula, exige que Haddad deixe a disputa e o PT apoie o ex-governador Márcio França. Os petistas não ponderam essa suposição.

A chapa com Alckmin sinalizaria que o petista não está disposto a radicalizar. Na economia, pode auxiliar a construir um percurso de moderação. Em São Paulo , corte Alckmin marcou as administrações de gastos e controle de despesas. Também auxiliaria Lula a persuadi o eleitor de que pode juntar o país, já que teria ao seu lado um antigo oponente.O tema foi debatido na manhã desta quarta-feira em uma reunião entre os domos dos dois partidos em Brasília. Carlos Siqueira reafirmou que só vai aceitar fechar o suporte da legenda a Lula se houver a contrapartida na votação paulista. Carlos Siqueira é o presidente do PSB.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Chapa com Lula e Alckmin padece resistência de aliados à esquerda do PT
>>>>>Alckmin diz que hipótese de ser vice de Lula ‘caminha’, após ouvir apelo de centrais sindicais – (Extraoglobo-pt)
>>>>>As vantagens e desvantagens da parceria Lula e Alckmin – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Candidaturas de Haddad e França são entrave para aliança entre Lula e Alckmin – December 01, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Lula se reúne com lideranças evangélicas e busca reduzir resistências – November 29, 2021 (Extraoglobo-pt)

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