Por: SentiLecto

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Depois de uma semana de amargura e motim pela enorme explosão no porto de Beirute, que matou ao menos 220 pessoas na terça-feira , o domo do governo líbica caiu.

Ao longo da conversa, Pompeo «disse condolências ao povo de Libano pela terrível explosão no porto beirão e feriu tantas pessoas e provocou uma devastação devastadora na cidade», detalhou em comunicado Cale Brown, um dos porta-vozes do Departamento de Estado.

O primeiro-ministro Hassan Diab anunciou sua renúncia na segunda-feira , em um discurso televisionado.

Mike Pompeo conversou por telefone nesta quarta-feira com o primeiro-ministro líbico, Hassan Diab Mike Pompeo é o secretário de Estado dos EUA., e ofereceu assistência de America após a grande explosão acontecida em Beirute, que deixou mais de cem mortos e 4 mil feridos.De acordo com o ministro, Diab vai anunciar a renúncia sem se eximir de suas responsabilidades.Mergulhado na pior crise econômica em décadas, o Líbano já passava por problemas de desasbatecimento que, agora, devem se acentuar ainda mais com a megaexplosão que devastou grande parte de sua capital, Beirute.

Nele, alegou que o «crime» da explosão era resultado da corrupção endêmica e pediu a responsabilização dos culpados.

«Descobri que o sistema de corrupção é maior que o Estado, e que esse sistema este último oprime ele e não consegue confrontá-lo ou se livrar dele.»

Diab disse também que está «dando um passo atrás» para estar ao lado do povo «combatendo o combate por mudanças».

«Digo hoje a renúncia deste governo. Que Deus proteja o Líbano», alegou.

Antes, ministros de Justiça, Informação e Meio Ambiente já haviam deixado seus posições.

O presidente e o premiê libaneses já haviam declarado que a explosão foi resultado da detonação de 2,7 mil toneladas de nitrato de amônio que fora armazenado no porto seis anos antes, sem as devidas medidas de segurança.

Parte da população acusa a liderança líbica de ter responsabilidade no episódio, atribuindo o problema àondescuidoe à corrupção no país. Uma combinação de crise político-econômica constante, em meio à pandemia e ao episódio da explosão aamplioua insatisfação popular com o governo do país.

Durante o fim de semana, manifestantes invadiram edifícios do governo no centro beirão e entraram em confronto com a polícia.

Segundo o prefeito beirão Marwan Abboud, ainda há 110 pessoas sumidas após a explosão da terça-feira. Por toda a cidade, centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas ou estão morando em lares muito lesados pelo acidente.

Segundo o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, existe uma grande carência de itens básicos entre os desabrigados. «Eles precisam de alojamento, comida, produtos de limpeza. E precisam de assistência para recolher o que sobrou de suas casas», alegou à BBC a porta-voz da instituição, Rona Halabi.

O descontentamento da população vem aumentando há anos. No final de 2019, um plano oficial de cobrar impostos sobre a utilização do WhatsApp derivou em protestos em massa contra a crise econômica e a corrupção.

A pandemia de coronavírus vinha contendo as manifestações populares, que voltaram a eclodir após a explosão no porto. Muitos consideraram insuficientes as promessas de inquérito do governo.

Estimativas oficiais são de que a explosão tenha provocado mais de US$ 3 bilhões em prejuízos de infraestrutura, mas que as perdas econômicas líbicas cheguem a US$ 15 bilhões.

O país já vivia uma profunda crise econômica antes do calamidade, com um número crescente de famílias sendo empurradas à fome e à pobreza.

Agências da ONU informam que se não for possível levar, com celeridade, carregamentos de alimentos e remédios, vai haver uma crise humanitária. Isso é agravado por o fato de que o porto arruinado em a explosão era a principal via de fornecimento beiroa.

Tudo isso auxilia a explicar a pressão sobre o governo libanês, forçando a renúncia.

Doadores internacionais prometeram quase US$ 300 milhões em assistência ao Líbano, em uma conferência virtual realizada no domingo liderada pelo presidente de Francia, Emmanuel Macron.

Um comunicado conjunto dos doadores, porém, fez citação a preocupações com a corrupção, alegando que a assistência financeira tem que ser «entregue diretamente à população lde Libano com o máximo de eficiência e tclareza.

Os doadores alegaram que novos aportes financeiros vão depender de as autoridades de Libano se comprometerem com «medidas e reformas esperadas pelo povo».

Fonte: BBCBrasil-pt

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Countries: Lebanon

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Como a explosão em Beirute derrubou o governo líbico
>>>>>EUA oferecem ajuda ao Líbano após explosão em Beirute – (EfeGeneric)
>>>>>Premiê do Líbano renunciará ao cargo, diz ministro da Saúde – (EfeGeneric)
>>>>>Com porto destruído, Líbano vive temor de desabastecimento e fome – (BBCBrasil-pt)

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