Por: SentiLecto

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Governadores dos Estados de Brasil são os principais oponentes políticos do presidente Jair Bolsonaro durante a crise provocada pelo novo coronavírus.

A finalização é de um levantamento da Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas , obtido pela BBC News Brasil.

O Brasil passou a se alinhar a um grupo minoritário de países, liderados por Estados Unidos e Israel. Se demonstrou pela primeira vez em defesa do embargo econômico de America contra Cuba, prometeu levar sua embaixada em Israel para Jerusalém, o que fere as relações com países árabes, e abandonou a neutralidade diante do conflito entre Irã e EUA.

Na desde que confirmou, quinta-feira 26 de março Já se passaram 29 dias-se o primeiro caso de o novo coronavírus em o Brasil. Mas, até agora, em meio a medidas de distanciamento social que estão derrubando a atividade econômica em todo o mundo, as pequenas e médias empresas brasileiras que estão paradas continuam completamente desassistidas. Muitas, inclusive, não teriam como pagar os salários de seus funcionários.

O estudo analisou a discussão pública sobre a covid-19 nas redes sociais entre os dias 12 de março e 2 de abril deste ano. Se indicou os governadores durante este fase, nada menos que 4,5 milhões de vezes em o Twitter.

O principal ponto de debate na rede social é sobre quais medidas devem ser utilizadas no enfrentamento à pandemia. São favoráveis a flexibilizar a quarentena para tentar evitar prejuízos econômicos, enquanto uma parte dos usuários defende as medidas de isolamento social e de limitações ao comércio, outros.

Fora das redes, este é o principal ponto de fricção entre Bolsonaro e os governadores.

Nos últimos dias, o presidente se demonstrou várias vezes a favor do chamado «isolamento vertical», isto é, de isolar somente idosos ou pessoas em grupos de risco; e cobrou de governadores e prefeitos a reabertura do comércio.

Ao rejeitar as recomendações sanitárias adotadas mesmo por governantes que antes as recusavam, como o primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, e os presidentes de America, Donald Trump, e Andrés Manuel Lopez Obrador ele chegou ao ápice do seu isolamento internacional. Andrés Manuel Lopez Obrador é mexicano.Faz 1 mês, o Ministério da Saúde começou a Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe, em o último dia 23 de março. O objetivo é vacinar 67,6 milhões de pessoas em todo o país.De imediato, três indivíduos próximos do homem e da mulher foram infectados. As autoridades locais tentaram rastrear uma grande quantidade de pessoas com quem eles tiveram contato, incluindo crianças e funcionários de um jardim de infância onde a mulher trabalhava. Cerca de mil habitantes em quarentena e escolas e edifício públicos fecharam, se os colocou no total.

Caso os governadores não relaxassem as medidas de contenção, na tarde da quinta-feira, Bolsonaro declarou que poderia determinar a a partir desta segunda-feira.

Bolsonaro, na ocasião declarou: «Eu tenho um projeto de decreto pronto na minha frente, para ser assinado, se preciso for, considerando atividade imprescindível toda aquela exercida pelo homem ou pela mulher, toda aquela que seja indispensável para ele levar o pão para casa todo dia».

Enquanto isso, uma parte dos governadores defende medidas de isolamento social. As limitações mais vigorosas estão em curso nas unidades da Federação com o maior número de casos, como São Paulo, Rio de Janeiro, Distrito Federal e Goiás – o comércio nestas cidades se encontra fechado, e as aulas também foram suspensas.

Faz 16 dias, em São Paulo, o governador João Doria decidiu em esta estender as medidas de a quarentena até o dia 22 de abril. O governador disse ainda que os prefeitos de cada cidade devem acionar a polícia para dispersar qualquer tipo de aglomeração.

Não por acaso, o governadores destes Estados estão entre os mais indicados no Twitter, de acordo com o levantamento da DAPP-FGV. Mencionou-se o governador paulista só 2,8 milhões de vezes. O fluminense Wilson Witzel vem em seguida, com 775 mil citações, no fase. Em terceiro está Ronaldo Caiado com 454 mil tuítes. Ronaldo Caiado é o governador de Goiás.

Apoiador de primeira hora de Bolsonaro, o governante goiano viralizou nas redes sociais depois de romper publicamente com o ocupante do Planalto, por diferenças sobre como enfrentar a epidemia do novo coronavírus.

O levantamento do DAPP também mostra que o maior pico de citações aos governadores ocorreu entre os dias 25 e 26 de março – justamente um dos momentos de maior nervosismo entre o presidente e os chefes locais.

Faz 1 mês, de o dia 25 de março, Doria protagonizou um bate-boca com Bolsonaro durante uma videoconferência de o presidente de a República com os governadores de a região Sudeste, em a manhã.

«Começo na condição de cidadão, de brasileiro, lamentando seu pronunciamento de ontem à noite à nação . Nós estamos aqui, os quatro governadores do Sudeste, em respeito ao Brasil e aos brasileiros, e em respeito também ao diálogo e ao entendimento. O senhor, como presidente da República, devia dar o exemplo», declarou Doria.

«Se você não atrapalhar, o Brasil vai decolar e conseguir sair da crise. Saia do palanque», replicou o presidente da República a Doria.

«O que a gente tem observado nos últimos meses é uma dinâmica de confronto, envolvendo o presidente da República. Em alguns momentos, o foco desse confronto foi o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia ; em outros, menos frequentes, foi o Supremo Tribunal Federal . Agora, a crise do novo coronavírus trouxe os governadores para o primeiro plano. Eles se tornaram o foco da disputa», declara à BBC News Brasil o pesquisador da Dapp-FGV Amaro Grassi.

«O que a gente observa também é uma convergência entre os governadores de várias correntes políticas neste contraponto ao presidente. Desde o João Doria, até o Ronaldo Caiado, que era um superaliado do presidente, até o Flávio Dino , que jamais teve qualquer afinidade com o presidente», declara Grassi.

«Acabam, todos eles, convergindo para esta posição de repúdio ao presidente e vice-versa. A relação entre governos estaduais e federal virou o eixo da crise política que está se desenrolando em meio à crise de saúde pública», ddeclarao pesquisador.

O levantamento do Dapp-FGV também mostra que os governadores têm sido alvo de críticas por parte dos apoiadores do presidente, tanto no Twitter quanto em grupos públicos de discussão no WhatsApp.

No Twitter, as hashtags com maior número de citações são críticas aos governadores – especialmente ao tucano Doria.

A tag #impeachmentdodoria apareceu em nada menos que 283 mil postagens nofaseo, ou 6,2% dos tuítes sobre otemao. Outras tags que estão no grupo das mais mencionadas são #bolsonarotemrazao ; e #doriavaiquebrarsp .

O Dapp-FGV também monitorou as citações aos governadores em grupos públicos de discussão no WhatsApp – e as referências a eles tiveram um pico após a videoconferência de 25 de fevereiro.

Novamente, os governadores mais atacados neste fase foram Doria, Witzel e Caiado, além do Ibaneis Rocha e de Rui Costa , da Bahia. Ibaneis Rocha é governador do Distrito Federal.

De acordo com o levantamento do Dapp-FGV, a maioria das mensagens era crítica a esses governadores – reforçando a ideia de que eles fariam parte de um complô para derrubar o presidente da República.

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Fonte: BBCBrasil-pt

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Cities: Mexico, Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Coronavírus: governadores são principais adversários de Bolsonaro nas redes, declara levantamento
>>>>>Ao deixar de apoiar quarentena, Bolsonaro se isola de líderes globais – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Coronavírus: média diária de mortes no Brasil já é 3 vezes a da gripe – (BBCBrasil-pt)
>>>>>As lições de três eventos catalisadores do novo coronavírus na Europa – April 05, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Por que o novo coronavírus consegue se propagar com tanta eficiência – (BBCBrasil-pt)
>>>>>>>>>Governos precisam levar coronavírus ‘a sério’, diz brasileira ex-assessora de Trump – (BBCBrasil-pt)

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