Por: SentiLecto

As crianças de 5 anos foram as que mais faleceram no Brasil em decorrência da Covid-19 desde o começo da pandemia no país entre a faixa etária adequada à vacinação infantil, segundo dados contabilizados pelos Cartórios de Registro Civil.

Faz 1 mês, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou a vacinação infantil , mas a resolução enfrentou resistência do governo. Após consulta pública, o Ministério da Saúde definiu que não exigirá receita médica para a imunização das crianças entre 5 e 11 anos, conforme pretentido inicialmente. A autorização dos pais também vai ser somente uma recomendação, e não compulsória como havia sido anunciado.

Agência Nacional de Vigilância Sanitária é uma agência reguladora, sob a maneira de autarquia de regime especial, vinculada ao Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde, no Brasil, corresponde ao setor governamental culpado pela gestão e manutenção da Saúde pública do país.

Dados compilados do Portal de Transparência de Registro Civil mostram que as crianças de 6 anos foram o segundo grupo mais afetado entre a faixa etária infantil, com 47 mortes por Covid-19. Em seguida, vêm as que possuem 7 e 11 anos, ambas com 46 óbitos cada. Houve ainda 43 vítimas com 10 anos, 40 com 9 anos, e 37 com 8 anos.

Segundo o pediatra e infectologista Renato Kfouri, presidente do Departamento de Imunizações da Sociedade Brasileira de Pediatria, apesar dos números, não há muita diferença em relação a maneiras graves da Covid-19 nessa faixa etária entre 5 a 11 anos. Crianças menores de 2 anos, ao contrário, estariam mais vulneráveis em razão da imunidade ainda imatura.

Na sua vez, uma das frentes de análise na Anvisa é de que poderia ser feita uma normativa excepcional e provisória devido à pandemia, o que já oaconteceuem relação a outras questões reguladas pela agência.

Faz 1 mês, informava que os técnicos já endossaram a vacinação de crianças, em o domingo 19 de dezembro Nota pública elaborada por a Câmara Técnica de Assessoramento em Imunização de a Covid-19. Faz 1 mês, se tomou a resolução de a Ctai em o último, após a aprovação por a Agência Nacional de Vigilância Sanitária de a aplicação de vacinas em o público de 5 a 11 anos de idade. Sob pressão do presidente Jair Bolsonaro, que publicamente exibiu limitações na vacinação de crianças, Marcelo Queiroga disse que não era preciso pressa para começar a aplicação nessa faixa. Marcelo Queiroga é o ministro da Saúde.Afirmou que havia poucos casos de mortes em público infantil e por isso desejava antes escutar a câmara técnica e ainda submeter o tema à consulta pública antes de tomar uma dresoluçãono icomeçode janeiro. Queiroga informou que a Ctai emitiria um parecer exclusivamente no dia 22 de dezembro. A nota da Ctai informava, no entnato, que a resolução técnica já estava tomada. «Tendo em vista o recente parecer favorável por parte da Anvisa em relação ao pedido de autorização para aplicação da vacina desenvolvida pela fabricante Pfizer na população pediátrica entre 5 e 11 anos de idade no Brasil, a CTAI COVID-19 demonstrou-se unanimemente favorável à sua ianexaçãona campanha nacional de vacinação, em reunião ordinária realizada no dia 17 de dezembro de 2021», d diziaa nota. Na manifestação, os integrantes da Câmara declaravam que se baseou a resolução em os dados epidemiológicos nacionais e internacionais «considerando o risco de infecção, transmissão, e agravamento». Segundo o texto, entre 2020 e 2021, foram registrados 6.163 casos na faixa etária entre 5 e 11 anos, com 301 mortes desde o começo da epidemia. O mesmo documento de Cita que, considerada a faixa etária de 0 a 11 anos foram 23.277 casos de Covid-19, e 1.449 mortes.

— Dentro da pediatria, os extremos são os que têm maneiras mais graves. Os menores de 2 anos e os maiores de 11 anos, já dentro da adolescência. Entre os de 2 anos e 10 anos, praticamente não há muita diferença. O risco dobra entre menores de 2 anos e maiores de 11 quando se compara com os de 2 a 10 anos. Mas não há muita diferença entre 5, 7 ou 9. É mais ou menos bastante semelhante. Geralmente, é isso que a gente vê nas curvas de distribuição de faixa etária de maneiras graves — alega.

Entre os estados de Brasil, São Paulo, o mais populoso do país, respondeu percentualmente por 22,8% dos óbitos de crianças nesta faixa etária, seguido por Bahia , Ceará , Minas Gerais , Paraná , Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul . Amapá, Mato Grosso e Tocantins foram as unidades que registraram o menor número de óbitos na faixa etária.

O presidente Jair Bolsonaro criticou na última quinta-feira a autorização de imunizantes contra a Covid-19 para crianças entre 5 e 11 anos, questionando «qual o interesse das pessoas taradas por vacina». O chefe do Executivo declarou que os pais de crianças não devem se deixar levar pela «propaganda» e alegou desconhecer casos de óbitos provocados pela enfermidade nessa faixa etária.

Após a fala de Bolsonaro, a Sociedade Brasileira de Imunizações repudiou as declarações e alegou que «o discurso pode provocar hospitalizações, mortes e agonia evitáveis».

Entidade em nota isse: «Ao deturpar informações exibidas por renomados cientistas na audiência pública, subestimar as sérias complicações da enfermidade na população infantil — ignorando centenas de óbitos — e instituir subterfúgios para protelar o começo da vacinação, o mandatário cria um desnecessário clima de medo, que pode estimular inúmeros pais ou culpados a não levarem suas crianças às salas de vacinação»,.

Na última sexta-feira, a Anvisa divulgou nota alegando que a adoção do autoteste depende da implementação de política pública sobre o assunto.

No total, são cerca de 20 milhões de crianças com idade entre 5 e 11 anos no Brasil. Isso significa que para a imunização completa, com duas doses, são necessárias 40 milhões de vacinas. Como mostrou o EXTRA, a previsão é que cerca de 3,7 milhões de doses pediátricas cheguem ao país em janeiro. A soma tem que alcançar 20 milhões até o fim do primeiro trimestre. Irá tardar ao menos três meses para imunizar todas as crianças com ao menos uma dose, se essa previsão se conservar. A pausa entre as doses vai ser de oito semanas — prazo maior que o de três semanas aprovado na bula da Anvisa.

A retirada de remédios à base de cannabis da lista de substâncias proibidas pela Anvisa é recente, datada de 2015. Entretanto, outro fator demarca o acesso ao tratamento: o valor. O custo para a importação do produto, que pode chegar a R$2 mil, escancara a desigualdade que falta de regulamentação traz para o acesso ao tratamento.Experts escutados pelo EXTRA alegaram que atualmente, o que se vê, é que a Ômicron tende a provocar casos mais leves em pessoas totalmente vacinadas. No entanto, naquelas com imunossupressão ou comorbidade grave, como era o caso o paciente, há ampliação do risco de complicações.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Crianças de 5 anos são as que mais falecem por Covid-19 no Brasil entre faixa etária de vacinação infantil
>>>>>Ministério da Saúde vai pedir à Anvisa autorização para uso de autoteste de Covid-19 no país – January 10, 2022 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Bolsonaro critica liberação de vacinas para crianças: ‘qual o interesse das pessoas taradas por vacina?’ – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Canabidiol pode ser chave para tratamento do câncer, mas uso da substância no Brasil ainda é alvo de jogo político – January 06, 2022 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>Canabidiol reduz tumor cerebral altamente agressivo e resistente a medicamentos, mostra estudo – January 04, 2022 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Intervalo das doses de vacina contra a Covid-19 para crianças será de oito semanas – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Goiás registra a primeira morte por Ômicon no Brasil – January 06, 2022 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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