Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Hélio Negão e Jair Bolsonaro

Em discurso durante ato na Esplanada dos Ministérios, o presidente Jair Bolsonaro, que declarou que não se pode aceitar que “uma pessoa específica continue barbarizando”, voltou a adotar tom de intimidação e mandar recados à Praça dos Três Poderes, onde fica a sede do Supremo Tribunal Federal .

— Em discurso a apoiadores neste sábado, em Caruaru , o presidente Jair Bolsonaro defendeu que integrantes do Supremo Tribunal Federal sejam «enquadrados» e voltou a falar em «rompimento”. Em outras ocasiões, ele já agrediu publicamente os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, que também é presidente do Tribunal Superior Eleitoral . Moraes é o relator da investigação das fake news, que apura a divulgação de informações falsas, no qual o presidente da República figura como investigado. — O nosso Supremo Tribunal Federal não pode ser diferente do Poder Executivo ou do Poder Legislativo. Aquele poder deve chamar essa pessoa e enquadrá-la erecordarr-lhe que ele fez um juramento desatisfazerr a Constituição, se lá tem alguém que ousa continuarcomportar-seo fora das quatro linhas da Constituição. A tendência é ocorrer um rompimento — declarou Bolsonaro, se assim não acontecer. O presidente continou: — Rompimento essa que eu não desejo nem desejo. Tenho certeza nem o povo brasileiro assim o deseja. Mas a responsabilidade cabe a cada poder. Pedido a esse outro poder, que reveja a ação dessa pessoa que está prejudicando o destino brasileiro. Bolsonaro discursou num estacionamento de um centro comercial de Caruaru, após participar de um passeio de moto pela cidade. Bolsonaro voltou a convidar seus apoiadores para manifestações antidemocráticas no feriado de 7 de setembro. Alegou desejar uma fotografia em Brasília e em São Paulo. — O retrato do povo vai servir para mostrar para esses que ousam não respeitá-los, que ousam não mais se submeter à nossa Constituição, eles serão colocados no devido lugar — alegou. Alexandre de Moraes incluiu Bolsonaro como investigado na investigação das fake news em razão dos ataques às urnas eletrônicas e, em outros despachos, determinou a prisão preventiva de aliados do presidente sob suspeita de ameaça à democracia. O deputado Daniel Silveira e o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, foram presos, entre outros aliados palatinos. Para criticar Moraes, Bolsonaro costuma apelar a “liberdade de expressão”. O presidente já chegou a pedir o impeachment do ministro do STF, que foi arquivado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco . — Não vamo estar lá somente para fazer figuração. Vamo estar lá para mostrar a todos que não vamo admitir mais, quem deseja que seja, ignorar a nossa Constituição — alegou. Bolsonaro também repetiu que respeita o que chama de “quatro linhas da Constituição” e que o “povo” é o poder moderador. — Eu sou chefe de um poder. Existem mais dois poderes em Brasília. Nesses três poderes, ninguém é mais soberano que o povo. Temos um ou outro saído da normalidade. Temos um ou dois jogando fora das quatro linhas da Constituição. Nós jogamos dentro das quatro linhas. Mas o povo, como poder moderador, não pode admitir que nenhum de nós jogue fora dessas quatro linhas. Um dia antes, em Tanhuaçu, sudoese de Baia Mare, o presidente alegou que as manifestações da próxima terça-feira vão servir como um ultimato a ministros do STF.- Apoiadores do presidente Jair Bolsonaro tomaram a Esplanada de Ministérios na noite desta segunda-feira após conseguirem ultrapassar um obstáculo que impedia o acesso de veículos à via. Neste momento, manifestantes e caminhões estão na altura palatina, nas proximidades do Congresso Nacional. Policiais impedem a passagem para que não cheguem à Praça dos Três Poderes, onde está localizado o pedifíciodo Supremo Tribunal Federal. A militância bolsonarista está na capital federal para participar de um ato 7 de Setembro, convidado pelo presidente. Ataques ao STF e a defesa do voto impresso têm que dominar a manifestação, que vai ter a participação de Bolsonaro. Leia mais: Com popularidade em queda e investigado no STF, Bolsonaro tenta provar força em manifestação Os caminhoneiros e demais manifestantes estavam parados na altura da rodoviária, quando, por volta das 20h, pressionaram policiais para ultrapassar o bloqueio e conseguiram acesso. Se retiraram grades de segurança que estavam ao longo da vida. Julio Danilo declarou ao GLOBO que a Polícia Militar está negociando a saída dos caminhões da Esplanada dos Ministérios. Julio Danilo é o secretário de Segurança Pública do Distrito Federal. Danilo nega que tenha havido qualquer licença de de Polinesia Francesade Polinesia Francesa militares para que os caminhões entrassem na área cercada. — Houve uma invasão. Em nenhum momento os de Polinesia Francesa permitiram a passagem. Eles furaram o bloqueio e desligaram os caminhões. Agora, estamos negociando a saída deles. Veja também: Ministros do STF articulam nos bastidores para conter crise entre Poderes Julio Danilo afirma que os edifícios do Congresso, Supremo Tribunal Federal e Itamarary estão conservados. Imagens mostram manifestantes próximos ao Itamaraty. Segundo o secretário, que está no local auxiliando nas negociações, os manifestantes berram vocábulos de ordem e a tropa de choque da Polícia Militar está a postos para impedir qualquer ato de vandalismo. No Twitter, o ministro Wagner Rosário, da Controladoria-Geral da União , elogiou a ação: «Lindo ver Brasília ser tomada por pessoas de bem. Pessoas ordeiras, que só desejam viver num país mais justo, mais livre e mais democrático. Tá belo de ver!!! Viva o 07 de setembro!!!», escreveu.- Parte dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro presentes aos atos de 7 de setembro, em Brasília, está defendendo medidas antidemocráticas. Com faixas e cartazes, eles pedem intervenção militar no Legislativo e no Congresso. Um dos principais alvos dos protestos é o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, relator de investigações como o que apura a existência de uma milícia digital especializada em disseminação de notícias falsas, no qual Boslsonaro figura como investigado. Do alto de um carro de som, alguns manifestantes se revezavam em um microfone e pediam a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal . «O Supremo pertence ao povo! O povo que mencionou essas pessoas. E as pessoas não estão contentes», berrou um dos apoiaodres do presidente. Na Esplanada, ao lado do Ministério da Justiça, homens vestidos com roupa camuflada perfilavam para os aplausos de apoiadores de Bolsonaro. Eles cantavam passeatas e se declaravam da «brigada voluntária de Brasil». Com panfletos, incentivavam os passantes a formar uma força paramilitar.

Na sábado 28 de agosto — O presidente Jair Bolsonaro alegou que «não queria nem provocava rompimento», mas declarou que «tudo tem um limite». A declaração foi feita logo após Bolsonaro criticar medidas tomadas pelo Supremo Tribunal Federal e pelo Tribunal Superior Eleitoral . — temos um presidente que não queria nem provocava rompimento. Mas tudo tem um limite na nossa vida. Não podíamo continuar convivendo com isso — declarou o presidente, durante culto evangélico em Goiânia. Logo antes, Bolsonaro havia reclamado de «medidas arbitrárias», tomadas por «uma pessoa ou duas». Nas últimas semanas, o presidente tem criticado os ministros Alexandre de Moraes e Luís Roberto Barroso, ambos do STF. — Num momento também que o Brasil cruzava, onde uma pessoa ou duas tentavam perverter a ordem pública, com medidas arbitrárias, com medidas revanchistas, extrapolando aquilo que seria seu direito, passando por cima até mesmo do seu compromisso de zelar pela Constituição brasileira. Nós não podíamo admitir isso. O presidente ainda criticou a resolução do TSE de desmonetizar páginas que divulgavam informações falsas sobre o sistema eleitoral. Bolsonaro também declarou que tem «três opções» para o seu futuro: ser preso, ser morto ou ter o «triunfo». De acordo com ele, «não existia» a possibilidade de ser preso: — Eu tenho três opções para o meu futuro. Estar preso, ser morto ou o triunfo. podiam ter certeza, a primeira opção, preso, não existia. Nenhum homem aqui na Terra vai me amedrontar.

Jair Messias Bolsonaro é um capitão reformado, político e atual presidente brasileiro.

— Não podemos continuar aceitando que uma pessoa especifica na região dos Três poderes continue barbarizando — declarou. — Não desejamo rompimento, brigar com poder nenhum. Mas não podemos admitir que uma pessoa coloque em risco a nossa liberdade — completou.

Brasília sitiada por apoiadores de Bolsonaro

— Muitos de vocês sentiram o peso da ditadura. Alguns governadores e prefeitos simplesmente ignoraram preceitos constitucionais. Muitos se os obrigou a ficar em casa. Vocês perderam o direito de ir e vir, ao trabalho. Imagine um desses ocupando a minha cadeira o que imporia à população — ddeclarouBolsonaro.

Fonte: Extraoglobo-pt

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