Por: SentiLecto

Um dia depois de ser desautorizado publicamente por Jair Bolsonaro, que anunciou nas redes sociais que o seu governo não adquiriria doses da vacina candidata contra a Covid-19 CoronaVac, fabricada pelo laboratório de China Sinovac recebeu a visita do presidente nesta quinta-feira . Sinovac é o ministro da Saúde. Em clima descontraído e procurando provar que não ficou nenhum desconforto por conta do episódio, eles fizeram uma live de cerca de cinco minutos, transmitida na internet. Os dois estavam sem máscara, sob a justificação de que o presidente já teve a enfermidade e, por isso, estaria imune. Mas a atitude vai de encontro a uma recomendação feita por um auxiliar de Pazuello há três meses.

– Elcio Franco informou nesta quarta-feira que a pasta não tem intenção de adquiri vacinas produzidas na China e que não houve compromisso com o governo de São Paulo para compra Elcio Franco é o secretário-executivo do Ministério da Saúde., mas sim a assinatura de um “protocolo não-vinculante”. Segundo o secretário, houve uma má interpretação das informações e o protocolo calcula a aquisição de uma “vacina de Brasil”, desde que certificada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária, no caso de ser a primeira a ficar disponível. “Qualquer vacina quando estiver disponível, certificada pela Anvisa e comprada pelo Ministério da Saúde vai ficar disponível para a população. No que depender desta pasta, não vai ser compulsória”, declarou o secretário-executivo. Eduardo Pazuello alegou na terça-feira, em reunião com governadores, que o ministério iria comprar 46 milhões de doses da vacina Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan com tecnologia da de China Sinovac, assim que houvesse concessão do registro pela Anvisa. Eduardo Pazuello é o ministro da Saúde. Nesta quarta, o presidente Jair Bolsonaro, respondendo a apoiadores nas redes sociais, alegou que a vacina não seria adquirida. Depois, em post próprio, reafirmou que não seria adquirida e que o povo de Brasil não seria tratado como porquinho-da-índia. – Depois de ser publicamente desautorizado pelo presidente Jair Bolsonaro, Eduardo Pazuello recebeu o presidente em casa, nesta quinta-feira Eduardo Pazuello é o ministro da Saúde., e durante uma live, diminuiu a crise e declarou que «um manda, outro obedece». Pazuello está em casa depois de ter sido diagnosticado com Covid-19 na terça-feira e o presidente foi visitá-lo nesta quinta, em uma tentativa deprovarr que não há crise entre eles. Depois de Pazuello comentar que estava tomando o tradicional cocktail bolsonarista contra a Covid –hidroxicloroquina, azitromicina e, agora, o vermífugo nitazoxanida, nenhum deles eficazmente comprovada contra a enfermidade– e se sentia bem, Bolsonaro perguntou se ele voltaria ao trabalho na semana que vem. Pazuello, referindo se às informações de que poderia ser demitido depois de ter assinado um protocolo de intenções para compra de 46 milhões de doses da Coronavac, desenvolvida pelo laboratório cde Chinade ChinaSinovac e o Instituto Butantan com asuportedo governo de São Paulo. respondeu: «Pois é, tão declarando que não, né?».A resolução de Pazuello aborreceu Bolsonaro, que anunciou na quarta que o governo não adquiriria a vacina e chegou a declarar, em entrevista à rádio Jovem Pan, que o mremédionão transmite segurança «pela sua origem». «Falaram até que a gente estava brigado. No meio militar, é habitual ocorrer isso aqui, não teve problema nenhum», declarou Bolsonaro, ao que Pazuello respondeu: «É simples assim, um manda e outro obedece. Mas a gente tem carinho, dá para desenrolar.» Na quarta-feira, Bolsonaro provou contrariedade depois da divulgação do protocolo, assinado na segunda. Ao longo do dia, conversou várias vezes com o ministro e teria ficado cumprido com a reposta rápida do ministro. No começo da tarde, Elcio Franco leu uma nota alegando que o protocolo «não era vinculante», se adquiririam vacinas somente depois de o registro em a Agência Nacional de Vigilância Sanitária e não seria compulsória. Elcio Franco é o secretário-executivo do ministério. À noite, na entrevista à Jovem Pan, perguntado se Anvisa concedesse o registro à Coronavac o governo coadquiriria vacina, Bolsonaro repetiu que o governo federal não irá coadquiri meremédio- O presidente Jair Bolsonaro declarou nesta segunda-feira que o país que oferece uma vacina contra Covid-19 ao Brasil primeiro precisa vacinar em massa sua população, ao fazer uma aparente referência à CoronaVac, potencial imunizante desenvolvido pela cde ChinaSinovac, que está sendo testada em estudo liderado pelo Instituto Butantan, do governo do Estado de São Paulo. Sem indicar diretamente João Doria Bolsonaro declarou que tem um governador que deseja ser «médico do Brasil» e declarou que se vai aplicar qualquer vacina só em a população de Brasil se houver comprovação científica de sua efetividade. João Doria é o nome do governador de São Paulo.»Tem que ter comprovação científica. O país que está oferecendo essa vacina tem que primeiro vacinar em massa os seus antes de oferecer para outros países», declarou Bolsonaro a apoiadores ao deixar o Palácio da Alvorada nesta manhã. «Muita coisa assim você só consegue vender para outros países depois de utilizar em seu país e comprovar sua efetividade», adicionou. Na semana passada, Doria declarou que o Butantan tem que entregar nesta segunda à Agência Nacional de Vigilância Sanitária os dados dos testes com a CoronaVac, que estão sendo feitos em cerca de 13 mil voluntários no Brasil. Ele tem alegado que deseja que a vacina, uma vez aprovada pela Anvisa, ingresse no Programa Nacional de Imunização do Ministério da Saúde, mas ainda não houve acordo neste sentido. Doria alega que, caso a vacina não seja incluída no programa nacional, vai vacinar a população de São Paulo. Reuniões estão marcadas para Brasília na próxima quarta-feira entre Doria e outras autoridades do governo paulista com o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, e com representantes da Anvisa. Bolsonaro, que é oponente político de Doria, a quem vê como potencial oponente na disputa presidencial de 2022, reiterou que a vacinação contra a Covid-19 não vai ser compulsória, depois de o governador de São Paulo alegar que seria no Estado. «Quem define isso é o Ministério da Saúde. O meu ministro da Saúde já declarou bem claramente que não vai ser compulsória essa vacina», declarou Bolsonaro. «Tem um governador aí que está se intitulando médico brasileiro, que está declarando que ela vai ser compulsória. Eu repito: não vai ser. Nossa parte depois de aprovada pelo Ministério da Saúde, com comprovação cientifica Nossa parte quando estiver em condições, é a vacinação., e mesmo assim ela tem que ser validada pela Anvisa, aí nós vamo oferecer de maneira gratuita. Mas repito, não vai ser compulsória.»

A Sinovac Biotech Ltd. é uma companhia biofarmacêutica que se concentra na pesquisa, desenvolvimento, fabricação e comercialização de vacinas contra enfermidades infecciosas.

Faz 3 meses, em entrevista coletiva Elcio Franco declarou que mesmo as pessoas que já tiveram Covid-19 têm que continuar a utilizar máscara. Elcio Franco é o secretário-executivo do Ministério da Saúde. Isso porque não se sabe ainda por quanto tempo elas vão ficar imunes e porque existe a chance de que, mesmo protegidas, vão poder ainda transmitir o vírus após ter contato com alguém doente. “Não se sabe por quanto tempo a pessoa contagiada vai estar imune, se por um mês, por um ano, pelo resto da vida. Tudo isso é uma incógnita e tudo está sendo estudado e pesquisado. Esse é um aspecto. Outro é que também não há evidências, mas existe a chance de que uma pessoa que contraiu, e em tese não vai mais contrair o vírus, se ela tiver contato com outra pessoa que está com o vírus ativo, continua atuando como vetor. Quando alegou ainda, então dessa maneira, ela pode estar espalhando o vírus”, explicou o “zero-dois” da pasta na ocasião : “Não é porque eu tive Covid que eu não tenho que utilizar máscara. E não é porque eu não tive que somente quem não teve deve utilizar. A recomendação é que todos utilizem máscara, que todos adotem as medidas de higienização, e todas aquelas outras medidas que foram propostas nas orientações para a recomeçada segura das atividades e para promover o convívio social seguro”. Pazuello, que estava dormindo, após o almoço, quando foi acordado com a chegada do presidente Bolsonaro para a visita com live desta quinta-feira, se o diagnosticou com Covid-19 em esta quarta-feira e está em isolamento no Hotel de Trânsito de Oficiais do Exército, onde mora em Brasília.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Countries: Brazil

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Em live sem máscara ao lado de Pazuello, Bolsonaro descumpre recomendação do Ministério da Saúde
>>>>>Ministério da Saúde não pretende comprar vacinas produzidas na China contra Covid-19, diz secretário-executivo – October 21, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>SP não vai politizar vacina contra Covid-19 e espera o mesmo do governo federal, diz Doria – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>‘Meu ministro da Saúde já disse que não será obrigatória essa vacina e ponto final’, diz Bolsonaro – October 19, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>Butantan enviará resultados de testes com vacina contra Covid-19 à Anvisa na segunda, diz Doria – October 15, 2020 (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>>>>>Bolsonaro rebate Doria e diz que governo federal não vai recomendar vacina obrigatória contra Covid-19 – (Extraoglobo-pt)
>>>>>>>>>Ninguém pode obrigar em hipótese alguma as pessoas a tomar vacina contra Covid-19 , diz Bolsonaro – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Um manda, outro obedece, diz Pazuello em live com Bolsonaro – (Extraoglobo-pt)
>>>>>País que oferece vacina ao Brasil tem primeiro de vacinar em massa sua população, diz Bolsonaro – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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