Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Coronavac (Brazilian version) 2021 A

O Brasil abre a semana com aproximadamente 11 milhões de novas vacinas contra o coronavírus à disposição. Cerca de 7 milhões chegaram ainda na sexta-feira, produzidas na Fiocruz e no Instituto Butantan. Outro lote, de 4 milhões, aterrissou no país no fim de semana, mandado pelo consórcio mundial Covax Falicity.

As novas remessas que chegaram possibilitam que o governo federal entre em um ritmo considerado ideal pelos pesquisadores — em seus cálculos, o país precisaria de 1,5 milhão de doses aplicadas por dia para deduzi a proteção dos grupos prioritários, formado por 80,5 milhões pessoas, ainda neste semestre.

No entanto, a atual remessa dura somente dez dias, e é preciso outras igualmente significativas para que o país permaneça em um ritmo ideal para a campanha de imunização.

Faz 1 dia, seis capitais de Brasil anunciaram a suspensão de a aplicação de a segunda dose de a CoronaVac por falta de vacinas, ontem. A carência pode ser corrigida ainda nesta semana: segundo o colunista do Globo Lauro Jardim, o Instituto Butantan prometeu entregar 1 milhão de doses na próxima quinta-feira.

CoronaVac é uma vacina contra a COVID-19 desenvolvida pela empresa biofarmacêutica de China Sinovac Biotech.

Busca por novas marcas

Cerca de 31 milhões de pessoas já receberam ao menos uma dose de imunizante contra a Covid-19, o equivalente a 15% da população. Faz 1 mês, foram aplicadas, em média, 816 mil doses diárias, em o mês de abril. Até o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, admitiu que, conservada essa passeata, a vacinação dos grupos prioritários seria deduzida somente em setembro. Se atribuiu o atraso em o programa a problemas em as remessas de insumos, que ainda não são fabricados em o Brasil.

— Nos próximos seis dias, distribuiremos 16,6 milhões de doses de vacinas — alegou Queiroga. — Negacionismo é desejar negar o óbvio. Vacinamos nossa população com eficiência sem precedentes.

Na quinta-feira 22 de abril o Brasil registrou 2.070 mortes por Covid-19 nesta quinta-feira, totalizando 383.757 vidas perdidas para o novo coronavírus. A média móvel foi de 2.543 óbitos, 14% menor que o cálculo de duas semanas atrás. Qualquer variação menor do que 15% mencionava estabilidade no número.

Das vacinas integradas neste fim de semana ao sistema de saúde, 10,5 milhões são da AstraZeneca — se as produziu 6,5 milhões em a Fiocruz, parceira de Brasil de a farmacêutica, e 4 milhões são da Covax Facility. Outras 420 mil doses são da CoronaVac, fabricadas pelo Instituto Butantan.

Alberto Chebabo considera que remessas de doses semelhantes não vão erradicar a pandemia Alberto Chebabo é vice-presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia., mas seriam suficientes para “sentir uma diferença” no serviço de saúde pública.

— Vacinamos menos de 1 milhão, e o ideal seria ao menos 1,5 milhão — descreve. — Difícil saber se vamo conseguir outras remessas com o mesmo porte nos próximos meses. E muitas pessoas que receberam uma dose ainda não estão devidamente protegidas, porque compra-se a imunidade somente um mês depois.

Para o infectologista, o governo deveria agilizar a busca por novas marcas, além da AstraZeneca e da CoronaVac, para garantir outras remessas significativas de vacinas. A Pfizer, por exemplo, só mandou ao país 1 milhão, das 100 milhões de doses adquiridas, e sua distribuição vai ser restrita aos grandes centros.

Outro negócio promissor, segundo Chebabo, seria a aplicação da vacina da Janssen, que acontece em dose única, e portanto agilizaria o processo de imunização. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou sua utilização emergencial, mas seria preciso antecipar a entrega das doses, procedimento que, segundo o programa, iniciará somente no terceiro trimestre.

De acordo com João Viola, presidente do comitê científico da Sociedade Brasileira de Imunologia, a nova leva vai fazer com que o número de vacinados passe de 15% para 20% da população. É, segundo ele, uma evolução, mas ainda distante do “marco satisfatório”, que seria ter 60% de pessoas imunizadas.

Outros países, como Reino Unido, Israel e EUA, contrasta Chebabo, começaram a exibi queda de mortes e casos quando atingiram cerca de 40% a 50% da população acima de 18 anos vacinada. Mas ele cogita que os imunizantes utilizados nesses países têm uma efetividade maior que a CoronaVac, que encarna a maior parte das vacinas aplicadas até agora no Brasil.

— É um ganho para idosos, profissionais de saúde, pessoas com comorbidade e professores, cuja inclusão no grupo prioritário foi fundamental para um possível regresso gradual à rede de ensino — elogia Viola. — Se conseguirmos conservar o recebimento de vacinas nesse ritmo satisfatório, talvez essas categorias estejam plenamente vacinadas ainda neste semestre, o que desafogará nosso sistema de saúde.

Faz 5 meses, o secretário de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Arnaldo Medeiros, descartou a compra de a vacina por causa da pré-requisito de armazenamento em baixas temperaturas, em dezembro.Os dados são do boletim do consórcio de jornalismo, uma iniciativa formada por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo. Os veículos reúnem informações das secretarias estaduais de Saúde divulgadas diariamente até as 20h.A vacina da Pfizer foi a primeira a conseguir registro definitivo pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária , ainda em fevereiro. Das outras duas vacinas que já estão sendo aplicadas no país desde janeiro, a AstraZeneca também conseguiu registro definitivo e a CoronaVac ainda tem registro emergencial.

O restante da população poderia atingir a segunda dose de imunização até setembro, caso o país busque o seu potencial para produção e distribuição de vacinas, calcula Viola. Do oposto, a quantidade necessária de pessoas imunizadas para conservar a taxa de transmissão do coronavírus sob controle seria atingida somente no fim do ano.

— O Brasil tem habilidade comprovada de vacinar 2 milhões de pessoas por dia. Faltam imunizantes por diversos motivos, como a dependência de importações de insumos farmacêuticos ativos , que são disputados por diversos países, e a falta de tecnologia para produzirmos uma vacina nacional, que seria adaptada às cqualidadesda epidemia em nossa população — explica.

Medidas de proteção

Outro dificuldade para a imunização em massa, segundo Viola, é o desconhecimento sobre o tempo de proteção ao vírus proporcionado pela vacina. Se os conservem, trata-se, por isso, de mais uma razão para que os cuidados básicos contra a Covid-19 : a utilização de máscaras, a higienização com álcool em gel e o distanciamento social, que precisam durar até que a taxa de mortalidade da pandemia caia significativamente.

Renato Kfouri acredita que a primeira dose da vacinação de idosos pode ser deduzida neste semestre. Renato Kfouri é diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações. Como a pausa entre as doses da AstraZeneca é de três meses, é possível que algumas pessoas em que se a aplicou só estejam com a carteira de vacinação em dia depois de julho.

— A cobertura vacinal não chega a 100% porque algumas pessoas não voltam para receber a segunda dose. Então, vamos chamando outras pessoas — indica. — O próximo passo é levar a campanha de vacinação a pessoas com enfermidades crônicas.

Kfouri, no entanto, destaca que a vacinação não será, em si, a responsável por reduzir a transmissão do coronavírus.

Na avaliação de Kfouri ainda é cedo para alegar qual percentagem da população precisa ser vacinada contra a Covid-19 para dar ao Brasil uma margem de segurança sobre a enfermidade. Isto porque ainda não está claro por quanto tempo os imunizantes garantem proteção, se vai haver necessidade de revacinar os grupos e se as vacinas existentes serão eficazes contra as novas variantes ou se vai ser preciso fazer adaptações para garantir proteção contra as novas cepas do coronavírus.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Countries: Israel, United States, United Kingdom, Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Entrega de doses permite ao Brasil um ritmo de imunização para antecipar meta
>>>>>Vacinas da Pfizer começam a ser distribuídas no Brasil: imunização será em duas doses com intervalo de 21 dias – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Brasil registra 2.278 mortes por Covid-19 em 24 horas, indica consórcio de imprensa – (Extraoglobo-pt)
>>>>>Primeiro lote com 1 milhão de doses de vacinas da Pfizer chega ao Brasil – (Extraoglobo-pt)

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