Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Manaus-Satelite-2016

E SÃO PAULO — A falta de oxigênio nas clínicas em Manaus com a escalada de casos de coronavírus é um alerta para o restante do país, na avaliação de experts. Para eles, há risco de novos equívocos no fornecimento, em especial na Região Norte. O drama registrado na capital do Amazonas reflete a combinação da falta de uma ação planejada com a indústria — que agora se desdobra para aumentar depressa a produção — e uma complicada estrutura de escoamento, que pode levar dias para entregar um produto que precisa ser reposto em personalidade imediata. Industriais da região alegam que as doações se avolumam, mas o oxigênio não chega a tempo. Entrevista: Manaus é um alerta do que pode ocorrer com o resto brasileiro, declara infectologista da Fiocruz Na primeira onda de Covid-19, no ano passado, o consumo de oxigênio era de 30 mil metros cúbicos em Manaus, platô bastante acima do registrado antes da pandemia. Agora, segundo a White Martins, companhia que tem a maior fatia do mercado, a procura já chegou a 70 mil metros cúbicos diários, quase três vezes a habilidade de produção da companhia na cidade. Leia mais: Secretário de Saúde do Amazonas declara que sociedade ‘optou pela contaminação’ A White Martins produz 25 mil metros cúbicos diários e está aumentando esse platô para 28 mil metros cúbicos, além de deslocar oxigênio de outras sete fábricas do país. A companhia recebeu autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para diminuir provisoriamente o percentual de pureza do oxigênio de 99% para 95%, a que facilitaria o ampliação da produção. Há uma multiplicação de gargalos para fazer chegar o oxigênio de outros estados. Ele pode ser transportado nas maneiras líquida ou gasosa, por embarcação ou aeronave. O transporte, a pouca oferta de tanques de armazenamento para o produto na maneira líquida e o efeito da crise econômica, que diminuiu a produção em cerca de 30% no ano passado, segundo a consultoria R S Santos, são alguns dos entraves. O oxigênio pode ser utilizado tanto para a indústria quanto na medicina. Segundo o consultor Ronaldo S Santos, diante da diminuição no ano passado, não haveria um problema de habilidade para aumentar a produção de oxigênio para as clínicas. Mas cogita que a falta de planejamento público explica o quadro atual: — Teria que ter sido pedido um plano de ação das companhias para abastecimento ao longo do ano passado. Compreenda: O que deu errado em Manaus? Veja como a cidade morreu ao coronavírus Para o professor de Gestão de Cadeia de Suprimentos do Insper Vinícius Picanço, o que está ocorrendo em Manaus, com a nova cepa, pode se repetir em outras localidades com restrições na infraestrutura de transportes, em parte do Nordeste e no interior, o que ressalta o protagonismo do planejamento. — Não dá para declarar que era imprevisível a carência. Por mais que a procura tenha uma conduta exponencial, existem modelos matemáticos para isso. A questão envolve logística e previsão de estoque — declarou. — Houve teve tempo na pandemia de posicionar os estoques de forma adequada, de armazenar insumos em regiões estratégicas. Segundo Jorge Nascimento, presidente da Eletros, associação de produtos eletroeletrônicos, desde a semana passada, as grandes indústrias do estado doaram seus estoques de oxigênio para ser convertido em oxigênio medicinal, utilizado na rede pública de saúde, mas não foi suficiente. Ao menos 20 grandes fabricantes com operações na Zona Franca de Manaus, se dispuseram a auxiliar, segundo ele. Mas, para isso, é preciso que os cilindros voltem para a usina de oxigênio. O produto utilizado na área hospitalar solicita percentual maior de pureza. A partir daí, foi necessário buscar fora do estado. Segundo Nascimento, o grupo de Convergência Empresarial da Amazônia, que reúne empresários do estado, tem reunido doações: — Tarda para chegar. Uma encomenda que saiu de uma fábrica de aço do Maranhão vai tardar no mínimo cinco dias para chegar porque deve fazer parte do trajeto de embarcação. A Força Aérea Brasileira tem operado voos a partir de Guarulhos, mas há restrição de quantidade da produto para transporte por via aérea porque é carga arriscada, nem todinho aviãozinho está ajustada — alegou. Santos realça outros problemas que vão além da demora no transporte, a falta de tanques para transportar o produto no estado líquido: — Não temos grande produção, as companhias importam da Índia e da China. E a maior parte das clínicas recebe esse oxigênio líquido em tanques, já que os cilindros têm volume menor. Muitas companhias têm realocado os tanques da indústria, mas não é rápido. Para os experts, pode haver equívoco na oferta de oxigênio em outras partes do país a depender da ampliação de casos, mas o tempo de reação seria menor do que em Manaus. Segundo Jorge Mathuiy, diretor comercial da MAT, maior produtora de cilindros brasileira, a maior preocupação é com outros estados da Região Norte, onde não há produção local de oxigênio. Ele já se prepara para procura maior: — Estamos ampliando a produção de 22 mil cilindros por mês para 25 mil com um novo turno. Estamos preparados para a ampliação da procura. A White Martins tenta importar oxigênio da Venezuela. Em nota, explica que colocou à disposição o envio de 32 tanques criogênicos que estão em São Paulo aguardando para serem transportados para Manaus. Além disso, seguem rumo ao estado 23 carretas criogênicas . A Fiam declara que o cenário é de caos e que o governo do estado fala em licitar 11 minifábricas de oxigênio para clínicas, segundo Antônio Silva, presidente da entidade. A Fiam é federação das indústrias do estado. segundo Antônio Silva, presidente da entidade. Grandes companhias da setor financeira, consumo e aéreo estão doando equipamentos e cilindros, o maior obstáculo, porém, é fazer a assistência chegar.

Faz 5 meses, uma ambulância de o Samu chegou a o Hospital 28 de Agosto, um de os maiores de o estado, transportando um paciente com Covid-19 em estado grave, em esta sexta-feira. No informou-se Sidney Albuquerque local, de que a maca do automóvel teria que ficar na clínica. Sidney Albuquerque é o motorista da ambulância. Do oposto, não haveria como acomodar o paciente na unidade.— Isso está ocorrendo o dia todo. A gente vem deixar os pacientes, mas a maca fica. Isso prejudica o nosso trabalho porque a ambulância fica inoperante até que uma nova maca seja disponibilizada — alegou Albuquerque.

Manaus é um município brasileiro, capital do estado do Amazonas e principal centro financeiro, corporativo e mercantil da Região Norte do Brasil.

White Martins é uma companhia multinacional de Brasilde Brasil que atua no mercado de fabricação de gases industriais e medicinais.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: SLIGHTLY NEGATIVE

Countries: Brazil, India, China

Cities: Sao Paulo, Manaus

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Falta de oxigênio vista em Manaus pode se alastrar pelo país, declaram experts
>>>>>Revezamento de cilindro de oxigênio, maca de ambulância que vira leito e mais de 200 enterros; veja relatos sobre caos em Manaus – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

Id Entity Positive Negative Named-Entity Total occurrences Occurrences (appearances)
1 Manaus 50 80 PLACE 8 (tacit) ele/ela (referent: Manaus): 1, Manaus: 7
2 eu 0 2 NONE 6 (tacit) eu: 6
3 empresa 0 0 NONE 5 empresa: 2, uma empresa multinacional brasileira: 2, A empresa: 1
4 Ronaldo S Santos 0 90 PERSON 4 o consultor Ronaldo_S_Santos: 1, (tacit) ele/ela (referent: o consultor Ronaldo_S_Santos): 3
5 nós 0 25 NONE 4 (tacit) nós: 4
6 White Martins 0 0 PERSON 4 A White_Martins: 2, a White_Martins: 1, White_Martins: 1
7 oxigênio 0 0 NONE 4 O oxigênio: 1, o oxigênio: 1, oxigênio: 1, esse oxigênio líquido: 1
8 demanda 0 0 NONE 3 a demanda: 2, demanda maior: 1
9 empresas 0 0 NONE 3 Muitas empresas: 1, as empresas: 2
10 indústria 0 0 NONE 3 a indústria: 3