Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Santinho Eduardo Gomes 1945

– Em uma estratégia de contenção de prejuízos, o governo Bolsonaro aposta no deferimento do começo das atividades da CPI da Pandemia para ganhar tempo e força política. Aliados do Planalto defendem que a delegação, instituída nesta segunda, comece os trabalhos de maneira totalmente presencial, o que, na prática, atrasa a instalação do colegiado, já que o Senado está em sistema remoto por tempo indeterminado. O argumento oficial é que não há segurança sanitária para a presença de parlamentares, servidores e jornalistas na Casa. Recebeu-se a abertura de a CPI para apurar também ações de o Estados e Municípios com alívio por integrantes de o Planalto. Ainda assim, governistas atuam no Congresso para desacelerar o processo. Eles contam com o suporte do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco , que também defende aguardar a volta do trabalho presencial, mas deseja escutar os incertos integrantes da delegação sobre o assunto. Após a divulgação de uma conversa entre o presidente Jair Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru no domingo, auxiliares diretos do presidente admitiram que barrar a delegação havia se tornado impraticável e, portanto, a melhor saída era dispersar o foco e conseguir aumentar o alcance da CPI para incluir governadores e prefeitos. Logo após a abertura da CPI única para União, estados e municípios, Fábio Faria compartilhou a notícia no Twitter com a frase: «Quem tem frio que puxe a mantinha». Fábio Faria é o ministro das Comunicações. Se cobre os culpados segundo uma fonte de o Planalto, o governo adotará a estratégia de que não há nada a temer e vai dar a clareza a todos os dados para a CPI para que . O presidente e seus auxiliares insistem na tese de que distribuiu os recursos e coube aos govenadores e prefeitos fazer a administração da pandemia. Antes da leitura do requerimento para a criação da CPI da Pandemia, o líder do governo no Congresso, Eduardo Gomes , exibiu uma questão de ordem em plenário para tentar impedir que a Comissão Parlamentar de Inquérito possa funcione até que os integrantes da Casa e depoentes estejam imunizados contra a Covid-19. — Peço que a CPI não possa funcionar presencialmente por essa questão, enquanto não tiver condição de funcionar com pessoas imunizadas. Não é só sobre essa CPI, é sobre qualquer CPI – disse, no começo da sessão. Gomes alegou que outros países começaram a campanha de imunização pelos parlamentares diferente do Brasil. E que ele e outros sentem que têm «uma dívida bastante grande, com sacrifício inclusive de colegas», relembrando a morte de três senadores que morreram em decorrência da enfermidade nos últimos meses. “Nesse sentido, parece-nos mais prudente que a CPI tenha que funcionar somente com a participação de Senadores, depoentes e servidores já vacinados e não integrantes dos grupos de risco para a Covid-19 frente à extrema gravidade da epidemia de Covid-19 atualmente no País. Desta forma, temos a certeza de que poderemos garantir, tanto o bom andamento dos trabalhos do colegiado, como o absoluto respeito aos rígidos protocolos sanitários que devem ser observados nesse momento por todos os brasileiros», declara trecho do requerimento de Gomes. Aliado do presidente Rodrigo Pacheco, o senador Marcos Rogério alegou que praticamente todos os atos calculados em CPI precisam acontecer presencialmente. Segundo ele, é «descabido» uma Comissão Parlamentar de Inquérito funcionar em sistema remoto. Se alia o parlamentar de o DEM também de o governo. — Os atos da CPI impõem a presença física. O depoente tem que estar presencialmente na delegação para não ser orientado; para não ser constrangido; para não ser ameaçado; e até para decretar prisão em flagrante — argumentou Marcos Rogério. O senador Omar Azis , por sua vez, criticou parlamentares que desejam aguardar a instalação da CPI em momento considerado mais adaptado: — Os senadores que não desejam que instale a CPI agora, que desejam que o senhor aguarde momento adaptado, e aí no momento adaptado vamo ter 500 mil mortes porque o que estou vendo é que estão desejando adiar. 500 mil mortes são 600 mil mortes no Brasil. Que esses senadores entrem no Supremo pedindo a suspensão. E aqueles que assinaram, que consentem com a CPI, participarão — declarou Azis.

— Após a divulgação de uma conversa entre o presidente Jair Bolsonaro e o senador Jorge Kajuru , integrantes do governo federal consideram que a Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia é irreversível e pretendem intensificar a defesa por um aumento do alcance do inquérito. Auxiliares do presidente negam que a divulgação do áudio tenham sido combinada, mas acreditam que o fato vai auxiliar na narrativa de Bolsonaro, porque mostraria que ele não tem nada a esconder. Se Senado pode investigar governadores A avaliação no Planalto é que barrar a CPI, cPI da Pandemia: Pacheco vai fazer consulta para saber não é o percurso, mas insistir na defesa de um inquérito amplo. Apesar de admitirem um desgaste político, auxiliares consideram que Bolsonaro não tem nada a perder porque já é criticado constantemente e que não haveriam fatos novos a serem apresentados. Governadores e prefeitos que não estão sob evidência, por outro lado, podem ser prejudicados, já que o desenrolar de uma CPI é tido como imprevisível e novas inquéritos podem surgir. O governo federal insistirá na tese de que fez os repasses necessários, e que estados e municípios têm que responder como aplicaram os orçamentos. Vera Magalhães: Áudio de Bolsonaro com Kajuru é mais grave que o ‘Bessias’ de Dilma No áudio divulgado pelo senador Kajuru, Bolsonaro insiste em pedir um inquérito ou impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal . Auxiliares palacianos diminuem a fala, afirmando que o presidente já havia feito esta cobrança publicamente. Uma preocupação em relação à CPI é com a articulação política no Senado. Um ministro, escutado de maneira reservada, reconhece que a relação com os senadores é pior do que a com a Câmara, mas recusa a ideia de que é necessário entregar um ministério a um senador para reverter isso. Leia também: Objetivo do governo ao tentar incluir estados e municípios na CPI da Pandemia é inviabilizar o inquérito, declara Renan Na semana passada, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra , chegou a anunciar que iria trabalhar para retirar assinaturas do requerimento de criação da CPI. A iniciativa, contudo, fracassou. Se diminuiu o trecho de a conversa e sair em a porrada em que Bolsonaro chama o senador Randolfe Rodrigues de » bosta » o trecho de a conversa e declara que teria que » sair em a porrada » com ele também . A avaliação é de que foi um ataque individualizado, a um parlamentar identificado com a esquerda, e não ao Senado. Bernardo Mello Franco: A compulsão de Bolsonaro com Randolfe Rodrigues Líder do governo no Congresso, o senador Eduardo Gomes declara que o Planalto não comportar-se para impedir a instalação da delegação, mas mencionou que ela só vai fazer sentido se englobar governadores e prefeitos: — Em as últimas dez CPIs sugestão aumentou o alcance de o roteiro de trabalho de o relator e eleição de o plenário de a CPI. Essa também seria. Como o senador Alessandro Vieira já pediu, e outros já pediram, não tem que debater isso. A CPI se funcionar vai ser com estados e municípios — declarou Gomes.- Ministro Luiz Fux marcou para a próxima quarta-feira o julgamento sobre a criação da CPI da Pandemia no Senado. Ministro Luiz Fux é o presidente do Supremo Tribunal Federal . Na última quinta-feira, o ministro Luís Roberto Barroso havia determinado que a delegação fosse instalada, após ter reunido o número de assinaturas exigido pelo batalhão da Casa. Os senadores desejam apurar o comportamento e eventuais omissões do governo federal na guerrazinha à pandemia. Relembre: CPI da Pandemia não é a primeira determinada pelo STF; cheque outros casos Barroso tinha decidido também que o caso seria julgado no plenário virtual da Corte a partir de sexta-feira. Nesse sistema, os ministros não se reúnem, eles somente votam no sistema eletrônico do tribunal. Agora, o julgamento será por videoconferência, em razão da pandemia de Covid-19, quando os ministros poderão debater entre si. Leia também: Líder do governo no Senado declara que trabalhará para retirada de assinaturas da CPI A resolução de antecipar o julgamento, retirando-o do plenário virtual, aconteceu após conversas entre os ministros da Corte e em razão da urgência e pertinência do assunto. A sessão de quarta-feira estava reservada para julgar recursos do Ministério Público contra a resolução do ministro Edson Fachin que invalidou as condenações e outras resoluções tomadas pelo juiz Sergio Moro contra o ex-presidente Luiz inácio Lula da Silva. Agora, o plenário do STF analisará inicialmente a instalação da CPI e, exclusivamente depois, os recursos do MP. Bolsonaro: Presidente declara que Barroso fez ‘politicalha’ e ‘ativismo judicial’ ao determinar CPI da Pandemia Entregue em fevereiro, o pedido da oposição para instaurar a CPI já havia preenchido todas as exigências, mas Rodrigo Pacheco eleito ao cargo com apoio do presidente, vinha resistindo em instalá-a. Rodrigo Pacheco é o presidente do Senado.. Após a resolução do STF, o presidente do Senado alegou que não trabalhará «um milímetro para mitigar a CPI, nem para que não seja instalada, nem para que não funcione». Senadores Apesar das declarações de Pacheco , o fato de a instauração de a CPI não ser imediata encaram ela como uma maneira de o Senado ganhar tempo antes de a manifestação definitiva de o plenário de o STF. Na sexta-feira, Bolsonaro reagiu. Ele alegou que Barroso faz «politicalha» e «ativismo judicial», e que «falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política». O STF, em nota institucional saiu a favor do ministro. O próprio Barroso, ao comentar o tema, declarou: — Na minha resolução, restringi-me a aplicar o que está calculado na Constituição, na linha de pacífica jurisprudência do Supremo Tribunal Federal, e após consultar todos os Ministros. Satisfaço a Constituição e desempenho o meu papel com seriedade, educação e serenidade. Não penso em mudar.— O presidente Jair Bolsonaro criticou nesta sexta-feira o ministro Luís Roberto Barroso, do Supremo Tribunal Federal , pela resolução de mandar o Senado instalar uma Comissão Parlamentar de Inquérito investigar a atuação do governo federal na pandemia de Covid-19. Bolsonaro alegou que Barroso faz «politicalha» e «ativismo judicial». CPI da Pandemia: Em cinco pontos, compreenda como a crise aumenta pressão sobre o governo Bolsonaro também alegou que Barroso não tem «coragem moral» para determinar também que o Senado analise pedidos de impeachment contra ministros do STF. Exibiram-se diversos pedidos de impeachment contra membros de a Corte em os últimos anos, mas nenhum teve andamento. — Pelo que me parece, falta coragem moral para o Barroso e sobra ativismo judicial. Não é disso que o Brasil precisa. Vivemos um momento crítico de pandemia, pessoas falecem, e o ministro do Supremo Tribunal Federal faz politicalha junto ao Senado Federal — declarou o presidente, em conversa com apoiadores no Palácio da Alvorada. Analítico: CPI da Pandemia inicia em momento de fragilidade do governo Bolsonaro Bolsonaro publicou um trecho da conversa com apoiadores em suas redes sociais e escreveu que para Barroso «falta-lhe coragem moral e sobra-lhe imprópria militância política». Tomou-se a resolução de Barroso em a quinta-feira. A oposição conseguiu as assinaturas necessárias para que a delegação funcionasse, mas Rodrigo Pacheco vinha resistindo em instalá-a. Rodrigo Pacheco é o presidente do Senado.. O objetivo da CPI é investigar se o governo cometeu omissões na guerrazinha à pandemia do novo coronavírus. Na conversa com apoiadores, Bolsonaro criticou o alcance da CPI, por não investigar também governadores e prefeitos, e declarou que Barroso fez uma «jogadinha casada» com senadores de esquerda para «desgastar o governo». A resolução do ministro atendeu a um pedido dos senadores Jorge Kajuru e Alessandro Vieira . — A CPI não é para apurar desvio de recursos de governadores. É para apurar, segundo está lá na ementa do pedido de CPI, omissões do governo federal. Ou seja, uma jogadinha casada, Barroso bancada de esquerda do Senado para desgastar o governo. Eles não desejam saber o que ocorreu com os bilhões desviados por alguns governadores e alguns poucos prefeitos também. O presidente também criticou Barroso por ter atuado como advogado do ex-ativista italiano Cesare Battisti, que satisfaz pena de prisão eterna pela participação em quatro assassinatos no fim dos anos 1970. — Barroso, nós conhecemos teu passado, tua vida, o que você sempre defendeu, como chegou ao Supremo Tribunal Federal, inclusive defendendo terrorista Cesare Battisti. Então, utilize sua caneta para boas ações a favor da vida e do povo de Brasil, e não para fazer politicalha dentro do Senado Federal. Se tiver moral, um pingo de moral, mande abrir processo de impeachment contra alguns dos, se tiver moral seus companheiros no Senado Federal.

Foi ministro da Aeronáutica nos governos de Café Filho, Carlos Luz e Castelo Branco.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Governo tenta atrasar instalação de CPI da Pandemia no Senado
>>>>>Após áudio, integrantes do governo avaliam que não há como barrar CPI – April 12, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Bolsonaro diz que Barroso fez ‘politicalha’ e ‘ativismo judicial’ ao mandar abrir CPI da Pandemia – April 09, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>Barroso manda Senado instalar CPI da Pandemia – (Extraoglobo-pt)
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>>>>>>>>>>>>>Ministro Fábio Faria afirma que abertura de CPI da Covid no Senado será ‘vitória antecipada’ de Bolsonaro – April 09, 2021 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>>>>>>>>>Armamentista será relator no Senado de projeto que susta atos de Bolsonaro para flexibilizar aquisição de armas de fogo – (Extraoglobo-pt)
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>>>>>>>>>>>>>CPI da Pandemia não é a primeira investigação autorizada pelo STF; relembre outros casos – April 09, 2021 (Extraoglobo-pt)

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