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Antônio Soares, de 57 anos, não tem muito talento com smartphones, bastante menos com as redes sociais. Mas, na última semana, ele gastou alguns bons minutos lendo observações direcionados a ele.

«Obrigada pelo trabalho.»

«Todo o meu respeito.»

«Gratidão.»

Seu filho relacionava a uma fotografia postada as observações , João Soares , um aluno de Direito de 30 anos , que mostrava o pai vestido com todos os equipamentos de proteção , em a clínica onde trabalha em Mossoró , em o sertão de o Rio Grande do Norte.

Ele estava pronto para mais um dia na guerrazinha à pandemia de coronavírus. Até a quinta-feira , a cidade potiguar tinha 110 casos da enfermidade e oito óbitos registrados, segundo o boletim mais recente da Secretaria de Saúde do Estado.

«Sempre senti orgulho da meu ofício, mas dessa vez eu senti ainda mais. As clínicas não são só médicos e enfermeiros. São também copeiros limpeza, manutenção». Copeiros são recepcionistas.

Antônio trabalha há 37 anos em clínicas, 20 deles como maqueiro, carregando e movendo pacientes que chegam ou que já estão internados.

O seu trabalho, agora mais conhecido após a publicação que viralizou no Twitter, inspirou relatos de filhos desses profissionais que trabalham em unidades de saúde.

Estamos tristes em informar que um de nossos colaboradores, Cláudio Maurício Santana que trabalhava há 10 Cláudio Maurício Santana é o Baratinha….

A ideia, declara João, era somar outros ofícios ao rol daquelas que estão sendo honradas com a hashtag #ProfissionaisdeSaúde.

«Claro que os médicos e enfermeiros são importantíssimos, não negamos isso. Mas todos se arriscam igualmente e todos merecem ser reconhecidos», completa.

Não há dados disponíveis sobre a quantidade de maqueiros infectados ou afastados por causa da covid-19. Porém, alguns relatos se disseminam nas redes sociais.

Faz 3 meses, a Secretaria de Saúde do Rio compartilhou uma homenagem de colegas a um maqueiro que faleceu com a enfermidade, em a capital fluminense.

Compartilharam-se fotografias de um profissional de a maior clínica pública de Fortaleza em o Ceará, também após ele morrer em decorrência de o coronavírus.

O primeiro motivo é o clima. Os meses de novembro e abril concentram o maior volume de chuvas no Estado, e isso favorece a proliferação de vírus que provocam síndromes respiratórias, explica a imunologista Bárbara Baptista, pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz no Amazonas.

Rosinaldo da Conceição, de 47 anos, declara estar na «frente da linha de frente na guerrazinha ao coronavírus».

Maqueiro há 15 anos em uma clínica municipal de Itaboraí, no Rio de Janeiro, ele é o primeiro a ter contato com muitos pacientes que chegam à unidade. Vai ao carro ou à ambulância, coloca a pessoa na maca e, às vezes, até a carrega no colo.

Faz 2 meses, mas o acumulado de 674 mm fez de o primeiro bimestre de 2020 o mais chuvoso de os últimos quatro anos. E, em março, voltou a chover mais do que de tradição.

A fotografia de Rosinaldo vestido para trabalhar também ganhou compartilhamentos no Twitter após a publicação feita por sua filha, Brunna Soares, de 20 anos. Declarava: «Orgulho é o vocábulo que me define hoje».

A imagem havia sido mandada pelo maqueiro à família, pinquietadaem casa, para mostrar que estava «tudo bem».

Esse é o meu pai, ele é maqueiro. Lindo que amo amo amo amo amo. Trabalha no PS regional daqui. Se preenchem as clínicas não só com médicos e enfermeiros. Todos se arriscam igualmente e todos merecem ser reconhecidos. #ProfissionaisDaSaude pic.twitter.com/tDRp0LuluF

«Quando vi a fotografia dele, eu chorei , todo orgulhoso trabalhando. Eu acho que esses profissionais precisam ser honrados», declarou Brunna.

Com problema no pilar e diabetes — uma enfermidade que o coloca no grupo de maior risco de ter complicações da covid-19 —, Rosinaldo declara que não vai deixar de trabalhar, ainda mais durante uma pandemia.

«Eu tenho bastante afeição pelas pessoas. Quando você vê uma pessoa entrar doente, sem conseguir caminhar ou respirar direito, e ela sai caminhando, não tem custo.»

«Sou bacharel em comunicação em massa e fiz isso paraconfirmarr como é fácil alguém postar algo online eprovocarr pânico. Eu desejava confirmar que é importante que as pessoas estejam bem informadas e façam suas próprias pesquisas antes de acreditar em tudo o que leem ou ouvem.»»Como tal, onde a cobertura de testes é maior, a amostra de pessoas testadas pode fornecer uma deia menos tendenciosa da verdadeira preponderância do vírus.».

«Fiquei bastante contente e emocionado pelo agradecimento da minha filha e das pessoas. Não se fala quem está ali por trás — e, no meu caso, à frente — de médicos e enfermeiros», revidencia quando se fala em saúde.Com contato direto com os pacientes, a pandemia de coronavírus mexeu com a rotina dos maqueiros.

Ao chegar do trabalho, Antônio Soares nem entra em casa. Vai para o quintal, onde tem um balde com desinfetante lhe esperando. Limpa os equipamentos, dá banho na moto e só então encontrará a família.

Em Itaboraí, Rosinaldo já falou para filha que não atenderá mais ligações ou responder mensagens no horário de trabalho. Declara: «[O aparelho] é fonte de contaminação».

Para arrumar forças, os dois profissionais declaram que tomam o que fazem como missão. Antônio declara: «Não tenho medo, eu tenho que auxiliar os outros que precisam de mim».

E, agora, eles também se apegam ao suporte que vem de desconhecidos na internet. João declara: «Eu achei assombrosamente revigorante receber tantas mensagens de carinho».

«Quando nos consideram, é gratificante e nos aplaudem como profissionais de saúde», conclui Rosinaldo.

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Final de YouTube post de BBC News Brasil

Final de YouTube post 3 de BBC News Brasil

Fonte: BBCBrasil-pt

Countries: Brazil

Cities: Rio Grande, Mossoro, Itaborai, Fortaleza

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Não são só médicos e enfermeiros’: o pedido por visibilidade ao trabalho de maqueiros na guerrazinha à covid-19
>>>>>Muita chuva, poucos testes e mais gente na rua: o que levou Amazonas a explosão de casos de covid-19 – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Coronavírus: ‘Fui preso por fingir ter covid-19 no Facebook’ – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Brasil é um dos países que menos realiza testes para covid-19, abaixo de Cuba e dos EUA – (BBCBrasil-pt)