Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Ciro Gomes na II Semana de Políticas Públicas da UFABC

– O ex-ministro Ciro Gomes alegou nesta segunda-feira que não superou os desentendimentos com o ex-presidente Lula , com quem se encontrou em setembro conforme revelou o GLOBO. Declarou, porém, que a conversa serviu para a retomada do diálogo. — Nós conversamos depois de quase dois de desentendimentos profundos. Não superamos os desentendimentos, mas restauramos o diálogo. Ele me convidou para conversar e acho que política a gente faz conversando, dialogando, mesmo que eu tenho entrado com as mesmas ideias e saído com as mesmas convicções e ele, certamente, entrou com as mesmas convições que saiu — alegou Ciro, em entrevista à Rádio Jornal Pernambuco. O pedista ainda alegou que a conversa serviu para tratar «as diferenças de maneira franca, aberta, sincera, pensando na questão brasileira». O ex-ministro agrediu o PT e principalmente a administração da ex-presidente Dilma Rousseff. Anteriormente, já havia alegado que conversa serviu para lavar roupa-suja. Para Ciro, Lula «impôs a Dilma para continuar mandando» e assim acabou instituindo as condições para que Jair Bolsonaro fosse eleito em 2018. — A Dilma, sem nenhuma experiência, se agarra na economia mais atrasada e a corrupção generalizada, que infleizmente não dá para ser escondida, Palocci era braço direito do Lula. Isso instituiu as condições no Brasil para o povo por desespero, por ira, por frustração, que eu entendo com a meu espírito, votar neste absurdo que está se revelando ser o Bolsonaro. Indagado sobre a opinião do marqueteiro João Santana, revelada em em entrevista ao programa Roda Viva, de que uma chapa com Ciro e Lula de vice seria invencível, o pedetista descartou essa chance: — Isso não existe, o Lula é grande demais. O Lula deveria, se ele tivesse um pouco de grandeza, até em respeito a si próprio, guardar o lugar justo que ele tem na história. Um presidente que fez muita coisa pelo povo naquele momento, mas que errou profudamente na política, a ponto de ser ele a maior vítima. Ciro recordou a prisão de Lula para exemplificar a consequência do erro político do ex-presidente. — Não tenho nenhum prazer em recordar: o Lula foi bater na cadeia, com duas condenações, já vêm mais seis processos. E preciptou o país com a Dilma. Ele sabe. A Dilma não é uma pessoa desonrada, é uma pessoa séria. Nós aqui no Ceará demos dois terços do votos contra o impeachment, portanto não me meto nessa história de que a Dilma é uma corrupta, mas a Dilma desastrou o Brasil. Estava em 14%, quando ela assumiu o desemprego era 4% quando saiu. O ex-ministro também falou sobre o seu suporte a Guilherme Boulos no segundo turno da votação de São Paulo e a seu fantasmazinho no horário eleitoral do candidato ao lado de Lula, do governador Flávio Dino e de Marina Silva . Em a avaliação de Ciro , Boulos provocou não a união, mas pela vontade de derrotar o governador João Doria , padrinho político do prefeito Bruno Covas. — Saiu que Boulos juntou toda esquera e a centro-esquerda do Brasil. Isso não é verdade. Quem conseguiu juntar todos foi o Doria. O Doria é um governador tão desastrado, anti-nacional que há a necessidade mudar São Paulo, a bem do Brasil Ciro ainda avaliou que a derrota marcou a votação municipal de o PT e de o bolsonarismo. Anti-nacional é tão reacionário. — Foi um triunfo importante desse campo que nega os extremos. Varreram-se o luopetismo corrompido e o bolsonarismo boçal de a vida brasileira em as grandes cidades. No fim de semana, Ciro esteve no Recife para participar da campanha de João Campos , oponente da petista Marília Arraes no segundo turno da votação da capital pernambucana.

— Antes do fase eleitoral, o senador Humberto Costa desembarcou em São Paulo com a missão de estancar uma crise. No Instituto Lula, tentou persuadi o ex-presidente de que a candidatura de Marília Arraes à prefeitura do Recife seria uumadcalamidadepara a esquerda e, consequentemente, para a relação do PT com o PSB. Costa deixou claro que não havia possibilidade de a petista fazer campanha sem atirar. A intervenção não teve êxito. Com o aval de Lula, Marília tornou-se o nome dos petistas para enfrentar o primo, João Campos, representante de uma hegemonia de oito anos do PSB na prefeitura. Sacramentada a resolução, a Gleisi Hoffmann ainda tentou diminuir o estrago: foi ao encontro de Carlos Siqueira para prometer que a campanha seria limpa, sem ataques, com o foco na «oposição a Jair Bolsonaro». Gleisi Hoffmann é presidente do PT. Carlos Siqueira é dirigente do PSB. Oito meses depois, Marília e João disputam o segundo turno em clima de vale-tudo.

Na segunda-feira 16 de novembro – Um dia após a votação em São Paulo, tanto Carlos Lupi, presidente nacional do PDT, quanto o ex-ministro Ciro Gomes, mencionaram preferência pela candidatura de Guilherme Boulos no segundo turno. Os dois já mencionaram que irão defender um suporte ao líder dos sem-teto, embora o suporte ainda não esteja decidido. O PDT irá decidir seu posicionamento. Já o candidato Márcio França não tinha que confirmar um suporte tão cedo e debatia a chance de se conservar neutro no segundo turno. No domingo à noite, em contato com o GLOBO, Lupi aalegouque i ivai irdefendero asuportea Boulos. Em conversas reservadas, Ciro Gomes também manifesta preferência por Boulos. O anúncio do suporte, entretanto, só aconteceria após conversas com a direção do PDT e com Márcio França. Segundo o GLOBO apurou, o candidato do PSB não teria que tomar uma resolução depressa. Entre pessoas próximas a França, a alternativa pela neutralidade era debatida. Por outro lado, o suporte a Bruno Covas estava praticamente descartado. Segundo interlocutores do candidato do PSB, esse distanciamento acontecia não tanto por causa do tucano, mas por causa do governador João Doria. França se posicionou no primeiro turno como o principal inimigo de Doria na cidade, dois anos após a disputa entre ambos pelo governo estadual. Em publicação feita em suas redes sociais, França agradeceu aos mais de 700 mil votos recebidos no pleito e quis sorte tanto a Boulos como a Covas. Sem-teto, Márcio França t teriao potencial de provocar um efeito maior no eleitorado, abrindo um espaço para Boulos progredir sobre um eleitorado de centro e da periferia, onde o candidato do PSB teve suas, apesar de a tendência atual ser de neutralidade, a campanha francesa pesava o fato de que seu suporte possivelmente seria o mais importante para Boulos: ao contrário dos outros partidos de esquerda, que deviam ser atraídos naturalmente à candidatura do líder dosmelhores veleições O provável suporte de Ciro Gomes somaria mais um partido de esquerda à rede de acoalizãoem torno de Boulos no segundo turno. O PT e o PCdoB já mencionaram que apoiariam o candidato do PSOL. Ainda não estava definido se Ciro faria uma declaração, caso o PDT confirme o suporte ou se poderia ir a São Paulo para um encontro com o candidato do PSOL. A última alternativa era considerada mais complicada porque Ciro estava envolvido com o segundo turno da votação em Fortaleza, em que a seu candidato José Sarto enfrentava Capitão Wagner . Ciro ainda devia se empenhar na campanha de Edvaldo Nogueira , que disputava o segundo turno em Aracaju.

Ciro Ferreira Gomes é um político, advogado e professor universitário brasileiro filiado ao Partido Democrático Trabalhista, do qual é vice-presidente.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo, Recife

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Não superamos os desentendimentos, mas restauramos o diálogo’, declara Ciro sobre conversa com Lula
>>>>>Campanha no Recife tem clima de vale-tudo entre primos Marília Arraes e João Campos – November 22, 2020 (Extraoglobo-pt)

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