Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – António Guterres

A Organização Mundial da Saúde fez um alerta nesta segunda-feira sobre o crescente desequilíbrio entre o número de vacinas contra a Covid-19 disponíveis para os países ricos e aquelas distribuídas para as nações mais pobres por meio do dispositivo Covax.

– Um ano e sete dias após o registro da primeira morte por Covid-19, o Brasil chegou nesta quarta-feira ao número de 300 mil mortes registradas pela enfermidades. Atingiu-se a marca em uma semana em que o governo federal empossou seu quarto ministro de a saúde e o número diário de óbitos ainda não dá sinal de arrefecer. Desde o começo de março, o país registra uma escalada brutal nas estatísticas de óbitos por coronavírus com mais de 3.000 mortes sendo informadas em 24 horas. Coronavírus é o recorde na noite de terça. Nesta tarde, o consórcio de veículos de jornalismo que realiza monitoramento independente dos números da Covid-19 , mencionou que o país já tem 300.015 pessoas mortas pela enfermidade até às 16h40 desta quarta-feira. Lotação: Com esgotamento de UTIs, estados preparam UPAs às pressas para internar pacientes Ao longo dos últimos meses, eexpertscriticaram oadperformancedo governo federal e aassinalandoo como fator majoritário para o estabelecimento da situação de ctragédiaque a pandemia instalou no país. Para compreender o que poderia ter sido diferente na condução da resposta do Brasil à Covid-19, a reportagem conversou com o infectologista Júlio Croda, professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul e da Escola de Saúde Pública de Yale, e ex-diretor do Departamento de Imunizações e Doenças Transmissíveis do Ministério da Saúde. Faz 1 ano, Croda esboçava a política de enfretamento de a pandemia antes de se quando ainda era Luiz Henrique Mandetta. Ele alega que o primeiro grande erro do presidente Jair Bolsonaro foi bloquear a adoção de uma política nacional de distanciamento social. Vale a pena? Demanda por testes de farmácia para Covid-19 supera em dois meses todo o ano de 2020 — Nós queríamos dividir o Brasil em regiões de saúde e ter desenvolvido indicadores epidemiológicos claros, que estariam associados com medidas restritivas a serem adotadas, de acordo com gravidade da incidência, ocupação de leitos, capacidade de testagem, capacidade de rastreamento de contatos e isolamento — conta o médico. — Isso não foi feito, e foi o grande motivo de eu ter saído do ministério. Até hoje, o Planalto resiste a tomar para si a coordenação de medidas de distanciamento e até busca impedir governadores de fazê-lo. Segundo Croda, no atual momento da pandemia, seria essencial que essa mentalidade mudasse, mas ele declara não acreditar nessa chance. A resistência do presidente em utilizar máscara facial e preconizar sua utilização, e a insistência em promover aglomerações, contra a recomendação de sanitaristas, ainda tem conseqüência na taxa de transmissão do vírus. Análise exclusiva: Com seis estados e o DF em situação crítica, cientistas defendem lockdown nacional O Brasil diagnosticou até agora mais de xxxx.x.xxx. pessoas com a Covid-19, e no último dia teve mais de xxxxx caosos registrados . Além da resistência a políticas de contenção da transmissão. Outros problemas se demonstraram na condução da resposta à pandemia no país. Entre eles estão a administração negligenciada de aquisição de vacinas e de insumos médicos para o tratamento dos doentes graves de Covid-19. — Quando existe falta dos produtos em escala nacional, estados e municípios não tem autonomia para essa espécie de aquisição — declara Croda. — se a generaliza como essa falta , a coordenação para suprir essas necessidades teria que ser em nível federal. Uma iniciativa mais precoce de negociação para compra de vacinas, declara o infectologista, poderia ter colocado um contingente maior da população sob proteção antes da escalada brutal da segunda onda da Covid-19 no país. Acompanhe: Veja a situação da Covid-19 no seu estado Segundo os números desta tarde, porém, somente 2% da população de Brasil já está plenamente imunizada, com duas doses, o que é pouco ainda para um conseqüência perceptível na velocidade da pandemia. Croda alega que, aparentemente, a dinâmica da pandemia não tem sido bem buscada pelo Ministério da Saúde para planejamento. — É preciso utilizar cálculos matemáticos dos números de casos graves para ver como a pandemia vai se comportar nos próximos dias e semanas. Mas eu não estou mais no ministério e não sei se estão fazendo isso de maneira sistemática — alega Croda. — Mas a gente sabe que foi cancelada em outubro passado uma aquisição de kits de intubação, que estão em falta agora. Eles poderiam tem efetivado essas compras, se estivessem trabalhando nos modelos matemáticos e acreditassem nessas projeções. A marca de 300 mil atingida hoje já é 67% maior do que a projeção mais pessimista de Croda à época de sua atuação no ministério. Faz 11 meses, de o ano passado, ele estimou que o Brasil poderia atingir 180 mil óbitos por Covid-19 até o começo de uma campanha robusta de vacinação, em abril. Entrevista: ‘Podemos chegar a 500 mil mortos na metade do ano’’, declara Miguel Nicolelis Para o professor e infectologista, foi um erro o governo ter acreditado por tanto tempo que o país poderia ter atingido um estado de imunidade coletiva por meio de infecções naturais. — O vírus padeceu mutações importantes, e Faz 2 meses, a gente viu uma segunda onda abominável em o Amazonas de janeiro — conta. — Naquele momento, a gente passou a ter certeza de que essa teoria da imunidade de rebanho não poderia permanecer. Uma crença insustentável de que a disseminação do vírus, em vez da contenção, poderia ser positiva para o país, declara Croda, pode ter sido culpado por uma parcela importante das 300 mil mortes acontecidas até agora. Para ele, o governo federal herdou bastante da animosidade que Donald Trup tinha em relação na OMS e na China, o que comprometeu a política local contra Covid-19. Donald Trup é o ex-presidente dos EUA.eia mais: Ao menos quatro pacientes que tomaram ‘kit-Covid’ aguardam transplante de fígado em clínicas de SP Bolsonaro tem se mostrando mais amigável agora à ideia da vacinação em massa, ao menos em discurso, e o Ministério da Saúde tirou o pé do acelerador da política de promoção de remédios ineficazes contra a Covid-19. Croda, porém, não crê que a mudança de mentalidade necessária para travar a pandemia esteja em curso, mesmo com a entrada do novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga. — Isso ainda não se traduziu numa recomendação extensa para as mediads de distanciamento social e numa campanha de comunicação mais extensa para adoção dessas medidas — declara o infectologista. Para Croda, a política de comunicação para Covid-19 foi uma das mais nocivas para o trabalho de guerrazinha à denfermidade porque sabotou tentativas de educar a população para oaccondutaccorretacontra o vírus, incluindo oauutilizaçãode máscara. — Isso foi feito principalmente por meio de fake news nas redes sociais, com mensagens de desrecomendação das medidas apoiadas pela evidência científica e pela OMS. — alega Croda, que vê nessa estratégia uma brecha para o governo tentar se eximir do erro. — apoiadores orquestraram isso de o presidente. Em vez de campanha para informar, existia uma campanha para desinformar.

O alerta foi feito depois que António Guterres criticou no domingo o excessivo «estoque» de imunizantes feito pelos países desenvolvidos e pediu que eles os compartilhassem com o resto do mundo. António Guterres é o chefe da Organização das Nações Unidas .

António Manuel de Oliveira Guterres GCC • Gcl é um engenheiro, político e diplomata de Portugalde Portugal que serve como nono secretário-geral da Organização das Nações Unidas desde 2017.

— A diferença entre o número de vacinas administradas nos países ricos e o número administrado pela Covax está crescendo a cada dia — disse o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.

— A distribuição desigual de vacinas não é somente um escândalo moral, é também economicamente destrutiva. Continuarão sendo suspendidos e a recuperação econômica se a desacelerará — adicionou ele em uma conferência global remota sobre imunização, promovida por Abu Dhabi, enquanto o vírus continuar a circular, as pessoas vão continuar falecendo, o comércio e as viagens.

Mais de 510 milhões de vacinas contra a Covid-19 já foram distribuídas em todo o mundo, de acordo com autoridades de saúde, mas as diferenças entre os países continuam grandes, levando a OMS a convidar os mais ricos para que doem imunizantes.

Tedros declarou nesta segunda-feira que 36 países ainda não receberam uma única dose de vacina contra a a enfermidade. Dezesseis deles têm que receber suas primeiras doses através do Covax nas próximas duas semanas, adicionou.

Dezesseis de Novembro é um município de Brasil do Noroeste do estado do Rio Grande do Sul, situado na Região das Missões e distante 535 quilômetros da capital Porto Alegre.

Por sua vez, o Fundo das Nações Unidas para a Infância incentivou, nesta segunda-feira, os países ricos a fazerem doações para garantir a distribuição equitativa das vacinas, adicionando que US$ 510 milhões ainda são necessários para apoiar a distribuição global dos imunizantes.

Se as enviaram exclusivamente 1 milhão de doses de a primeira soma de 2,9 milhões de doses confirmadas a o Brasil por meio do consórcio até o momento. O restante, cerca de 1,9 milhão, só tem que ser integralmente mandado até maio.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>OMS adverte para desequilíbrio na distribuição de vacinas entre países ricos e pobres
>>>>>300 mil mortes por Covid-19 no Brasil: país atinge marca após ano de táticas fracassadas – (Extraoglobo-pt)

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