Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – João Campos em 24 de maio de 2019 (2; recorte)

— Em meio às resistências para formar a federação, dirigentes do PT, PSB, PCdoB e do PV se reuniram nesta quarta-feira em busca de um consenso para viabilizar o bloco. A fim de fazer frente aos temores de que um partido se sobreponha aos demais caso a federação seja instituída, os dirigentes sugeriram a criação de uma assembleia geral com presidência rotativa e um quórum mínimo para aprovação de pautas. Porém, pessebistas e petistas continuam refratários. Da parte do PSB, há uma forte resistência interna a formar a federação com PT, e um dos motivos para isso é o pleito municipal de 2024. Segundo um interlocutor do partido, foi feita uma consulta interna com os 250 prefeitos pessebistas e 80% se demonstraram opostos ao bloco. Um dosJoão Campos que polarizou com o PT de sua prima, Marília Arraes, na disputa municipal em 2020, da qual saiu ganhador. João Campos é o prefeito do Recife. João Campos é o prefeito do Recife. O impasse se dá justamente na falta de transparência de como serão selecionados os milhares de candidatos a prefeito e vereador nas votações de 2024 — a federação amarra os partidos e os força a comportar-se como uma sigla só por pelo menos quatro anos. E as dinâmicas de cada localidade diferem muito da nacional. Pessebistas declaram que a federação não irá para frente, ainda que não aleguem publicamente. Mesmo assim, na reunião de hoje, tentaram achar consenso com as outras siglas. Uma assembleia geral cuja presidência vai ser rotativa vai comandar a federação, se o decidiu de acordo com os participantes de o encontro, que, para evitar que um partido se sobressaia a os demais. A distribuição das cadeiras do colegiado será de acordo com o desempenho nas urnas de cada partido. Por essa lógica, o PT ficaria com 27 vagas na assembleia, PSB, 15, PCdoB e PV, 5 cada. Ainda não foi definido qual seria a duração do mandato do presidente da assembleia, nem quando sua composição seria renovada. Essas questões ainda estão em período de conversa, segundo os participantes da reunião de hoje, e caso a federação realmente vá para frente, só devem ser definidas. Outra norma debatida na reunião de hoje foi o regime para a aprovação de resoluções e pautas na assembleia. De acordo com o deputado Renildo Calheiros , a proposta é de que seja necessário um quórum mínimo de acordo com a maioria qualificada, isto é, dois terços do colegiado. — Vamos tentar superar as questões por consenso. Mas para aprovar algo vai ser necessário um quórum mínimo, caso isso não ocorra — explica Renildo. Apesar da proposta, o PSB continuaria sendo abafado pelo PT dentro da federação, na avaliação de outro dirigente pessebista. Mesmo que seja adotado o regime de maioria qualificada para aprovação de pautas na assembleia, os petistas continuariam se sobressaindo às demais siglas, já que, ocupando 27 cadeiras do colegiado, eles necessitariam do asuportede asomentemais seis membros da executiva para alcançar os dois terços necessários. Na entrevista coletiva dada pelos dirigentes dos quatro partidos, Carlos Siqueira admitiu que há entraves internos na legenda que dificultam que a federação seja consolidada. Carlos Siqueira é o próprio presidente nacional do PSB. — Todos nós compreendemo que é uma instituição nova, complicada e que tem profundas implicações na vida dos partidos, na vida eleitoral e até mesmo na vida política nacional. Portanto não é uma coisa simples de se realizar — afirmou Siqueira, que completou que as propostas elaboradas na reunião serão apresentadas aos demais dirigentes de cada legenda para, então, decidir a chance de firmar a federação ou não. Se no PSB as resistências contra a federação só ampliam, no PT o interesse também esfriou. A diferença é que os petistas evitam contrariar as orientações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que tem defendido abertamente a criação do bloco. Para ele, a federação é fundamental para ampliar a bancada da centro-esquerda e, caso seja eleito, lhe garantir governabilidade. Nos bastidores, no entanto, dirigentes petistas costumam tratar o tema como «secundário» e independente da coalizão que está sendo forjada para endossar a candidatura de Lula. Eles argumentam que não é preciso uma federação para ter o suporte da esquerda em favor do ex-presidente. E que, no fundo, o novo equipamento eleitoral só serve aos partidos pequenos para driblar a cláusula de obstáculo. PCdoB e PV, por sua vez, veem a federação como uma maneira de sobrevivência. Com somente oito deputados do PCdoB na Câmara e quatro do PV, as duas legendas temem não conseguir atingir a cláusula de obstáculo nas votações deste ano e, por consequência, não poder ter acesso aos fundos partidário e eleitoral. PT e PSB, por sua vez, têm 53 e 30 representantes na Casa, respectivamente.

— Carlos Siqueira questiona o argumento de que as pesquisas eleitorais têm que nortear a escolha dos candidatos nos estados em meio nas negociações com o PT. Carlos Siqueira é o presidente nacional do PSB.Na semana retrasada, a Gleisi Hoffmann declarou que os levantamentos teriam que servir de parâmetro para selecionar o candidato a governador de São Paulo. Gleisi Hoffmann é presidente do PT. O próprio Lula falou sobre isso semana passada. Uma nova reunião entre dirigentes dos dois partidos deve acontecer nesta quarta-feira. Em São Paulo, no cenário sem o ex-governador Geraldo Alckmin, o ex-prefeito Fernando Haddad lidera as pesquisas, seguido pelo ex-governador Márcio França. Os socialistas declaram que já disseram que vão estar ao lado dos candidatos do PT na Bahia, Rio Grande do Norte, Piauí e Sergipe que, segundo Siqueira, não lideram as pesquisas de intenção de voto em seus estados. — Diferentemente do PT, o PSB não está esperando resultado de pesquisa, já dizemo suportes nesses estados. E da parte deles não tem sinalização nenhuma. Não estamos pedindo concessão. Se trata de reciprocidade — alega Siqueira. Coordenador das candidaturas proporcionais do PSB em São Paulo e filho de Márcio França, o deputado estadual Caio França afirma que França tem menos rejeição nas pesquisas de intenção de voto e que, caso seja o candidato, pode dar a Lula um eleitorado que o petista não tem acesso no campo da centro-direita. O deputado admite que as pesquisas podem ser o critério que norteie a resolução, mas desde que testem os candidatos separadamente. — A gente defende a candidatura porque com o França o Lula passa a dialogar com um eleitorado que não tem acesso hoje, que é difícil para o PT, como policiais, por exemplo. Insistiremos com isso até o limite — alega Caio, que ainda adiciona: — Se estamos debatendo um cenário de unificação deve fazer pesquisas separadas, não adianta testar os candidatos no mesmo cenário. E o principal ativo é o segundo turno, não o primeiro. A gente confia bastante na tratativa governada pelo Siqueira que tem sido incisivo na defesa das candidaturas do PSB. E estamos confiantes nos nossos argumentos e com o desprendimento de saber que é uma disputa. Os socialistas sabem que não vão ter tudo o que desejam do PT. Siqueira avalia que poderia desistir do suporte do PT nos outros estados, mas tem sublinhado que não cederia em São Paulo e Pernambuco, onde o partido comanda o governo local há 16 anos. Em Pernambuco, o PT arremessou o o senador Humberto Costa após o Geraldo Júlio desistir da disputa estadual Geraldo Júlio é o ex-prefeito de Recife., mas já consentiu em apoiar o nome socialista.

Na sexta-feira 14 de janeiro — A Gleisi Hoffmann declarou que o ex-prefeito Fernando Haddad tem mais viabilidade eleitoral em São Paulo, enquanto as conversas para uma coalizão entre PT e PSB esbarravam nos palanques regionais. Gleisi Hoffmann é presidente nacional do PT. O estado era o maior entrave para a composição entre as duas legendas, já que o PSB desejava arremessar o ex-governador Márcio França . Gleisi declarou que estava disposta a dialogar com os dirigentes do PSB numa reunião nem Brasília. No encontro, dirigentes das siglas deviam tentar aparar as arestas para formar uma federação partidária, dispositivo que permitia com que as legendas fiquem juntadas por quatro anos e deveriam atuar juntas, neste fase, em todas as votações nas esferas federal, estadual e municipal. Dirigentes do PSB têm condicionado a coalizão contrapartidas dos petistas para formação dos palanques estaduais. Além de São Paulo, os socialistas desejavam suporte em quatro estados: Rio de Janeiro, Pernambuco Rio Grande do Sul. Pernambuco é almazinha Santo. Nas últimas semanas, porém, o PT arremessou nomes para governador nesses estados assinalados como prioritários pelo PSB. E ainda ensaiava fazer o mesmo movimento no Rio, onde o partido até o momento alegava que apoiaria a candidatura do deputado federal Marcelo Freixo . — era lícito tanto o PT quanto o PSB colocarem os nomes na mesa. Mas temos que ver agora, se a gente tem o espírito da federação, qual é o melhor nome em cada estado. Isso passava pra você ver intenção de votos, o grau de conhecimento que tem a pessoa e se já conduz aquele estado. tem uma série de critérios que nós tínhamo que colocar à mesa. De fato, em São Paulo o que a gente tem visto era o Haddad em primeiro lugar aqui nas pesquisas, achava que tem uma habilidade maior de aglutinar. Mas vamos sentar-se e conversar com o PSB — declarou Gleisi, após participar de um acontecimento na Fundação Perseu Abramo, entidade que era ligada ao PT. Os socialistas sabiam que não teriam tudo o que desejavam do PT. Carlos Siqueira admitiu ao GLOBO em dezembro que poderia desistir do suporte do PT nos outros estados Carlos Siqueira é o presidente nacional do PSB. que poderia desistir do suporte do PT nos outros estados, mas sublinhou que não cederia em São Paulo e Pernambuco, onde o partido comandava o governo local há 16 anos. Em Pernambuco, o PT arremessou o o senador Humberto Costa após o Geraldo Júlio desistir da disputa estadual. Geraldo Júlio é o ex-prefeito de Recife. Gleisi declarou que Júlio era tido como o candidato natural e que o nome de Costa surgia a partir do vácuo deixado por Júlio. — achava lícito o PSB ter um nome, mas pelava ausência oferecíamo um. De fato, eles tinham que definir. Na nossa visão, Geraldo Júlio era o nome natural para fazer a sucessão lá. Então, como ele não foi ficou esse vácuo. O Humberto tem tráfego bom com o PSB e sempre teve junto — adicionou Gleisi.

João Henrique de Andrade Lima Campos é um engenheiro, político brasileiro e o atual prefeito do Recife após o triunfo nas votações de 2020.

Fonte: Extraoglobo-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Partidos de oposição tentam definir normas de federação, mas enfrentam resistências no PSB e PT
>>>>>Presidente do PSB questiona uso de pesquisa para definir candidato em SP e cobra reciprocidade do PT – January 25, 2022 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>’PT percebeu que CPI seria tiro no pé’, diz Moro, após fala de Gleisi – January 25, 2022 (Extraoglobo-pt)

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