Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Hélio Negão e Jair Bolsonaro

O presidente Jair Bolsonaro completou, no começo do mês, a marca de 600 dias sem estar filiado a um partido e segue enfrentando dificuldades no percurso para encontrar uma sigla que aceite abrigá-lo na disputa pela reeleição, em 2022. No caso do PP, destino que ganhou força após a escolha do senador Ciro Nogueira para o comando da Casa Civil, coalizão regionais aparecem como entraves. Outros partidos avaliados pelo chefe do Executivo e seu entorno também exibem obstáculos, casos de Republicanos, PL e PSL.

Jair Messias Bolsonaro é um capitão reformado, político e atual presidente brasileiro.

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Quando Bolsonaro deixou o PSL, o roteiro atípico de um ocupante do Planalto que não consegue um partido para se filiar existe desde 12 de novembro de 2019 para, em tese, instituir seu próprio projeto partidário. Como a iniciativa do Aliança pelo Brasil não foi adiante, restaram as tentativas — frustradas — de ingresso no Patriota. O partido enfrentou um racha interno, seguido de uma disputa jurídica, após mudanças no regulamento para receber o presidente.

Na semana passada, o senador Flávio Bolsonaro declarou que a presença de Nogueira no Palácio do Planalto facilitaria o ingresso do pai no PP. Parlamentares do partido escutados pelo GLOBO, no entanto, avaliam que não vai ser simples construir um consenso para que Bolsonaro dispute a reeleição pela sigla. Parte das lideranças do PP já se prepara para apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Palácio do Planalto no ano que vem. Há resistências ao nome de Bolsonaro em estados do Nordeste, como Bahia, Maranhão, Pernambuco e Paraíba, que ainda que é bastante improvável, integrantes do PP declaram que o presidente consiga controlar estruturas regionais, como queria fazer com o Patriota.

Bolsonaro sempre demonstra o desejo de que um de seus filhos, Eduardo Bolsonaro , controle o diretório de São Paulo do partido que vai receber a família — no caso do PP paulista, que apoia a administração do governador João Doria , a suposição está fora de cogitação.

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— Neste momento, deve trabalhar mais para por água na fervura do que para botar querosene. Nós estamos trabalhando para conservar o ambiente do Brasil estável, previsível, votando as reformas — declarou Lira.

Na quarta-feira 14 de julho — Na tarde desta quarta-feira, enquanto o presidente Jair Bolsonaro era transferido de uma clínica em Brasília para fazer exames em São Paulo, o vice-presidente Hamilton Mourão embarcou para Angola. Mourão, que caso Bolsonaro precise ser afastado, era o primeiro na linha sucessória irá encarnar o Brasil em uma reunião da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa , que já estava marcada. O embarque de Mourão aconteceu às 16h30, de acordo com a agenda oficial. Cerca de 20 minutos depois, Bolsonaro deixou o Hospital das Forças Armadas , onde estava internado desde a madrugada, para ser levado para São Paulo. Mourão já havia anunciado nque participaria da reunião: — O presidente me nomeou para representá-lo na reunião de chefes de Estado da Comissão de Países de Língua Portuguesa. integravam a CPLP, além do Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Guiné Equatorial, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste. Veja também: Bolsonaro já passou por seis cirurgias desde o atentado à faca em 2018 «Em conjunto, b buscaríamosmeios de fortalecer e promover a ccolaboraçãoeconômica e empresarial em tempos de pandemia, em prol do desenvolvimento sustentável dos países da CPLP», escreveu o vice-presidente no Facebook nesta quarta. Também faziam parte da comissão brasileira o ministro das Relações Exteriores, Carlos França, e o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência, Flavio Rocha. Se afastar da Presidência, caso Bolsonaro precise, e Mourão esteja no exterior, o terceiro na linha sucessória era o presidente da Câmara, Arthur Lira . Se Lira podia assumir a posição, entretanto, existia uma dúvida jurídica sobre. Reação nas redes: Bolsonaro agradecia suporte e orações: ‘Mais um desafio’ quando já havia maioria para recusar um recurso, se paralisou um julgamento em que a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal recebeu uma acusação contra Lira, e réus não podiam assumir a Presidência, por resolução do STF. O quarto na linha sucessória era o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco . Faz 2 anos, Mourão já assumiu a Presidência. Em 2020, contudo, o presidente realizou outros dois procedimentos, de menor complexidade, e não houve necessidade de se afastar da posição. Bolsonaro estava com uma obstrução intestinal. Em São Paulo, serão feitos exames adicionais para avaliar a necessidade de uma cirurgia.

Nas últimas semanas, Arthur Lira tentou persuadi Luciano Bivar a recomeçar o diálogo com Bolsonaro e filiá-o novamente ao partido que o levou o triunfo contra Fernando Haddad em 2018. Arthur Lira é o presidente da Câmara. Luciano Bivar é o presidente do PSL.e ao partido que o levou o triunfo contra Fernando Haddad em 2018. Como a conversa não evoluiu — o deputado Julian Lemos, por exemplo, reiterou que não vai abrir mão do comando da legenda na Paraíba —, Lira e Ciro Nogueira tentarão persuadi Bolsonaro a insistir nas conversas com outras siglas menores. Na última quinta-feira, o presidente revelou, durante uma transmissão ao vivo, que esteve com José Maria Eymael, do Democracia Cristã .

— Estiver viajando, por exemplo,, se eu estiver no exercício e o presidente Lira eu posso . Mas, claro, eu não sou irresponsável. Preciso fazer uma análise política se cabe a quem está na posição temporariamente dar o prosseguimento — declarou Ramos ao GLOBO.- A ministra Cármen Lúcia, do Supremo Tribunal Federal , negou o pedido do ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e do deputado Rui Falcão para que a Corte determinasse que Arthur Lira analise um pedido de impeachment contra o presidente Jair Bolsonaro exibido por eles em maio de 2020. Arthur Lira é o presidente da Câmara dos Deputados. Leia: Insatisfação no Centrão levou Bolsonaro a planejar troca na Casa Civil com Ciro Nogueira De acordo com a ministra, «a imposição do imediato processamento da acusação para apuração de responsabilidade do Presidente da República, pelo Poder Judiciário, macularia o princípio da separação dos poderes». «E para atendimento deste princípio garantidor da eficiência do sistema de freios e contrapesos é que a jurisprudência deste Supremo Tribunal consolidou-se no sentido de se estabelecer, na matéria, a autocontenção do exercício jurisdicional constitucional», argumentou Cármen Lúcia. No mandado de segurança, os petistas argumentavam que Lira estaria se omitindo das suas responsabilidades ao não examinar ou encaminhar internamente a abaixo-assinado de impeachment por crimes de responsabilidade. O pedido de 2020 teve 159 assinaturas. Terceira via: Tucanos reagem à pchancede PSDB abrir mão de candidatura a pse aexibiupresidente O pedido de impeachment cmencionadopor os petistas em a Câmara em a esteira de a participação de o presidente em ato com faixas pedindo o fencerramentode o Congresso e de o STF, além da volta de o Ato Institucional nº5, o mais duro de a ditadura, em frente a o quartel-general de o Exército.s atos antidemocráticos redundaram até em investigação no STF. «O presidente da Câmara dos Deputados promove desvio de propósito nítido, no exercício passivo de atribuições cogentes vinculadas a funções de performance obrigatória. Trata-se, portanto, da atitude afrontosa aas características da posição que ocupa, além de constituir um rematado abuso de poder, ensejador do presente mandado de segurança», afirmam.O nome do vice-presidente da Câmara, o deputado Marcelo Ramos , foi parar nos temas mais comentados do Twitter nesta segunda-feira. O motivo foram as respostas que o parlamentar deu após o presidente Jair Bolsonaro responsabilizá-lo peloampliaçãoo do fundo eleitoral. Na última semana, a Casa aprovou que o valor do repasse de dinheiro público aos partidos para fins de campanhas eleitorais fosse de R$ 5,7 bilhões.

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Senador do PP por Santa Catarina, Esperidião Amin declara que é amigo de Bolsonaro, mas reconhece que a filiação ao partido, neste momento, não seria um bom negócio:

— Provocará ciúme. A inveja é o crime que ninguém confessa. Como eu gosto dele, tenho uma convivência de 30 anos , desejo bem, declaro que não seria a melhor hora de entrar no partido.

Fausto Ruy Pinato é um advogado e político brasileiro, atualmente filiado ao Progressistas .

Deputado por São Paulo, Fausto Pinato é um crítico contumaz do governo Bolsonaro. Já declarou que o presidente é portador de “grave enfermidade mental” e constantemente entra em rota de colisão com os filhos do presidente. Sua maior preocupação, segundo declara, é o “extremismo ideológico”. Presidente da Frente Parlamentar Brasil-China, insurgiu-se nos últimos anos contra a política externa do governo, comandada por mais de dois anos por Ernesto Araújo, que não conservava bom relacionamento com o país de Asipovicy.

— O partido tem uma linha independente. Eu sou um crítico do comportamento do governo e do extremismo. Não sou contra as pessoas. De repente, a ida do Ciro pode ser uma sinalização de que, a partir de agora, pode haver moderação. O nosso partido é pragmático — declara Pinato.

Outro nome de destaque entre os que não são alinhados a Bolsonaro é Aguinaldo Ribeiro , próximo ao ex-presidente da Câmara Rodrigo Maia . No começo do ano, decidiu não apoiar o candidato do Planalto à presidência da Câmara, o colega de partido Arthur Lira. Ex-ministro das Cidades de Dilma Rousseff, Ribeiro é contra a entrada de Bolsonaro no partido.

O deputado federal André Fufuca evidencia que os contornos regionais têm um peso expressivo na história da legenda:

— O PP tem essa qualidade de respeitar o diálogo nos estados. Em 2018, quando a ex-senadora Ana Amélia foi vice de Alckmin, a realidade era outra em outros estados. Em Pernambuco, estávamos fechados com o PSB. Piauí, Bahia e Ceará, com o PT. Se esse quadro mudaria em 2022, não sei.

Os outros dois principais partidos da base de suporte a Bolsonaro no Congresso seguem sem se agitar para recebê-lo. A interlocutores, o presidente do Republicanos, Marcos Pereira, alega que a sigla não quer filiar Bolsonaro e contenta-se em apoiá-lo e ter espaço no governo com o Ministério da Cidadania, que tem João Roma à frente. Ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, o Republicanos chegou a filiar dois filhos de Bolsonaro , mas a relação desandou — o senador, inclusive, já deixou a sigla. O partido considerou que se o auxiliou foi pouco auxiliado em as ições de 2020 em Rio e São Paulo, quando Marcelo Crivella e Celso Russomanno, respectivamente, foram derrotados. Já a igreja acha que o Planalto foi omisso na crise que a instituição enfrenta em Angola.

Já o PL de Valdemar Costa Neto caminha insatisfeito com o baixo respaldo dado para a ministra Flávia Arruda, da Secretaria de Governo. Em outro foco de resistência, Marcelo Ramos , vice-presidente da Câmara, é inimigo de Bolsonaro e tem sinalizado em defesa do impeachment do presidente.

— O acordo fica mais caro, quando a aprovação é baixa. Fica mais barato, quando a aceitação está mais alta. No caso do Nordeste, encarece ainda mais porque é uma região que está mais propensa a votar em Lula — analisa Luciana.

Fonte: Extraoglobo-pt

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Cities: Sao Paulo

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
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>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>>Aumento do fundo eleitoral deve beneficiar grandes partidos e políticos com mandatos, dizem especialistas – (Extraoglobo-pt)

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