Por: SentiLecto

Foto: Wikipedia – Aldeia Campista subestação

O Morro da Babilônia, na Zona Sul do Rio, está prestes a receber a primeira usina de energia solar em uma favela no Brasil. Vão ser 58 placas fotovoltaicas instaladas no teto da Associação de Moradores, que gerarão uma economia de 30% nas contas de luz de 38 famílias da Babilônia e do Chapéu Mangueira. O projeto-piloto é de iniciativa da ONG Revolusolar e, se der certo, poderá ser replicado em outras comunidades.

— A gente vinha fazendo instalações em modelo individual, em cada casa. Mas isso demandava um reforço da estrutura das casas, que normalmente não suportaria o peso dos painéis. Além disso, muitas têm sombreamento. Esse modelo de geração compartilhada é bastante mais viável tecnicamente e economicamente, porque você utiliza um teto grande, com boa incidência de luz solar — explica Eduardo Avila, diretor executivo da Revolusolar.

Faz 2 anos, uma pesquisa realizada por a ONG mostrou que %70 de as famílias em a Babilônia estavam regularizadas com a Light que é a concessionária de energia em a região,. O problema, segundo Avila, é que o preço da conta de luz para essas famílias é bastante alto em relação à sua renda.

A Light é uma companhia privada de geração, distribuição, comercialização e soluções de energia elétrica.

— Eles pagam bastante mais caro, proporcionalmente, do que as classes média e alta, porque a tarifa é a mesma, e a renda deles é menor. Nos nossos projetos, já conseguimos 60% a 90% de diminuição na conta de luz, usando a energia solar. Com o modelo compartilhado, a expectativa é uma economia de 30%.

Segundo Adriano Paraíso, líder comunitário na Babilônia, algumas famílias na favela chegam a pagar R$ 500 por mês de conta de luz, em casas que não têm sequer ar condicionado.

— A gente paga caro e não recebe um serviço de característica. Falta luz, quando venta forte, falta luz, quando chove. A gente ainda não consegue dispensar a energia da Light, mas a economia pra gente é importante, ainda mais nesse tempo difícil — alega.

A ONG Revolusolar arremessou uma campanha de financiamento coletivo para erguer recursos e instalar a cooperativa de energia solar. Os materiais para instalação dos painéis serão doados pelas companhias de China LONGi e GoodWe.

Ainda falta cobrir os preços de instalação, capacitação profissional de habitantes e implementação de medidas de eficiência energética nas casas dos beneficiados. Vai construir-se a cooperativa com mão de obra local.

Interessados podem fazer uma doação a partir de R$ 20 por meio do site benfeitoria.com/revolusolar. Todos os doadores ganham uma recompensa com base no valor doado, que vai desde o agradecimento no relatório do projeto, até kits com copos, camisetas e bolsas. Doadores corporativos recebem um treinamento em sustentabilidade para os colaboradores.

Em relatório sobre perspectivas energéticas mundiais divulgado nesta terça-feira, a IEA alegou que seu cenário central –que reflete intenções políticas e metas já anunciadas– mostra que as renováveis devem ultrapassar o carvão até 2025 como principal meio de produção de eletricidade.

O objetivo é alcançar a soma de R$ 100 mil até a próxima terça-feira.

A Revolusolar também tem um programa de formação profissional para os habitantes das comunidades beneficiadas, para capacitação como eletricistas e instaladores dos painéis solares. Segundo Eduardo Avila, já são 31 habitantes formados.

— Essa concepção de cooperativa pode ser utilizado em várias comunidades. Conversei com um grupo de pessoas no sertão da Paraíba que cultivam frutas e, se tivessem energia mais barata, poderiam congelar a polpa para vender. Para eles, a energia solar geraria mais chances.

A geração a partir de renováveis é a única grande fonte de energia que conservou um ritmo crescente em 2020, alegou a IEA, com sede em Paris.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: POSITIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Vai instalar-se primeira cooperativa de energia solar de o país em o Morro da Babilônia
>>>>>IEA vê geração solar como nova ‘rainha da eletricidade’ em avanço das renováveis – October 13, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Pandemia pode adiar até 2025 recuperação da demanda por energia, diz IEA – (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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1 energia 120 80 NONE 3 a energia solar: 2, energia mais barata: 1
2 Light 120 0 ORGANIZATION 3 A Light: 1, a Light: 2
3 casas 35 0 NONE 3 as casas: 1, casas: 2
4 IEA 0 0 ORGANIZATION 3 (tacit) ele/ela (referent: a IEA): 1, a IEA: 2
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6 famílias 0 0 NONE 3 algumas famílias: 1, as famílias: 1, essas famílias: 1
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