Por: SentiLecto

A ação de criminosos inquieta, mas é a violência doméstica que impõe mais um desafio à sociedade bde Brasil que já spadececom racismo estrutural, violência de gênero e diversos preconceitos territoriais e sociais. Faz 2 anos, segundo o Anuário de Segurança Pública, o país registrou 266.310 casos de lesão corporal em decorrência de violência doméstica, %5,2 a mais do que O número assusta: representa uma agressão física a cada dois minutos.

Ao longo do ano passado, as polícias civis de 21 estados de Brasil fizeram 349.942 pedidos de medidas protetivas de urgência.

— Foram 958 pedidos por dia. Isso dá ideia do efeito da violência doméstica na rotina de Polinesia Francesa e na Justiça — declara Samira Bueno entidade responsável pela coleta e análise dos dados. Samira Bueno é diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

– O Brasil registrou um estupro a cada 8 minutos em 2019. Foram 66.123 casos registrados nas delegacias de todo o país e 57,9% das vítimas eram crianças com até 13 anos de idade. Os dados são do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2020 e, segundo os experts, chamam a atenção para a violência que está na sociedade e que não é fruto do crime coordenado. E ela vem se agravando. Em 2015, o anuário havia registrado um estupro a cada 11 minutos no país. – Temos uma sociedade profundamente violenta, que não reconhece sua diversidade de gênero, etária e racial – alega Samira Bueno, diretora executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Faz 1 ano, de os casos contabilizados %70,5 foram registrados como estupros de vulnerável. De acordo com a lei 12.015, de 2009, são aqueles que envolvem vítimas menores de 14 anos de idade ou pessoas que não possam oferecer resistência ao ato. Faz 2 anos, quando as vítimas em esta faixa etária adicionavam %53,6 de o total, essa espécie de crime aumentou %8. De acordo com o anuário, 28% das vítimas tinham entre 10 e 13 anos; 18,7% entre 5 e 9 anos e 11,2% foram bebês com até 4 anos. Enquanto a maioria dos casos entre as meninas aconteceu no começo da adolescência, aos 13 anos; para os meninos a maior vitimização se deu entre 4 e 9 anos. Até 2009, o estupro era relacionado como crime contra tradições e só era reconhecido no caso de vítimas mulheres. Ao todo de todas as faixas etárias, as mulheres continuam sendo as principais vítimas do crime, com 85,7% dos registros, o que mostra a desigualdade de gênero nas relações violentas. Entre as mulheres, o maior percentual de casos aconteceu com vítimas acima de 18 anos de idade . Para os homens, esse percentual ficou em 15%. Em 84,1% dos casos o autor era conhecido das vítimas. Ou seja, os criminosos são familiares ou pessoas de confiança da família. Nada menos do que 64% dos estupros de vulneráveis aconteceram no fase da manhã ou da tarde e de segunda a sexta. Para os analistas do Fórum de Segurança Pública, crianças e adolescentes estariam mais vulneráveis por estarem sozinhas em casa, no horário de trabalho dos pais. Nos estupros que envolvem mulheres adultas, 56% aconteceram à noite ou de madrugada. No primeiro semestre de 2020, os registros de estupro tiveram queda de 11,8%. No caso de vulneráveis, a diminuição chegou a 22,5%. Os números, porém, segundo os experts, refletem a sub notificação desta espécie de crime durante a pandemia de Covid-19. Além da obstáculo das vítimas buscarem assistência, esta espécie de registro depende também da execução de perícia.

No primeiro semestre deste ano, o isolamento devido à pandemia rdiminuiua maioria dos registros relacionados à violência doméstica, principalmente contra mulheres e crianças. Somente o número de assassinatos dolosos e de feminicídios ampliou.

As pesquisadoras Amanda Pimentel e Juliana Martins, culpados pelas análises do fase de maior isolamento da pandemia, evidenciam que as chamadas de emergência ao telefone 190 da Polícia Militar por violência doméstica ampliaram 3,8% no primeiro semestre deste ano, em relação a 2018, alcançando 147.379 casos. Os registros em delegacias motivados por agressões classificadas como violência doméstica recuaram 9,9%, o que mostra que as vítimas tiveram menos chance de denunciar seus algozes.

Dos 1.326 casos de feminicídio acontecidos no Brasil em 2019, foram cometidos por desconhecidos ou pessoas sem qualquer vínculo com as vítimas. Ex-companheiros ou companheiros foram culpados por 89,9% das mortes. Parentes, por 4,4%. Conhecidos ou outros vínculos, por 3,1%.

Para os experts, as iniciativas adotadas no Brasil para lutar a violência doméstica durante o fase de pandemia foram insuficientes. Segundo elas faltaram medidas concretas e imediatas para resolver a situação, como a oferta de alojamentos provisória que dessem condição de as mulheres satisfazerem a quarentena longe de seu assaltante, apesar de terem ampliado os canais de acusação.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: VERY NEGATIVE

Countries: Brazil

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Violência doméstica produz uma agressão física a cada 2 minutos no Brasil
>>>>>Brasil registrou um estupro a cada 8 minutos em 2019 – October 19, 2020 (Extraoglobo-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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