Por: SentiLecto

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Apesar do tom mais moderado em pronunciamento sobre a pandemia de covid-19 na terça-feira , o presidente Jair Bolsonaro provou nas últimas semanas sua preferência pelo fim do isolamento da maior parte da população.

Em meio a fricções com governadores que implementaram medidas de distanciamento social em seus Estados, o presidente participou de acontecimentos com aglomerações e decretou igrejas como serviços imprescindíveis, concordando que realizassem festas em espaços lotados.

O argumento de Bolsonaro sobre o regresso à vida normal para pconservara economia e empregos encontrou repercussão em parte do setor empresarial, que ocoordenoucarreatas em diversas cidades bde Brasilpedindo a reabertura do comércio na semana passada. A Organização Mundial da Saúde , por outro lado, continua recomendando o «distanciamento físico» em países com transmissão comunitária do vírus, caso brasileiro.

Na sua vez, » caso fosse infectado pelo vírus, [eu] não precisaria me inquietar, nada sentiria ou seria, quando bastante acometido de uma gripezinha ou resfriadinho», declarou ele, em pronunciamento na TV no último dia 24 de março.

Na sábado 28 de março onde estava a luz no fim do túnel da pandemia de , que já contagiou em torno de 500 mil pessoas ao redor do mundo? Em que momento quase 3 bilhões de pessoas vão poder sair de casa normalmente sem medo de ficar doente?

Qual, então, seria o melhor percurso a seguir?

Uma partida de futebol em Milão, na Itália, uma celebração em uma boate de Berlim e festas de Carnaval no distrito de Heinsberg, na Alemanha, podem ensinar ao Brasil algumas lições sobre a rápida propagação do Sars-CoV-2 em diferentes ambientes e a necessidade de isolamento social.

Faz 1 mês, o prefeito de Bergamo alegou de março que o jogo de a Liga dos Campeões entre Atalanta, um pequeno time de a cidade de o norte de Italia, e Valencia auxiliou a disseminar o vírus no país e na Espanha — apesar de haver outros fatores envolvidos.

Faz 2 meses, cerca de 40 mil torcedores assistiram em a partida de as oitavas de final de a competição europeia em o estádio San Siro, em Milão.Nas semanas seguintes, mais de um terço dos jogadores e da delegação técnica do Valencia testaram positivo para o vírus, assim como diversos fãs.

«O estádio estava lotado e, depois , os bares também. Sem dúvida naquela noite houve uma grande intensificação do contágio», declarou Giorgio Gori.

A Lombardia, onde Bergamo e Milão estão localizadas, é a região de Italia mais afetada pela pandemia, com 8.656 mortes confirmadas até este sábado , mais da metade do total registrado no país.

No Brasil, Bolsonaro contrariou as recomendações de seu próprio ministro da Saúde para que a população evitasse aglomerações e visitou comércios em Brasília, onde chegou a posar para fotografias com apoiadores.

Se alguém estiver, na BBC News Brasil o expert em higiene e medicina preventiva Paolo Bonanni na Itália explica: «[Um acontecimento ao] ar livre não é um obstáculo para a propagação do vírus se houver contato bastante próximo e por exemplo, berrando ou expelindo secreções em cima de outras pessoas». Paolo Bonanni é professor da Faculdade de Medicina da Universidade Florença.Sabe-se que o Sars-CoV-2 dissemina-se, geralmente, pela saliva ou secreções de pessoas contagiadas que entram em contato com as mucosas de indivíduos saudáveis.

«Quem tiver gotículas de saliva sobre si, tocará o nariz e os olhos porque geralmente fazemos isso entre duas ou três vezes por minuto, mesmo sem perceber. Isso auxilia a disseminar o vírus mesmo em espaços ao ar livre, como em um desfile de carnaval», completa o médico.

E foi durante festividades de carnaval que diversos casos do Estado de Alemania da Renânia do Norte-Vestfália se originaram. Os dois primeiros identificados na região foram um casal assintomático que participou durante alguns dias de acontecimentos no distrito de Heinsberg. Cerca de 300 pessoas estiveram na mesma celebração que o casal.

De imediato, três indivíduos próximos do homem e da mulher foram infectados. As autoridades locais tentaram rastrear uma grande quantidade de pessoas com quem eles tiveram contato, incluindo crianças e funcionários de um jardim de infância onde a mulher trabalhava. Cerca de mil habitantes em quarentena e escolas e edifício públicos fecharam, se os colocou no total.

O vírus, contudo, se disseminou por toda a Renânia do Norte-Vestfália. Atualmente, o Estado tem o segundo maior número de casos da Alemanha, atrás da Bavária , de acordo com os dados divulgados neste domingo pelo Robert Koch Institute , agência do Ministério da Saúde responsável pelo controle de enfermidades no país.

O distrito de Heinsberg, localizado na região, tem um dos piores índices de casos por 100 mil moradores.

Entre 12 e 30 de março, foi o único em todo o país considerado uma «área particularmente afetada» pelo RKI, que abandonou a classificação uma vez que o vírus «está disseminado por toda a Alemanha» e «há surtos em muitos distritos».

A OMS recomenda que países com transmissão comunitária considerem protelar ou diminuir acontecimentos que possam provocar aglomerações.

Em uma breve análise de estudos pertinentes para a pandemia do SARS-CoV-2, o Centro de Medicina Baseada em Evidências da Universidade de Oxford identificou algumas evidências sobre a eficiência de algumas medidas para retardar a transmissão de vírus semelhantes.

Um levantamento feito por pesquisadores da Universidade da Berna, na Suíça, com base em dados chinos, estimou a letalidade em 1,6%.

Entre os achados estão a quarentena daqueles que tiveram contato com contagiados, fechar escolas e a interdição de reuniões públicas – que, «em combinação com outras intervenções, por uma média de 4 semanas, poderia diminuir a taxa de mortalidade semanal».

Faz 1 mês, o presidente de Brasilde Brasil informou que o governo federal recomendava o » isolamento vertical » de a população, afastando de o convício social somente idosos e pessoas com enfermidades pré-existentes, em o dia 25 de março. Uma afirmação que gerou críticas entre experts para os quais um isolamento extenso é mais adequado para retardar a propagação do vírus.

«A recomendação é que todos aqueles com sintomas fiquem em casa. Não somente os idosos ou aqueles com sistema imunológico comprometido. A razão para isso é que as pessoas que estão em boa maneira e que se contagiam com um caso leve podem transmiti-lo a grupos vulneráveis», explica David Nunan, pesquisador sênior do CEBM.

«No momento, não há outra alternativa. Sem um distanciamento social severo, vai haver problemas. Temo que ganhar tempo para que muitas pessoas não acabem na emergência das clínicas», completa Bonanni.

A propagação do novo coronavírus é ainda mais eficiente em locais fechados, conforme a famosa vida noturna de Berlim pôde confirmar pouco depois de o primeiro caso ser identificado na capital alemã.

Uma celebração em 6 de março na boate Kater Blau, uma das mais famosas da cidade, foi o foco de diversas contaminações. Segundo a emissora de Alemania Welt esteve por diversas horas no local. Welt é um homem que havia regressado da China com sintomas do covid-19.

Uma jovem e dois amigos que visitaram a boate naquele dia testaram positivo. Assim como o homem que os infectou, eles conservaram contato com dezenas de pessoas na celebração e nos dias seguintes. Um deles trabalhava em um mercado, onde expôs centenas de clientes ao vírus.

Somente no dia 14, após não conseguir respostas de autoridades locais, a boate anunciou que alguém infectado esteve na celebração. Logo depois, a cidade postou um pedido para que os participantes do acontecimento celebração entra
ssem em contato. Mais de mil pessoas responderam.

Em uma entrevista ao Welt, a jovem indicada anteriormente declarou que cerca de metade das 30 pessoas com quem teve contato ficaram doentes, mas não fizeram o teste.

E essa não foi a única boate com casos de covid-19 registrados na cidade. Uma pessoa contagiada infectou ao menos outras 50 em um local chamado Trumpet.

«Para o coronavírus, uma pessoa, em média, infectará outras três. Mas se houver alguém contagiado em um ambiente bastante fechado em que alguém esteja em contato com 50 pessoas, todas elas poderão estar infectadas», explica Bonanni.

«Tivemo que considerar ainda que, especialmente para os coronavírus, existem pessoas consideradas ‘supertransmissoras’. Elas replicam bastante mais vírus que a média. Nesse sentido, se alguém em uma boate for supertransmissora, ela é capaz de infectar o meio e muitas pessoas. Não há limite para o número que se pode infectar em ambientes fechados», declara.

Conforme os primeiros casos do novo coronavírus são confirmados nas favelas de Brasil, muitas delas densamente povoadas, os experts mostram preocupação com a velocidade com a qual o vírus pode se disseminar. Seria um cenário semelhante ao de uma boate se os moradores dividirem casas pequenas com muitos habitantes.

«Sabemos que áreas grandes e densamente habitadas com pobreza generalizada são mais vulneráveis a pandemias suspensas no ar. Creio que a covid-19 se não houvesse medidas de contenção nessas comunidades, se disseminaria depressa», argumenta Nunan.

Para Bonanni, nesse cenário são altas as possibilidades de toda a família ser contagiada e seria bastante difícil conter o «número de pessoas com uma enfermidade grave».

«Para fazer uma comparação, a Itália só descobriu o problema quando o incêndio já era grande. Espero que o incêndio seja menor no Brasil. Mas se for tão grande quanto no final de fevereiro na Lombardia, vai ser um problema bastante, bastante grande para as pessoas que vivem em espaços restritos.»

Um levantamento da BBC News Brasil menciona que o Brasil teve mais mortes por dia do que a Itália, atualmente o país com mais vítimas pela pandemia, desde que registrou-se o primeiro óbito. «Eu ficaria bastante preocupado, se a situação brasileira fosse bastante semelhante à da Itáliaem não fazer um distanciamento mbastanteclaro. Declara Bonanni, se fosse o mesmo que em alguns países europeus, teria que fechar tudo».

Nunan alega: «É um equilíbrio difícil entre saúde e economia, mas acho que a primeira obrigação de qualquer governo é a saúde e a segurança de seu povo».

Os três exemplos europeus mencionam a necessidade de se comportar-se rápido e que não se deve subestimar como o vírus se dissemina por meio de poucas pessoas.

«No livro A Arte da Guerra, Sun Tzu alega que para ganhar o combate precisamos conhecer o opositor. Mas é seu opositor, quando se dá conta de quão assombrosamente ardiloso, isso é uma lição de humildade. E é isso que eu declararia sobre esse vírus.»E é importante que tenhamos uma estratégia para controlar a epidemia, que garantamos que nossos clínicas estejam bem equipados em termos de pessoas e recursos para lidar com o ampliação no número de pacientes.

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Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil, United Kingdom, Italy, China

Cities: Oxford, Brasilia

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>As lições de três acontecimentos catalisadores do novo coronavírus na Europa
>>>>>Coronavírus: média diária de mortes no Brasil já é 3 vezes a da gripe – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Por que o novo coronavírus consegue se propagar com tanta eficiência – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Governos precisam levar coronavírus ‘a sério’, diz brasileira ex-assessora de Trump – (BBCBrasil-pt)

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