Por: SentiLecto

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Em meio à polêmica sobre oauutilizaçãoda hidroxicloroquina para tratar pacientes com coronavírus, a Organização Mundial da Saúde decidiu sinterromperos estudos com a droga.

Segundo a organização, o objetivo é reavaliar sua segurança antes de recomeçar as pesquisas.

A resolução acontece depois de a revista científica Lancet ter publicado pesquisa com 96 mil pessoas internadas com coronavírus em 671 clínicas de seis continentes mostrando que a utilização de hidroxicloroquina e cloroquina estava ligado a um risco maior de arritmia e de morte.

Cientistas de universidades como Harvard e Heart Center , culpados pelo estudo, também constataram que não houve vantagem na utilização das drogas após o diagnóstico de covid-19.

Nos últimos dois meses, a OMS vem organizando o estudo internacional Solidarity em 18 países para avaliar a segurança e a efetividade de diferentes drogas para lutar o coronavírus.

Além de hidroxicloroquina, remédios como cloroquina, remdesivir, lopinavir com ritonavir e essas duas drogas combinadas com interferon beta-1a estão sendo testados.

«A maioria dos casos é da região de São Paulo, mas também Rio de Janeiro, Ceará, Amazonas, Pernambuco estão sendo afetados. Mas em termos de taxas de ataque, as mais altas estão, na verdade, no Amazonas: cerca de 490 pessoas infectadas para cada 100 mil habitantes, que é uma taxa de ataque bem alta», disse Ryan.

Na quinta-feira 07 de maio um duro editorial publicado por uma das revistas científicas de medicina mais importantes do mundo, a The Lancet, realçava a gravidade da pandemia de coronavírus no Brasil por sua alta taxa de transmissão — mas, ao lado dos inquietantes números no país, o texto assinalava que «talvez a maior ameaça à resposta à covid-19 no Brasil seja seu presidente Jair Bolsonaro».

De acordo com a Soumya Swaminathan a suspensão dos estudos sobre a hidroxicloroquina foi feito por cautela, devido ao fato de o estudo da Lancet ter sido feito com um número significativo de pacientes e após questionamentos feitos por agências de saúde de vários países. Soumya Swaminathan é cientista-chefe da OMS.

Segundo ela, será feita uma revisão e o conselho do Solidarity, formado por dez dos países participantes decidirá, nas próximas duas semanas, se recomeça ou não os estudos com a droga.

Enquanto, cloroquina e hidroxicloroquina só devem ser utilizadas em experiências, em clínicas e sob supervisão médica, seja qual for o resultado, a OMS declara que, por.

Apesar da resolução da OMS, no Brasil, o Ministério da Saúde informou que vai conservar as orientações que aumentam a utilização da cloroquina.

Na semana passada, o órgão, após resolução do presidente Jair Bolsonaro, modificou o protocolo vigente para permitir que o remédio seja utilizado também por pacientes com sintomas leves do novo coronavírus. Até então, sua utilização era restrita a pacientes graves e críticos e com monitoramento em clínicas.

«Estamos bastante tranquilos e calmos em relação a nossa orientação», declarou na segunda-feira Mayra Pinheiro, secretária de administração em trabalho na saúde e coordenadora da elaboração do documento.

Segundo Pinheiro, «ela segue uma orientação feita pelo Conselho Federal de Medicina que dá autonomia para que os médicos possam prescrever essa medicação para os pacientes que assim quererem. Isso é o que repetiremos diariamente. Estamos bastante tranquilos a despeito de qualquer entidade internacional cancelar seus estudos com a medicação, estudos de segurança», alegou. «Não vai haver qualquer mudança na nota que foi feita.»

Pinheiro também alegou que o estudo da Lancet, na qual a OMS se baseou para tomar sua resolução, «não se trata de ensaio clínico, é somente um banco de dados coletado de vários países. Isso não entra como critério para servir como referência», declarou.

«Não é metodologicamente admissível para servir como referência a nenhum país do mundo.»

«Nesses estudos, a maneira de seleção das pacientes, onde não havia uma dose norma, uma duração norma e medicação norma para que possa ser considerado como ensaio clínico, nos faz refutar qualquer chance de utilizar como referência para o Brasil recuar na sua orientação», adicionou.

Por isso, houve um endurecimento das medidas de isolamento na capital Santiago, onde houve protestos por causa da difícil situação econômica instituída no país pela pandemia.

Ainda que a resolução do Ministério da Saúde segue princípios de autonomia para pacientes, pinheiro realçou. Mas ressalvou que o órgão pode rever sua posição se houver novos resultados de estudos.

«Estamos governando pesquisas, e o próprio ministério auxiliará na condução de ensaios clínicos. E se constatarmos que não há uma comprovação, podemos recuar da nossa nota», declarou.

O estudo publicado na Lancet é um dos maiores já publicados. Os descobrimentos são semelhantes a de outras pesquisas divulgadas nas revistas médicas BMJ, Jama e New England Journal of Medicine. Todas não assinalaram vantagem e mostraram possíveis prejuízos na utilização desse remédio.

Fonte: BBCBrasil-pt

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A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Cloroquina contra coronavírus: por que OMS decidiu suspender testes com medicamento em pacientes com covid-19
>>>>>Como a América do Sul se tornou o novo epicentro da pandemia de coronavírus – (BBCBrasil-pt)

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