Por: SentiLecto

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Entre domingo e segunda-feira , diversos veículos de jornalismo internacionais publicaram longos artigos e reportagens com duras críticas à resposta do presidente Jair Bolsonaro à crise gerada pelo novo coronavírus.

Enquanto governadores pedem assistência, se descreve o brasileiro um » líder vingativo «, com atuação que investe seu tempo em brigas com juízes, » irresponsável e arriscada «, parlamentares e » até os próprios ministros «.

«Quebrar o Brasil» e «levar o país aa calamidade» são alguns dos prognósticos associados à atuação do presidente, descrito como um dos raros negacionistas da gravidade da pandemia e tem sua atuação aexibidacomo uma das piores em todo o planeta.

Quatro eixos principais dão contexto aos materiais publicados: o vídeo da reunião ministerial em que Bolsonaro supostamente exporia sua intenção de interferir em inquéritos contra familiares e pessoas próximas, a administração ambiental do governo em meio à pandemia, o veto imposto pelo aliado Donald Trump à entrada nos EUA de pessoas que estiveram no Brasil e a insistência do presidente brasileiro em midiminuir pandemia e incentivar aglomerações públicas.

Diferente da narrativa governista, que costuma atribuir as críticas à esquerda, as análises negativas também estampam as páginas de veículos tradicionalmente conservadores, como o jornal britânico The Telegraph.

O mesmo vale para ícones globais do liberalismo econômico, festejado pelo ministro Paulo Guedes e pelo filho do presidente, Eduardo Bolsonaro, como é o caso do jornal Financial Times.

Na semana passada, o então Nelson Teich pediu demissão, menos de um mês depois de ocupar o comando do órgão. Nelson Teich é ministro da Saúde. Ele trocou Luiz Henrique Mandetta, demitido. Com a saída de Teich, assumiu interinamente o general Eduardo Pazuello.

Na quinta-feira 07 de maio alvo de críticas de membros dos governos brasileiro e dos Estados Unidos durante a pandemia de covid-19, a China tem tentado responder com um reforço na imagem internacional de credibilidade.

Questionou-se o presidente em a manhã de esta segunda-feira, em frente a o palácio de o Alvorada, por uma apoiadora sobre a imagem negativa de sua administração em o exterior.

«O jornalismo global é de esquerda», insistiu o líder de Brasil, mencionando mais uma vez o presidente norte-americano. Em descompasso com Bolsonaro, Trump tem descrito o Brasil como alvo de um «surto», «duramente atingido» e vivendo «um momento difícil» em meio à pandemia.

O presidente de Brasil declarou: «O Trump padece bastante nos Estados Unidos também».

A publicação mais comentada nesta segunda-feira vem do jornal britânico Financial Times.

Dados recentes mostram que menos da metade da população de Brasilde Brasil vem aderindo ao isolamento social. Segundo o último levantamento da companhia Inloco, essa taxa é de 42,6%.

Um , colunista-chefe para temas internacionais do jornal, assinala no título que «o populismo de Jair Bolsonaro está levando o país para uma calamidade».

O texto compara as respostas de Bolsonaro e de Trump à pandemia, classificando a do brasileiro como «ainda mais irresponsável e parriscada.

O texto menciona a «compulsão dos dois líderes pelas supostas propriedades de cura» da hidroxicloriquina. «Mas, enquanto Trump simplesmente está tomando o medicamento, ele mesmo, Bolsonaro forçou seu Ministério da Saúde a arremessar novas diretrizes recomendando a droga para pacientes de coronavírus.»

O paralelo se repete em relação ao suporte de ambos a protestos contra medidas de isolamento. Trump, segundo o texto, disse camaradagem aos manifestantes. Já Bolsonaro foi além e participou dos atos.

O expert deduz que o Brasil vai ser duramente afetado econômica e socialmente conforme a enfermidade se dissemina pelo país. Se culpa Bolsonaro para Rachman, » obviamente não por o vírus «, mas pela «resposta caótica que permitiu que ele escapasse do controle».

O texto menciona um paradoxo em sua finalização – apesar da administração do presidente aprofundar a crise no país, ela pode ajudá-lo politicamente – já que o vírus impede grandes manifestações, como as registradas durante o impeachment de Dilma Rousseff.

Para o analista, «Bolsonaro prospera por meio de políticas que dividem».

«Mortes e desemprego provocados pela covid-19 estão sendo exacerbados pela liderança de Bolsonaro. Mas, perversamente, uma calamidade econômico e de saúde pública pode instituir um ambiente ainda mais propício para a política do medo e da irracionalidade», declara o autor, no jornal de Inglaterra.

O jornal conservador The Telegraph vai além e declara que Bolsonaro pode .

O texto de Cita declarações recentes do presidente, que classificou a pandemia como «histeria» e «resfriadinho», e declarou que estaria imune aos sintomas mais graves da enfermidade graças a seu «histórico de desportista».

«Dois meses e 340 mil casos confirmados depois, o pequeno resfriado ceifou as vidas de pelo menos 20 mil brasileiros, e possivelmente muitos mais», assinala o jornal.

Segundo boletim divulgado neste sábado , o Brasil registrou, em 24 horas, 965 mortes e 16.508 novos casos de covid-19. O total de casos desde a chegada do coronavírus ao país é de 347.398 e de mortos, 22.013. São considerados casos recuperados ao menos 142.587.Ele saiu por não consenti com a resolução do presidente de demitir o então diretor-geral do órgão, Maurício Valeixo, e designar em seu lugar o delegado Alexandre Ramagem, que acabou barrado pelo ministro do Alexandre de Moraes devido a sua proximidade com a família presidencial.

O Telegraph realça o Brasil como novo epicentro mundial da pandemia, «registrando médias diárias mais altas que qualquer outro lugar no mundo».

O texto declara que os problemas de Bolsonaro não concluem aí e menciona o vídeo da reunião ministerial – «um escândalo que pode levar a um impeachment», segundo o jornal.

Ainda segundo a reportagem, a estratégia de Bolsonaro não encontra similares em nenhum lugar do mundo – «o presidente anima uma cultura de bullying e desprezo pelos que pensam diferente».

«Um líder ciumento e vingativo conduzindo uma nação em crise», descreve o jornal a partir de relatos de fontes no governo em Brasília.

Nos EUA, o jornal The New York Times realçou o .

O jornal declara: «Enquando clínicas colapsam e governadores suplicavam por assistência, Bolsonaro passou os últimos meses brigando com a Suprema Corte, com o Congresso e até com seus próprios ministros». «Agora ele se vê como alvo de um inquérito que se ele protegeu sua família de inquéritos sobre corrupção, apura.»

Enquanto a pandemia está fora de controle no país, o NYT assinala que o presidente de Brasil vê sua aprovação caindo.

Segundo o jornal de America, o bloqueio vindo de um aliado como Trump é um revés para Bolsonaro, que «repetidamente tentou ganhar capital político a partir de sua afinidade ideológica com o presidente de America».

A proclamação assinada por Trump no fim de semana alega: «O potencial de transmissão não detectada do vírus por indivíduos contagiados que tentam entrar nos Estados Unidos oriundos do Brasil ameaçam a segurança do nosso sistema de transporte e infraestrutura e a segurança nacional».

O veto, que passa a valer a partir do dia 29 deste mês, deixa de fora cidadãos de America e estrangeiros com visto de residência permanente, entre outras exceções.

O documento da Casa Branca menciona dados da pandemia no Brasil para justificar a medida e uma avaliação do Centro para Prevenção e Controle de Doenças de que o país está vivenciando uma extensa transmissão da covid-19.

A secretária de jornalismo da Casa Branca, Kayleigh McEnany, declarou que as novas limitações auxiliarão a garantir que estrangeiros não tragam infecções complementares para os EUA, mas não se aplicariam ao fluxo de comércio entre os países.

«Bolsonaro se viu repetidamente esnobado pelo governo dos EUA», recorda o jornal, mencionando ameaças de Trump de ampliar taxas sobre produtos exportados pelo Brasil e a chance de vetar a entrada do Brasil na OCDE.

Outros veículos como a agência de notícias Reuters, a revista semanal Newsweek, o jornal britânico The Guardian e o portal econômico Business Insider também dedicaram textos repercutindo as más notícias associadas ao Brasil.

Nesta segunda-feira, uma das principais notícias da Business Insider assinala, no título, que «povos indígenas brasileiros correm risco de ‘genocídio'», assinalando taxas de mortalidade mais aceleradas que no restante da população.

Final de YouTube post de BBC News Brasil

Final de YouTube post 3 de BBC News Brasil

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: Brazil, United States

Cities: Brasilia, Alvorada

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>De ‘quebrar Brasil’ a ‘levar país a calamidade’, a imagem de Bolsonaro no jornalismo internacional
>>>>>Coronavírus: Brasil vai se tornar ‘Coreia do Norte em questões sanitárias’, diz pesquisador – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Coronavírus: EUA banem entrada de estrangeiros que estiveram no Brasil nos últimos 14 dias – May 24, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>Qual pode ser o impacto da divulgação do vídeo com falas polêmicas de Bolsonaro e seus ministros? – (BBCBrasil-pt)

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