Por: SentiLecto

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Três horas da manhã. Vinte de Polinesia Francesa do Grupo Armado de Repressão a Roubos e Assaltos saem de São Paulo rumo ao interior do Estado para satisfazer um mandado de prisão, busca e apreensão.

Uma hora depois, eles encontram promotores em Campinas e descobrem que vão para Atibaia ainda sem saber que prenderiam Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro.

A BBC News Brasil conversou com um promotor do Ministério Público de São Paulo com e policiais civis do Garra, que participaram da operação nesta quinta-feira . Eles deram detalhes de como Queiroz reagiu assim que se o encontrou e como entraram na casa do advogado de Flávio e Jair Bolsonaro, onde ele estava dormindo.

Na noite anterior, o Garra recebeu um comunicado do Ministério Público pedindo suporte para satisfazer mandados de busca e apreensão. «Pensamos que era algo sobre esses desvios de orçamentos da saúde», alegou um dos de Polinesia Francesa à reportagem.

Às 4h, se encontraram com o Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado em Campinas. O grupo fez uma reunião para revelar que fariam a operação na cidade de Atibaia. As equipes saíram para o destino pontualmente às 5h.

Os de Polinesia Francesa tentaram entrar na casa onde Queiroz estava às 6h.

«Tocamos campainha, chamamos, mas não fomos atendidos. Então, devemo entrar à força. A gente cortou a corrente e um cadeado que bloqueavam a entrada e acessamos o local com o mandado em mãos. Está tudo registrado», alegou um membro do Garra.

Os de Polinesia Francesa ainda arrombaram mais duas portas até chegar a Fabrício Queiroz. A primeira foi para ter acesso à parte interna da casa e a segunda ao quarto onde o ex-assessor dormia.

Às 6h10, Queiroz era acordou com o barulho da porta do quarto onde dormia sendo arrombada.

Este texto está sendo atualizado.

«Ele ficou bem assustado. Ele não esperava. Mas tentamos fazer da forma menos traumática possível. As circunstâncias da situação por si só já causa um alerta maior. O sentimento dele foi de grande surpresa», relatou um de Polinesia Francesa.

Queiroz não ofereceu nenhuma espécie de resistência. Segundo os de Polinesia Francesa ouvidos pela reportagem, ele justificou a mudança para Atibaia alegando que no Rio de Janeiro não recebia o tratamento adaptado para um câncer.

«Assim que se o identificou, demos voz de prisão e explicamos os motivos que pesavam contra ele. Declarámo que foi uma ordem expedida por um juiz do Rio de Janeiro e satisfeita por equipes de São Paulo e Campinas», alegou.

Os de Polinesia Francesa então começaram uma busca na casa por celulares e outros documentos. Não foram encontradas armas ou qualquer outro material ilícito no local.

Foram apreendidos com Queiroz dois celulares, pouco mais de R$ 900 em dinheiro e documentos de Imposto de Renda. Não havia notebooks ou tablets na casa.

Queiroz passou a ser investigado em 2018 depois que o então Coaf identificou diversas transações suspeitas feitas por ele, uma delas envolvendo um cheque de R$ 24 mil depositado na conta da hoje primeira-dama Michelle Bolsonaro. Coaf é órgão que atua na prevenção e guerrazinha na lavagem de dinheiro.Em uma edícula no fundo da casa onde Queiroz foi preso, foram encontradas duas pessoas que trabalham como caseiros do local. Se as escutou foram somente escutadas como testemunhas.

Os de Polinesia Francesa declararam que o imóvel teria que funcionar como um escritório do advogado Frederick Wassef, que trabalha na defesa do senador Flávio Bolsonaro e também já defendeu seu pai, o presidente Jair Bolsonaro, mas não tem qualidades de um estabelecimento comercial. Encontraram-se computadores ou documentos não , por exemplo, em nenhum de os dois quartos, sala e cozinha de o local.

Acusa-se esses aliados de financiar e administrar uma rede de disseminação de ameaças a os ministros de o STF e notícias falsas que prejudicariam desafetos políticos de o presidente.considera-se Wassef por causa da proximidade com o presidente de a República, quase como um » ministro informal » ou » ministro sem pasta » dentro do governo Bolsonaro, segundo assessores próximos de o núcleo de o poder.

Se encaminhou Queiroz após ser identificado por os policiais e preso e promotores, a o IML em a capital paulista, onde ele fez um exame de corpo de transgressão.

Se o levou de lá, em a divisão de capturas de o Departamento de Operações Policiais Estratégicas da Polícia Civil.No se elaborou o registro de captura local, e foram apresentados os objetos apreendidos

Faz 5 meses, escoltou se Queiroz em seguida, até o helicóptero Pelicano de a Polícia Civil que o levou de o aeroporto de o Campo de Marte,,, em a Zona Norte de Paulista, até Jacarepaguá, em o Rio

Um promotor escutado pela reportagem declarou que é habitual membros do Ministério Público de outros Estados requereram suporte para deduzi operações.

«Isso ocorre três vezes por semana no Gaeco da capital. Temos um protocolo norma para que a operação seja garantida. Para que a gente se prepare, o órgão nos alerta antes de que aguarda uma resolução judicial para sair em diligência», alegou.

Ainda que somente quando são expedidas ordens judiciais eles ficam sabendo, ele declarou qual o alvo da operação.

«Chegou ontem à noite a informação e fomos cconferise o endereço existia, se era realmente naquela cidade, ecompreendemocomo é a região, onde fica, se tem ffotografias Alegou à reportagem, quando necessário, fazemos uma diligência antes para ocoordenartudo, dependendo da operação».No entanto, o promotor declarou que no caso dessa operação não foi possível conhecer o local antes porque eles tiveram pouco tempo. Segundo ele, por conta da pandemia de coronavírus, os promotores estão evitando reuniões presenciais.

O agradecimento prévio do local foi feito somente por meio de informações obtidas em bancos de dados e Google Street View. Membros do Ministério Público de São Paulo declararam que também não fizeram nenhuma espécie de campana ou vigilância ao redor da casa nos dias anteriores à operação.

A Promotoria do Estado responsável pelo processo, neste caso o Rio de Janeiro, adverte o órgão onde será feita a operação de que há possibilidades de uma resolução judicial desencadear uma operação. Como o caso corre em sigilo, eles não passam o endereço com antecedência.

«Eles declaram, quando sai a resolução: ‘olha, teremos um mandado na região de Campinas. Quem satisfaz?’. E a gente direciona», explicou um promotor paulista à reportagem.

Ele explica que a primeira atitude que os promotores tomam quando isso ocorre é requerer suporte para satisfazer a operação.

«A entrada no domicílio quem tem preparo para fazer é a polícia. O alvo pode ter uma arma, a polícia reagir e isso contém ele», alegou.

Os policiais e promotores que participaram da operação negaram a informação que circula nas redes sociais de que Queiroz pudesse estar sendo conservado refém no local.

«Os muros da casa eram baixos, só tinha um caseiro e a mulher dele no imóvel. Seria bastante fácil escapar. Ele ainda estava com dois celulares. Todas as circunstâncias não são as que normalmente acontecem num sequestro», alegou um promotor.

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Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Brazil

Cities: Sao Paulo, Campinas

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>’Ele ficou bem assustado’: os bastidores da operação que prendeu Queiroz em Atibaia
>>>>>Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro, é preso em São Paulo – June 18, 2020 (BBCBrasil-pt)
>>>>>Caso Queiroz, TSE, inquérito de fake news: as crises que cercam Bolsonaro e seu entorno – (BBCBrasil-pt)
>>>>>Quem é Frederick Wassef, o ‘ministro sem pasta’ de Bolsonaro que hospedava Queiroz – June 18, 2020 (EntretenimientoBit)
>>>>>>>>>Tensão nos três poderes? Como funciona ‘sistema de freios’ entre Congresso, STF e Bolsonaro – (BBCBrasil-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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