Por: SentiLecto

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O Facebook informou que removeu anúncios da campanha de reeleição do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que exibiam um emblema utilizado na Alemanha nazista.

A rede social declarou que a propaganda continha um triângulo vermelho invertido semelhante ao utilizado pelos nazistas para identificar oponentes. Se os costuravam em os uniformes de prisioneiros em campos de concentração; os triângulos invertidos vermelhos identificavam prisioneiros comunistas e, mais tarde, todos os outros prisioneiros políticos.

A Alemanha nazista tinha uma técnica específica de identificação das prisioneiros nos campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial. Se os marcavam com triângulos invertidos de cores diferentes.

Segundo o Museu do Holocausto dos Estados Unidos, os criminosos eram marcados com triângulos verdes invertidos, prisioneiros políticos com vermelhos, «associais» com pretos ou – no caso dos ciganos em alguns campos – triângulos marrons. Identificava-se os homossexuais com triângulos rosa e as Testemunhas de Jeová com roxos.

Já a primeira letra não alemães identificava os prisioneiros de o nome de Alemania de seu país de origem. A menos que o prisioneiro de Judenburg fosse incluído, os dois triângulos que formam a estrela de Judenburg seriam amarelos em uma das outras categorias de prisioneiros. Um prisioneiro político judeu, por exemplo, seria identificado com um triângulo amarelo abaixo de um triângulo vermelho.

Segundo o resumo, a autora compartilha impressões como «testemunha em primeira mão de inúmeras refeições e interações familiares».

Na qDonald Trump assinou uma ordem executiva redefinindo as proteções legais dadas nas plataformas de redes sociais. Donald Trump é o presidente dos EUA. Donald Trump é o presidente dos EUA.Os nazistas exigiam que os judeus utilizassem a estrela de Davi amarela não só nos campos de concentração, mas também por toda a Europa ocupada.

Por outro lado, o comitê de campanha de Trump afirmou que os anúncios faziam alusão ao movimento ativista de extrema esquerda Antifa, que utilizaria o emblema.

Segundo o Facebook, as postagens violavam as políticas da casa de conter a «Animosidade organizada».

Nathaniel Gleicher na quinta-feira . declarou: «A menos que sejam contextualizados ou condenados, não permitimos emblemas que encarnem organizações odiosas ou ideologias odiosas». Nathaniel Gleicher é o chefe de política de segurança da rede social.

Ele adicionou: «Foi o que vimos neste caso com este anúncio e, em qualquer lugar que esse emblema seja utilizado, tomaríamos as mesmas ações».

Os anúncios, que foram publicados em páginas pertencentes ao presidente Trump e ao vice-presidente, Mike Pence, permaneceram online por cerca de 24 horas e receberam centenas de milhares de visualizações antes de serem retirados do ar.

Tim Murtaugh em comunicado declarou: «O triângulo vermelho invertido é um emblema utilizado pela Antifa, isso ele incluiu em um anúncio sobre o Antifa». Tim Murtaugh é porta-voz da campanha de Trump.

«Observamos que o Facebook ainda tem um emoji de triângulo vermelho invertido em utilização, que parece exatamente o mesmo», adicionou.

Recentemente, Trump acusou o Antifa de estar por trás de protestos violentos nos EUA em decorrência da morte de George Floyd.

Floyd, um homem negro de 46 anos, foi morto por um policial branco após ser algemado e ter seu pescoço prensado por quase nove minutos.

Embora experts em direito tenham questionado sua autoridade para fazê-lo, no mês passado, Trumpdeclaroue quenomeariaa o grupo antifascista como «organização terrorista doméstica».

Seu site declara: «Você está deprimido e se sentindo deprimido? Busca a verdadeira significação de sua vida? Então, nossos life coaches podem tirá-lo dessa situação».

Antifa é um movimento de protesto de extrema esquerda que se opõe a neonazistas, fascismo, supremacistas brancos e racismo. Se considera um grupo pouco coordenado, sem uma liderança única.

Muitos integrantes do movimento criticam o que consideram políticas nacionalistas, anti-imigração e antimuçulmanas de Trump.

No começo deste mês, funcionários do Facebook se demonstraram contra a resolução da gigante de tecnologia de não remover ou sinalizar um post controverso de Trump relacionado aos protestos contra a morte de Floyd.

O presidente postou uma observação na rede social declarando que «mandaria a Guarda Nacional» e advertiu que «o tiroteio iniciará, quando os saques iniciarem». Mas o Facebook declarou que a postagem não violou a política da companhia.

Trump havia tuitado os mesmos observações, mas o Twitter colocou um aviso sobre o conteúdo, que declarava «violência glorificada».

Alguns funcionários do Facebook declararam estar «envergonhados».

Por James Clayton, repórter de tecnologia da BBC nos Estados Unidos

Esta é o último capítulo de um relacionamento cada vez mais difícil entre as gigantes da tecnologia e a Casa Branca.

No mês passado, o Twitter colocou um aviso sobre um dos tuítes do presidente sobre os protestos em Minneapolis – declarando que havia «glorificado a violência».

Trump reagiu falando sobre o «poder não controlado» da grande tecnologia. Ele disse que a Seção 230 – uma lei que protege as empresas de mídias sociais de serem legalmente responsáveis pelo conteúdo online dos usuários – deve ser revogada.

Mas o Facebook é a plataforma com a qual Trump realmente se importa. A rede social consome a maioria de sua verba de anúncio político on-line. A medida possivelmente vai enfurecer o presidente. A resolução também pode ser vista como um aviso de que o Facebook modera – e irá – moderar algum conteúdo político.

À medida que a votação de 2020 se aproxima, é provável que as atenções se voltem cada vez mais no que o Facebook removerá ou não.

Final de YouTube post de BBC News Brasil

Final de YouTube post 3 de BBC News Brasil

Fonte: BBCBrasil-pt

Sentiment score: NEGATIVE

Countries: United States

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Facebook bane anúncio de Trump: o que é o emblema utilizado pelos nazistas que estimulou remoção
>>>>>’O homem mais perigoso do mundo’: sobrinha de Trump lança livro de memórias com críticas ao tio – (BBCBrasil-pt)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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