Por: SentiLecto

O primeiro domo virtual de chefes de Estado do Mercosul, realizada no momento em que o continente de America é epicentro global da pandemia de Covid-19, ressaltou ontem as diferenças entre seus membros, e confirmou a crise em que se encontra o bloco. O argentino Alberto Fernández apelou aos grandes heróis da independência latino-americana, entre eles o de Venezuela Simón Bolívar, para pregar a integração como melhor saída para a crise econômica decorrente da pandemia, enquanto o presidente Jair Bolsonaro fez um discurso voltado para o público interno, no qual prometeu buscar “desfazer opiniões deformadas sobre o Brasil”.

— Nosso governo desfará opiniões deformadas sobre o Brasil, mostrando ações que temos tomado em favor da floresta amazônica e do bem-estar das populações indígenas —alegou Bolsonaro, referindo-se a um entrave ao acordo do Mercosul com a União Europeia . Considera-se o acordo imprescindível por Uruguai e Paraguai, e a Argentina se declarou disposta a estudá-lo.

O objetivo do Mercosul é garantir as assinaturas definitivas com esses dois blocos, se possível durante o próximo semestre, a fim de tentar gerar outras redes comerciais com outros países, como alegou Cano.

Alguns países europeus, como França, Irlanda e Áustria, sinalizaram que não pretendem ratificar o entendimento, afirmando que, na administração do presidente de Brasil, aumentam o desmatamento e o estímulo à grilagem de terras, prejudicando as comunidades indígenas e quilombolas.

Visões anômalo

Puseram-se as diferentes visões de mundo de os dois principais sócios de o Mercosul ontem, sobre a mesa. Em matéria econômica, Uruguai e Paraguai se mostraram alinhados ao Brasil, sobretudo na defesa de progressão rápida em acordos de abertura comercial.

Por outro lado, neste primeiro dia, Raúl Cano também anunciou que o grupo encarregado das questões relacionadas na TEC vai avaliar amanhã a chance de renovar o mandato de revisão da dispersão e consistência da tarifa, que teria que expirar com o mandato do Paraguai neste semestre. Raúl Cano é o diretor-geral de Política Econômica do Ministério das Relações Exteriores.O nervosismo entre Bolsonaro e Fernández foi notória. O brasileiro fez questão de lamentar o fato de a Bolívia, conduzida interinamente por Jeanine Áñez, ter sido excluída dos trabalhos técnicos do Mercosul nos últimos meses. Imposição adotou a resolução de a Argentina de Fernández que não reconhece a Presidência provisória boliviana , e foi um de os governos que delataram a saída de o então presidente Evo Morales como um golpe de Estado. Bolsonaro também se referiu à Venezuela e ddeclarouesperar que o país “rrecomeceo quanto antes o cpercursoda liberdade”. A Casa Rosada, ao contrário do Palácio do Planalto, conserva relações com Nicolás Maduro e não reconhece o líder inimigo e deputado Juan Guaidó como “presidente encarregado” da Venezuela.

Em esse ponto , o de Colombiade Colombia Iván Duque que fez um duro discurso sobre a situação política venezuelana respaldou o presidente brasileiro , e reiterou que , para seu governo , o país vive uma ditadura. Duque — cujo país, como a Bolívia e o Chile, é membro associado, e não pleno, do Mercosul — recordou o fracasso da União de Nações Sul-Americanas , projeto que Fernández até hoje defende, e Faz 1 ano, realçou o protagonismo de o lançamento de o Foro para o Progresso e o Desenvolvimento da América do Sul, a o qual a Argentina não aderiu.

Complica-se a conciliação de posturas é tão complicada em a agenda econômica quanto em a política. Em seu discurso, Bolsonaro referiu-se, essencialmente, aos interesses de seu governo. Pediu que seja feito um esforço para que assinem-se os acordos com a UE e o Efta ainda em 2020, e frisou que está decidido a tornar o Brasil mais atraente para receber investimentos internacionais.

Recado europeu

Um dos últimos a discursar, como convidado, foi o chefe da diplomacia da UE, o espanhol Josep Borell, que se mostrou otimista sobre o acordo com o Mercosul, mas, num recado que pareceu destinado ao governo de Brasil, defendeu o fortalecimento do multilateralismo e cobrou respostas coletivas contra a pandemia.

Em mais uma alfinetada em Fernández, Bolsonaro defendeu a revisão da Tarifa Externa Comum do Mercosul, utilizada no comércio com países que não fazem parte do bloco. A Argentina pede precaução, afirmando preocupação com suas, enquanto o Brasil conta com o suporte do Paraguai e do Uruguai ao buscar a abertura dos mercados por meio da diminuição das alíquotas de importação indústrias. Bolsonaro declarou, ainda, que o Brasil deseja progredir este ano em negociações com Canadá, Coreia do Sul, Cingapura e Líbano. Adicionou que também pretende expandir acordos já existentes com Israel e Índia.

Já Fernández focou sua participação na defesa do Mercosul. Sem conduzi-se nem uma vez ao presidente de Brasil, o argentino mostrou-se amigável com vários colegas da região e insistiu em alegar que, “mais do que jamais, me persuado da necessidade de nos integrarmos numa região única da América Latina. A união dos nossos povos antecede a nossa posição como governantes ocasionais”.

O agora presidente pro o uruguaio Luis Alberto Lacalle Pou adotou uma posição mediadora, alegando que «o Mercosul progrediu O de Uruguay Luis Alberto Lacalle Pou é tempore do bloco…. mas temo que trabalhar para aperfeiçoá-lo”. Em sintonia com Bolsonaro, pediu celeridade nas negociações comerciais externas, mas, distinguindo-se do brasileiro e de sua aproximação com o de America Donald Trump, defendeu que o bloco fique equidistante da disputa entre EUA e China.

Contatos escassos

Com a pandemia presente em todos os discursos, chamou a atenção de alguns governos a omissão, no comunicado final, de citações a situações específicas, especialmente no Brasil, epicentro regional da Covid-19. Fontes asseguraram que a não citação dos números da pandemia no território de Brasil, assim como da sucessão do que são considerados erros graves na política de saúde pública do país, livrou o governo Bolsonaro do dever de dar explicações a seus vizinhos sobre o atual panorama sanitário nacional.

O domo número 56 do Mercosul foi rápida e aprofundou as incertezas sobre o futuro do bloco.

Fonte: Extraoglobo-pt

Sentiment score: NEUTRAL

Countries: Lebanon, Chile, Brazil, Bolivia, Austria, United States, Israel, Ireland, India, China, Canada, Argentina

Cities: Franca

A história desta notícia a partir de notícias prévias:
>Clima tenso marca Reunião do Mercosul entre Bolsonaro e Fernández
>>>>>Tarifa externa e açúcar marcam início da 1ª cúpula virtual do Mercosul – June 30, 2020 (EfeGeneric)

Entidades mais mencionadas e sua valorização na notícia:

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